<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1532991008431072698</id><updated>2012-01-30T19:14:59.573-02:00</updated><category term='ueb'/><category term='I Festival TUCAN - novembro de 2007'/><category term='////'/><category term='A Alma Imoral.'/><category term='I Festival TUCAN - outubro de 2007'/><category term='I Festival TUCAN - novembro de 2007.'/><category term='Sonhos de uma Noite de Verão - Outubro de 2007'/><title type='text'>Cricri</title><subtitle type='html'>A idéia deste blog surgiu a partir das discussões geradas na oficina Exercício da Crítica Teatral, no Cena Contemporânea 2007 - Festival de Teatro de Brasília.

Começou como espaço dedicado a discussões sobre as artes cênicas. Agora, é espaço livre para comentar todas as artes que inquietam.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://blogcricriemcena.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1532991008431072698/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcricriemcena.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1532991008431072698/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Cricri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02382647386536220197</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='14' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-vUg1y7Ns_A/Sc-PyRdLwuI/AAAAAAAAADI/gxkiZfLETp8/S220/c1-1.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>627</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1532991008431072698.post-5362354180727631399</id><published>2012-01-27T12:31:00.003-02:00</published><updated>2012-01-27T12:34:31.922-02:00</updated><title type='text'>Desejos de mulher</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-X3tyLZAOoek/TyK1tkO-OBI/AAAAAAAABow/UXm-_B_5JkA/s1600/gabriela-leite-12.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-X3tyLZAOoek/TyK1tkO-OBI/AAAAAAAABow/UXm-_B_5JkA/s400/gabriela-leite-12.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5702319872629684242" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);font-size:130%;" &gt;Gabriela Leite emocionou-se ao assistir pela quinta vez em Filha, mãe, avó e puta — Uma entrevista&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 51, 204);"&gt;A prostituta, escritora e militante Gabriela Leite sonha em envelhecer  numa casa de campo ao lado do companheiro de vida e aplaude a coragem da  atriz Alexia Dechamps em dar voz à sua história no palco do CCBB&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sérgio Maggio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a mulher Gabriela Leite ficou diante da personagem “Gabriela Leite”, sabia que o reflexo era um simulacro. Tinha consciência de que o tipo criado por Alexia Dechamps era uma inspiração à sua trajetória, ao seu jeito de ser, de pensar e se portar. O que ela não tinha dimensionado era a capacidade do teatro de potencializar e transformar essa composição a cada sessão. Na que assistiu em Brasília (a quinta experiência), não se conteve em risos e em emoção quando a atriz, no meio da entrevista, retirou os óculos do rosto, alinhou à frente da visão e avaliou o nível de sujeira das lentes. “Aquele gesto é muito meu. Alexia tem enriquecido essa peça de detalhes que me impressionam a cada vez que vejo”, conta a ativista pelos direitos das prostitutas.&lt;br /&gt;Prostituta é mesmo a palavra preferida. Gabriela Leite não é mulher de eufemismo e o termo “profissional do sexo” acaba escamoteando todos os estigmas, que cercam e massacram a atividade ainda fortemente discriminada pela sociedade brasileira. Essas ideias estão em Filha, mãe, avó e puta — Uma entrevista, espetáculo que ocupa o palco do Teatro II do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). A peça é extensão do corajoso e essencial livro de memórias da estudante de filosofia, que resolveu se prostituir na Grande São Paulo, tornando-se, tempos depois, a principal voz contra os preconceitos e a supressão de direitos das prostitutas no Brasil. “O teatro tem levado o meu discurso para outro público. Assim como os desfiles da Daspu (a grife) também o fizeram”, comemora Gabriela.&lt;br /&gt;Respeitada no Brasil e no exterior pelo sério trabalho à frente da ONG Davida, sobretudo, em questões relacionadas à prevenção a Aids e DSTs, Gabriela Leite emociona-se quando, ao fim da peça, Alexia Dechamps se levanta da bancada de entrevista e anuncia que a personagem sonha em envelhecer, cozinhando numa cidadezinha do interior ao lado do companheiro de amor e vida, o jornalista Flávio Lenz. Sentada próxima a ele na plateia, ela não esconde as lágrimas ao ser chamada para o palco a fim de receber rosas vermelhas e as palmas entusiasmadas da plateia. “Quero agora dar espaço mais a mulher e menos a militante. É difícil, mas estou aos poucos cuidando mais da minha vida particular. Selecionando as viagens, abrindo caminhos para outras mulheres ocuparem a luta”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voz de muitas&lt;br /&gt;Gabriela Leite sabe que o Brasil ainda está tateando em algumas das questões cruciais sobre a prostituição no país. É a voz que dialoga com algumas lideranças progressistas do Congresso Nacional para, pelo menos, desarquivar o projeto de lei que descriminaliza a atividade. É ela também que vai a mídia para explicar que abuso sexual de menores e tráfico de mulheres não têm nada a ver com a prostituição em si. São casos de polícia. Está sempre a postos para garantir o direito de ir e vir da mulher, lembrando que, por aqui, se prostituir não é crime. “São muitas batalhas, mas preciso de mais tempo para me dedicar, por exemplo, a escrever.”&lt;br /&gt;A escrita de Gabriela Leite, tão bem posta à boca de Alexia Dechamps, vem da alma, das alegrias e dores da vida, sem vitimização alguma e cheia de orgulho. Daqui a pouco, o livro que virou peça vai se transformar em filme e o discurso da mulher-militante será massificado. Dá um frio na barriga ser tão exposta assim. Mas a experiência do teatro deu uma acalmada. “Lembro de ter ficado bem nervosa às vésperas da estreia no Rio, quando encontrei uma produtora que comentou ter ficado chocada com um estupro sofrido por mim. Gente, eu nunca fui estuprada. Depois, entendi que foi uma interpretação dela”.&lt;br /&gt;Aliviada depois da estreia, Gabriela segue a rotina de dormir lá pelas altas da madrugada, acordar bem tarde, se reunir nos botecos de verdade para despachar, fumar os seus cigarros e beber os bons drinques. “Sou uma mulher livre, não gosto que me digam o que tenho de fazer. Decido o que faço da minha vida”, conta. Autônoma, ela enfrentou, nos bastidores do espetáculo, quem a questionou sobre a escolha de Alexia para o papel. Alguns estranham “uma mulher bonita, alta, loira, modelo” fazer essa personagem. “Descobri que ela sofria preconceitos e isso fortaleceu o nosso encontro. Depois, foi ela quem me escolheu, o que acho muito corajoso.”&lt;br /&gt;Doce, amável, sensível, bem-humorada, dona de opiniões fortes e inteligentes, Gabriela Leite tem o dom de cozinhar e de fazer crochê. Recentemente, deu de presente um tapete lindo para Alexia. O tempo que clama para si tem a ver também com a vivência de avó, de mulher e de companheira. De cuidar da saúde, de olhar a natureza e de se orgulhar do passado de puta. “Puta mesmo”, reitera ela, que tem tantos papéis resumindo em um só: o de grande cidadã brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;FILHA, MÃE, AVÓ E PUTA — UMA ENTREVISTA &lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;Direção: Guilherme Leme. Com Alexia Dechamps e Louri Santos. De quinta a domingo, sempre às 19h30, no Centro Cultural Banco do Brasil (SCES, Tc. 2, Cj. 22; 3108-7600). Ingressos: R$ 6 e R$ 3 (meia). Não recomendado para menores de 14 anos. Até 5 de fevereiro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1532991008431072698-5362354180727631399?l=blogcricriemcena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcricriemcena.blogspot.com/feeds/5362354180727631399/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1532991008431072698&amp;postID=5362354180727631399' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1532991008431072698/posts/default/5362354180727631399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1532991008431072698/posts/default/5362354180727631399'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcricriemcena.blogspot.com/2012/01/desejos-de-mulher.html' title='Desejos de mulher'/><author><name>Sérgio Maggio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15306060391762484472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_S5SIBnIY-RY/SKi1oJrroJI/AAAAAAAAARA/zuM1pMqmwFY/S220/P1070305.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-X3tyLZAOoek/TyK1tkO-OBI/AAAAAAAABow/UXm-_B_5JkA/s72-c/gabriela-leite-12.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1532991008431072698.post-6879906335931501991</id><published>2012-01-26T14:44:00.003-02:00</published><updated>2012-01-26T14:48:27.561-02:00</updated><title type='text'>Promoção Conversas de Cafetinas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-8Gq_WucnY3c/TyGDa7ZoWkI/AAAAAAAABok/1j09jVHTh5I/s1600/livro.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 266px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-8Gq_WucnY3c/TyGDa7ZoWkI/AAAAAAAABok/1j09jVHTh5I/s400/livro.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5701983101872790082" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;           &lt;p style="font-family: Tahoma,Geneva,sans-serif; font-size: 14px; font-weight: bold; color: rgb(34, 31, 31); line-height: 20px; text-align: center;"&gt;              Conheça os títulos que estão com desconto de 20%&lt;br /&gt;            e aproveite o verão para colocar a leitura em dia&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;             &lt;/div&gt;&lt;p   style="color: rgb(34, 31, 31); line-height: 20px; margin: 0px; text-align: center;font-family:Tahoma,Geneva,sans-serif;font-size:14px;"&gt;              &lt;span class="Apple-style-span" style=""&gt;&lt;a&gt;&lt;strong&gt;A longa marcha&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, de Sun Shuyun&lt;br /&gt;            &lt;a&gt;&lt;strong&gt;A vida que ninguém vê&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, de Eliane Brum&lt;br /&gt;            &lt;a&gt;&lt;strong&gt;As  melhores entrevistas do Rascunho&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, de Luís H. Pellanda (org.)&lt;br /&gt;            &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=""&gt;&lt;a&gt;&lt;strong&gt;Conversas de cafetinas&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, de Sérgio Maggio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;            &lt;span class="Apple-style-span" style=""&gt;&lt;a&gt;&lt;strong&gt;Machado e Borges&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, de Luís Augusto Fischer&lt;br /&gt;            &lt;a&gt;&lt;strong&gt;O calcanhar do Aquiles&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, de Duda Teixeira&lt;br /&gt;            &lt;a&gt;&lt;strong&gt;O pai dos burros&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, de Humberto Werneck&lt;br /&gt;            &lt;a&gt;&lt;strong&gt;Operação Portuga&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, de Sérgio Xavier Filho&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;             &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: Tahoma,Geneva,sans-serif; font-size: 14px; color: rgb(34, 31, 31); line-height: 20px; margin: 0px; text-align: center;"&gt;              A promoção é válida &lt;strong&gt;até o dia 12 de fevereiro&lt;/strong&gt; para compras nas lojas físicas e no site. Os descontos fazem parte do projeto &lt;strong&gt;Seleção Literária&lt;/strong&gt;, uma parceria da &lt;strong&gt;Arquipélago&lt;/strong&gt; com as editoras &lt;strong&gt;Dublinense&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Não Editora&lt;/strong&gt; e com a &lt;strong&gt;Livraria Cultura&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: Tahoma,Geneva,sans-serif; font-size: 14px; color: rgb(34, 31, 31); line-height: 20px; margin: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: Tahoma,Geneva,sans-serif; font-size: 14px; color: rgb(34, 31, 31); line-height: 20px; margin: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://arquipelago.emktsender.net/ver_mensagem.php?id=H%7C403%7C109925%7C090513005552860366404"&gt;Acesse o link&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: Tahoma,Geneva,sans-serif; font-size: 14px; color: rgb(34, 31, 31); line-height: 20px; margin: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1532991008431072698-6879906335931501991?l=blogcricriemcena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcricriemcena.blogspot.com/feeds/6879906335931501991/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1532991008431072698&amp;postID=6879906335931501991' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1532991008431072698/posts/default/6879906335931501991'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1532991008431072698/posts/default/6879906335931501991'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcricriemcena.blogspot.com/2012/01/promocao-conversas-de-cafetinas.html' title='Promoção Conversas de Cafetinas'/><author><name>Sérgio Maggio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15306060391762484472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_S5SIBnIY-RY/SKi1oJrroJI/AAAAAAAAARA/zuM1pMqmwFY/S220/P1070305.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-8Gq_WucnY3c/TyGDa7ZoWkI/AAAAAAAABok/1j09jVHTh5I/s72-c/livro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1532991008431072698.post-5426314740989751021</id><published>2012-01-26T14:19:00.004-02:00</published><updated>2012-01-26T14:24:42.672-02:00</updated><title type='text'>As mães da Ceilândia</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-2W8246_VJ9Q/TyF9Tj7YDFI/AAAAAAAABoY/OgfePQRjNBA/s1600/terra.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 250px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-2W8246_VJ9Q/TyF9Tj7YDFI/AAAAAAAABoY/OgfePQRjNBA/s400/terra.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5701976378243026002" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Sérgio Maggio&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 0);"&gt;Nestes dias de chuva, acompanho a dor das mães da Ceilândia que perderam suas filhas em um estúpido acidente de carro, na madrugada do sábado, na BR-070. De uma delas, em hora de incalculável sofrimento, ouço a súplica dilacerada para que “os jovens obedeçam aos seus pais”. As palavras, que antecedem ao sepultamento da filha, provocam em mim uma certa inquietação. De imediato, é uma frase para ser ouvida, silenciada e respeitada. Quem há de questionar uma mãe num momento tão brutal. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;A vontade é de abraçá-la e de transmitir conforto, força e fé na vida que seguirá. &lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(204, 102, 0);"&gt;Torço para que essas mães da Ceilândia consigam superar o trauma. É grande a tendência à culpa, ao julgamento, ao que não foi dito, ao que deveria ter sido evitado. Sentimentos corrosivos que definham a saúde mental e física de quem orbita em torno de uma tragédia. Tomara que elas consigam reconstruir o que parece estar devastado para sempre. Cada uma do seu jeito, agarrando-se ou não às suas crenças, mas amparadas, sobretudo, pelo carinho de quem está ao lado.&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(204, 102, 0);"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Seria muito importante que essas mães da Ceilândia tivessem acesso a alguma ajuda psicológica. Sem recurso financeiro para arcar com um tratamento, muitos parentes de vítimas de tragédias padecem em depressão e não se recompõem do trauma. Acabam por não aprofundar nem amadurecer o papel de educadores a partir da perda. Em muitos casos, o pânico de ter a experiência repetida no futuro produz uma relação paranóica, cercada de medos e culpas. &lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(204, 102, 0);"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Talvez, um bom começo esteja na reflexão sobre o verbo obedecer, conjugada pela mãe em hora de tanto desespero. A palavra de força masculina, que estabelece uma ordem imperativa, hierárquica e inquestionável, tem se mostrado falida em dar conta do clássico “conflito de gerações”. Ao longo dos séculos, em nome de ordens baixadas como leis, as distâncias entre pais e filhos se alargaram. Não há como trancar por muito tempo uma jovem que quer se divertir e descobrir o sabor da independência. Mas há como, desde cedo, estabelecer o diálogo, apontar as delícias e os perigos de cair do ninho e voar. É como um animal que ensina o seu filhote a caçar a presa e escapar do predador, sem deixar de seguir o rito da natureza e correr todos os riscos dessa fantástica cadeia alimentar. &lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(204, 102, 0);"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Sabe aquela boa conversa diária em que pai e mãe apontam possibilidades e caminhos? Eles dão dicas em vez de ordens e apontam que estar vivo é muito mais que botar uma roupa nova, passar o batom e cair na balada. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Acredito na força de jovens que adquirem o conhecimento da vida a partir da experiência de erros e acertos dos pais. A liberdade é um convite ao deslumbramento, ao êxtase, ao carro em alta velocidade, ao excesso. Quando se mergulha nela de peito aberto, no desespero de fugir do cárcere, das regras que massacram e não são aplicáveis, o risco do choque é alto. É bom sair de casa e ir para a vida sabendo que é preciso estar em salutar estado de alerta, de intuir que aquele ambiente está pesado demais ou que aquela carona pode resultar num acidente fatal. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;E esse estado de atenção é apreendido em conversas, em olho no olho, em compreensão, em tolerância, em saber respeitar as escolhas e entender as individualidades. Quem sabe a primeira atitude esteja em trocar imediatamente o verbo obedecer por dialogar.&lt;/span&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1532991008431072698-5426314740989751021?l=blogcricriemcena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcricriemcena.blogspot.com/feeds/5426314740989751021/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1532991008431072698&amp;postID=5426314740989751021' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1532991008431072698/posts/default/5426314740989751021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1532991008431072698/posts/default/5426314740989751021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcricriemcena.blogspot.com/2012/01/as-maes-da-ceilandia.html' title='As mães da Ceilândia'/><author><name>Sérgio Maggio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15306060391762484472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_S5SIBnIY-RY/SKi1oJrroJI/AAAAAAAAARA/zuM1pMqmwFY/S220/P1070305.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-2W8246_VJ9Q/TyF9Tj7YDFI/AAAAAAAABoY/OgfePQRjNBA/s72-c/terra.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1532991008431072698.post-1867014238804902273</id><published>2012-01-25T14:05:00.003-02:00</published><updated>2012-01-25T14:12:24.181-02:00</updated><title type='text'>A amante da UnB</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-1JX6h-jcRkg/TyAp4ydw4xI/AAAAAAAABoM/Y-Vq8QtuU5U/s1600/Mulheres%2BGuerrilheiras%2B-%2BCartaz.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 346px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-1JX6h-jcRkg/TyAp4ydw4xI/AAAAAAAABoM/Y-Vq8QtuU5U/s400/Mulheres%2BGuerrilheiras%2B-%2BCartaz.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5701603183847072530" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; color: rgb(204, 102, 204);"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Sérgio Maggio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheci uma senhora que enfrentou a ditadura militar e colocou o corpo como escudo para proteger a Universidade de Brasília das sucessivas invasões. Numa tarde chuvosa, sentamos para conversar sobre esse tempo e, aos poucos, a voz serena embargou-se. Notei as mãos trêmulas e as palavras ecoando com sonoridade interrompida. As lembranças em carne viva e emocionadas recriavam uma UnB fascinante aos meus olhos. Por mais que ela instigasse à minha imaginação, entendi que não conseguiria alcançar o estado de liberdade criativa que o câmpus tinha antes de ser golpeado pela atrocidade.&lt;br /&gt;Era preciso ter estado ali, naquele tempo, para entender o porquê dos olhos marejados daquela mulher. O movimento de liberdade era pleno. Havia, ela conta, um crescente sentimento de pertencimento e de orgulho em “ser UnB”, comungado por estudantes, professores e servidores. Era como se todos fossem protagonistas de uma história única: a construção de uma universidade livre. Ela, diria hoje, transdisciplinar, com arte e ciência costurando os desejos.&lt;br /&gt;Sabendo do meu amor pelo teatro, ela me conta que grupos amadores apresentavam cenas curtas inspiradas no golpe de 1964. Ali, a comunidade, inspirada no modelo do Teatro de Arena, discutia a realidade a partir do que era posto no palco. Um dia, vieram os diretores Augusto Boal, Alberto D’Aversa e José Celso Martinez Corrêa para tecer impressões sobre esses trabalhos, num intenso aprendizado sobre a complexa situação do Brasil.&lt;br /&gt;O Auditório Dois Candangos vivia apinhado de gente para assistir às peças, ver filmes de arte e participar de mesas-redondas. As pessoas se conheciam independentemente do curso e do convívio em sala de aula. As rodas de violões, que celebravam a descoberta da música brasileira, ecoavam as canções de ídolos que acabavam de virar ídolos. Nos dias longos passados na UnB, surgia um genuíno espírito nacionalista. Sim, porque ninguém queria voltar para a casa. As aulas terminavam e os grupos se formavam para esquadrinhar o mundo.&lt;br /&gt;Foi assim que ela se apaixonou por um estudante de direito, mas perdeu a virgindade com um de filosofia, numa noite de seca e de lua cheia intensa. A liberdade sexual, no entanto, não era tão livre assim quanto corria à boca miúda. “Sexo, drogas e rock in roll” eram fama. É claro que os jovens namoravam e transavam no câmpus, mas havia muita “paranoia”, sobretudo, das meninas, que temiam a gravidez e a má reputação. Em seu relato, ela confessa que tinha muita gente “careta”. Não se recorda, por exemplo, de ter vistos gays namorando. Ela frisa que o movimento estudantil era extremamente machista e, se assumir homossexual, gerava até a expulsão de partidos e associações de esquerda.&lt;br /&gt;O cheirinho de maconha era sentido aqui ou acolá. O “barato mesmo” era assumir uma atitude política frente ao regime militar. Quando a universidade virou alvo direto da truculência, não havia espaço para pensar em muitas coisas. Namoro, sexo, viagens, experiências e festas foram adiados. “Eu era amante da UnB. Por ela, arrisquei a minha vida”, confessa, sem querer contar detalhes sobre aqueles dias de discórdia. Hoje, quase 50 anos depois, ela não consegue mais recuperar essa memória do confronto, de professores expulsos e alunos presos. Ficou só com esse fino gosto de liberdade.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1532991008431072698-1867014238804902273?l=blogcricriemcena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcricriemcena.blogspot.com/feeds/1867014238804902273/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1532991008431072698&amp;postID=1867014238804902273' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1532991008431072698/posts/default/1867014238804902273'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1532991008431072698/posts/default/1867014238804902273'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcricriemcena.blogspot.com/2012/01/amante-da-unb.html' title='A amante da UnB'/><author><name>Sérgio Maggio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15306060391762484472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_S5SIBnIY-RY/SKi1oJrroJI/AAAAAAAAARA/zuM1pMqmwFY/S220/P1070305.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-1JX6h-jcRkg/TyAp4ydw4xI/AAAAAAAABoM/Y-Vq8QtuU5U/s72-c/Mulheres%2BGuerrilheiras%2B-%2BCartaz.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1532991008431072698.post-2900492366785438261</id><published>2012-01-19T11:09:00.003-02:00</published><updated>2012-01-21T13:12:56.200-02:00</updated><title type='text'>A sucessora de Cássia Eller</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-vk49a7topec/TxgWNbra8gI/AAAAAAAABn0/-sgwXWzOcM4/s1600/jessica_rabbit4.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 267px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-vk49a7topec/TxgWNbra8gI/AAAAAAAABn0/-sgwXWzOcM4/s400/jessica_rabbit4.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5699329748461351426" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Jessica Rabbit&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sérgio Maggio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;A cantora Shyane acaba de chegar a Brasília. Ela veio de São Paulo motivada por um sonho: ser a nova Cássia Eller da cidade. A ideia surgiu numa madrugada, no Bar dos Amigos, lá no Largo do Arouche, em São Paulo. A artista da noite foi assistir ao show de amigas travestis quando encontrou um abastado casal gay brasiliense em férias. Entre uma e outra cerveja, viraram, os três, amigos de infância. Shyane, atenta, pôde ouvir as fantásticas histórias de como surgiu o furacão Cássia nos bares da Asa Norte. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Não pensou duas vezes. Assim que se despediu daquele amável casal de namorados, ela se dirigiu para a Rodoviária de São Paulo e comprou uma passagem no expresso Brasília. Estaria no Cerrado no dia seguinte. Correu para o apartamento, pegou as melhores roupas da noite, um portfólio de bares onde tocou na Augusta e na Consolação, a mala de maquiagem e um Ipod com a seleção de seu repertório para impressionar os jornalistas de plantão. Um deles, o casal deu a dica, tratava-se de Irlam Rocha Lima, que, segundo a dupla, era uma espécie de Midas candango. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Quando Shyane desembarcou, chovia litros sobre a cidade. Ela, mística, interpretou a banal tempestade de janeiro como um sinal claro da natureza, que limpava e abria os caminhos. Ali mesmo, na Rodoferroviária, trocou de roupa, passou um batom e seguiu, como uma diva, para os bares indicados pelos amigos de noitada paulistana. Resolveu chamar um táxi, daquele de 30%, aliás, outra dica preciosa da dupla. A primeira parada: os famosos bares da 408 Norte. Ali, com toda pose de diva contemporânea, ela sentou-se na cadeira, pediu uma água com gás e tomou o primeiro choque de realidade. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;De olhos arregalados, ouviu que o músico da noite em Brasília virou um ser em extinção, perseguido pela vizinhança impaciente. Mais: os bares com som ao vivo são caçados como lebres pelos órgãos de fiscalização do GDF. Dificilmente, teria um espaço na cidade que, ao longo de sua curta história, revelou joias exportadas para o Brasil, como Cássia Eller, Zélia Duncan, Renata Arruda, Gisa Pittan, Rubi, Dhi Ribeiro, Luciana Luppy e Indiana Nomma, entre outras tantas boas vozes que aqui residem. “Ixi, se eu fosse a senhora, voltaria correndo para São Paulo. Aqui, o músico da noite está estudando para concurso público”, aconselhou um garçom amigo.&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;O mundo rachou em dois diante de Shyane. Ela ainda tentou em vão uma entrevista exclusiva com Irlam Rocha Lima, mas o repórter do Correio estava na festa de lançamento do carnaval de Salvador. O jeito era voltar para Sampa ainda naquele longo dia. Comprou a passagem para as quatro da madrugada, mas, antes, resolveu dar a última cartada. &lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Foi para o Setor Comercial Sul, ligou o seu microfone em duas pequenas caixas de som e começou a cantar sobre a base musical das canções do Ipod. A esperança era de que algum olheiro passasse por ali. Sob chuviscos insistentes, Shyane interpretou Adele, Elizeth Cardoso, Nara, Elis, Carmen Miranda e Amy. Já passava das 22h e só se aproximaram alguns viciados em crack e uns travestis que faziam pista. Eles aplaudiram vertiginosamente. Um deles ainda gritou: “Uhu, Brasília é roquenrol”. Shyane sorriu antes de recolher tudo e voltar feliz para os bares da Augusta. Dias depois, receberia um cartão-postal do casal gay brasiliense em férias. “Shyane, amiga, venha para Paris. Aqui, a noite é das estrelas!”&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1532991008431072698-2900492366785438261?l=blogcricriemcena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcricriemcena.blogspot.com/feeds/2900492366785438261/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1532991008431072698&amp;postID=2900492366785438261' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1532991008431072698/posts/default/2900492366785438261'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1532991008431072698/posts/default/2900492366785438261'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcricriemcena.blogspot.com/2012/01/sucessora-de-cassia-eller.html' title='A sucessora de Cássia Eller'/><author><name>Sérgio Maggio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15306060391762484472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_S5SIBnIY-RY/SKi1oJrroJI/AAAAAAAAARA/zuM1pMqmwFY/S220/P1070305.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-vk49a7topec/TxgWNbra8gI/AAAAAAAABn0/-sgwXWzOcM4/s72-c/jessica_rabbit4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1532991008431072698.post-2690711014003120456</id><published>2012-01-17T13:08:00.002-02:00</published><updated>2012-01-17T13:51:25.577-02:00</updated><title type='text'>Todos contra o crack</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-BEbgXLZC_FQ/TxWY9FEH4JI/AAAAAAAABno/Ehm62nkb9XM/s1600/crack.jpeg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 295px; height: 171px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-BEbgXLZC_FQ/TxWY9FEH4JI/AAAAAAAABno/Ehm62nkb9XM/s400/crack.jpeg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5698629078606143634" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; color: rgb(153, 153, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Sérgio Maggio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um homem desgarrado, maltrapilho, em pedaços, de olhos vidrados, bateu compulsivamente no vidro do meu carro num semáforo da Esplanada. Ele gritava por dinheiro naquele início de madrugada. Não tive medo, nem piedade. Apenas fiquei impotente, parado diante do sinal verde, talvez sem coragem de fugir da realidade. Quando retomei o movimento, olhei-o pelo retrovisor. Ziguezagueava pela amplidão daquela via, até desaparecer por completo no horizonte.&lt;br /&gt;Naquela noite de asfalto chuvoso, que refletia as luzes da cidade, mantive a imagem daquele homem na cabeça. Sem pensar muito, fiz o primeiro retorno no Eixo Monumental e voltei a passar pela Esplanada quase vazia. O homem não estava mais lá. Tinha desaparecido. Quem sabe conseguido o dinheiro que tanto queria. Retomei o caminho quando observei, próximo a Rodoviária, dois adolescentes a chutarem um sujeito, muito parecido com aquele que bateu no vidro do meu carro. Acendi os faróis altos e buzinei na tentativa de assustá-los. Não funcionou. Os garotos ficaram mais excitados, diziam coisas que eu não conseguia ouvir e continuaram o ato de agressão, sem me dar muita bola, numa dessas cenas de selvageria urbana.&lt;br /&gt;Mergulhei numa impotência sem fim. Os zumbis do crack parecem se impor aos nossos olhos como seres nascidos de um problema sem solução. A droga desafia governos em todo o mundo. Em São Paulo, assistimos atônitos a uma ação polêmica das autoridades, que dissipou os usuários da Cracolândia, nos arredores da Estação da Luz, para o resto da cidade, sem criar uma alternativa social de tratamento. Há até a possibilidade da internação compulsória, questionada por humanistas. Até agora, o resultado é uma população com mais medo e preconceito contra o usuário do crack, talvez o ser humano mais desvalorizado da nossa sociedade.&lt;br /&gt;Em Brasília, não é diferente. A população de viciados vaga e o grande perigo, mas o grande perigo não está no sujeito que bate desesperado à janela dos carros. O maior risco está em banalizar essa cena. Fazer com que, esse exército condenado a não ter mais sonhos, incorpore-se como uma imagem errática da cidade. Acho que foi por isso que retornei naquela noite para a Esplanada . É contra esse risco que encontro o meu lugar nessa trincheira. Não deixar a minha indignação ser engolida pela impotência, pela inanição, pela inércia, pelos confortos da classe média à qual faço parte. Não posso acreditar que um ser humano em toda sua potência infinita de vida possa se reduzir a essa condição rastejante, que evoca uma “ratazana” atrás de restos.&lt;br /&gt;Lembro que, nos anos 1990, quando a população de meninos de rua invadiu as cidades, houve uma espécie de alienação das pessoas diante do problema —- aquela imagem do vidro do carro se fechando e isolando o motorista da criança pedinte virou um clichê da época. Não podemos repetir essa atitude agora porque é por meio da indignação que nós, cidadãos, pressionaremos o governo a apresentar o resultado do projeto social contra o crack. Todos os candidatos que chegaram recentemente ao poder gastaram seus preciosos minutos de propaganda eleitoral apresentando suas plataformas contra a propagação da droga e o tratamento dos usuários. Agora, é hora de convidá-los a agir e a prestar contas. Em Brasília, não pode ser diferente.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1532991008431072698-2690711014003120456?l=blogcricriemcena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcricriemcena.blogspot.com/feeds/2690711014003120456/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1532991008431072698&amp;postID=2690711014003120456' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1532991008431072698/posts/default/2690711014003120456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1532991008431072698/posts/default/2690711014003120456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcricriemcena.blogspot.com/2012/01/todos-contra-o-crack.html' title='Todos contra o crack'/><author><name>Sérgio Maggio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15306060391762484472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_S5SIBnIY-RY/SKi1oJrroJI/AAAAAAAAARA/zuM1pMqmwFY/S220/P1070305.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-BEbgXLZC_FQ/TxWY9FEH4JI/AAAAAAAABno/Ehm62nkb9XM/s72-c/crack.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1532991008431072698.post-7933854200125774934</id><published>2012-01-16T12:52:00.002-02:00</published><updated>2012-01-16T12:57:34.391-02:00</updated><title type='text'>Senhor das tradições</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;" class="h1"&gt;Mestre da cultura popular, seu Teodoro morreu ontem de parada cardíaca &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span id="items_noticia" style="display: inline; font-weight: bold;"&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a class="yellowlight" href="mailto:"&gt;Sérgio Maggio&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;        &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;                                                &lt;/div&gt;&lt;div id="abanoticia" style="display: block; font-weight: bold; text-align: center;"&gt;&lt;table style="text-align: left; margin-left: auto; margin-right: auto;" class="image center"&gt;&lt;tbody&gt;     &lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;img src="http://imgsapp2.correiobraziliense.com.br/app/noticia_127983242361/2012/01/16/286463/20120115201932735909a.jpg" alt="Podia não existir a morte. Quando a idade veio chegando, eu só tinha medo de uma coisa: de o boi acabar. Agora, meu filho mais moço assumiu a festa. Quero mais. Mas se não der, estou pronto para fazer a viagem'" title="Podia não existir a morte. Quando a idade veio chegando, eu só tinha medo de uma coisa: de o boi acabar. Agora, meu filho mais moço assumiu a festa. Quero mais. Mas se não der, estou pronto para fazer a viagem'" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;     &lt;tr style="color: rgb(0, 153, 0); font-weight: bold;" align="center"&gt;&lt;td class="zebra"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;"Podia não existir a morte.&lt;br /&gt;Quando a idade veio  chegando,&lt;br /&gt;eu só tinha medo de uma coisa:&lt;br /&gt;de o boi acabar.&lt;br /&gt;Agora, meu  filho mais&lt;br /&gt;moço assumiu a festa.&lt;br /&gt;Quero mais. Mas se não der,&lt;br /&gt;estou  pronto para fazer a viagem"&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0);"&gt;Enquanto o  mestre Teodoro Freire viveu, alimentou sonhos. O  de chegar aos 100 anos  tomando café da manhã com farinha d’água e  comendo, no almoço, o  sagrado cozido de boi com quiabo e maxixe. Queria  também erguer uma  nova sede para o Centro de Tradições Populares em  Sobradinho a fim de  ampliar os projetos culturais. Desejava voltar a  pescar no iguarapé do  povoado de Castanho Claro e levar “o bicho” ainda  se debatendo para a  companheira Maria José pôr no fogo. Aos 91 anos, o  maranhense, com  porte de príncipe, era um amante das pequenas  felicidades, como a de se  deitar à rede e esticar o corpo cansado de  brincante num lugar onde o  tempo vadeia. Ali, do mundo, faria questão de  saber das narrativas  futebolísticas do Flamengo ou das façanhas  carnavalescas da Mangueira.  Queria mesmo era espichar a vida. “A morte  só me procura porque é  saliente, não tem vergonha. Eu nunca procurei por  ela, de jeito  nenhum”, contou, certa vez, ao Correio. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;N&lt;span style="color: rgb(51, 102, 102);"&gt;a  madrugada do domingo  (15), a “Caetana”, como os nordestinos cabras da peste  docemente  chamam a tinhosa morte, beijou a boca do homem de coração  cheio de  paixões. Uma parada cardíaca interrompeu a trajetória do senhor  das  tradições, que fez o brasiliense ganhar intimidade com a festança  do  boi do Maranhão e do tambor de crioula, tornando-se a figura mais   importante do Distrito Federal no âmbito da cultura popular. Desde   ontem, amigos, parentes e admiradores de seu Teodoro participam dos   ritos fúnebres no Centro de Tradições Populares,. O velório segue até as   11h. Às 14h, o corpo será cremado. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 0);"&gt;Dono de múltiplos saberes   populares, seu Teodoro fez-se mestre na labuta para matar a saudade   doída do Maranhão distante. Foi condecorado pelas honras dos homens   letrados. Tinha título da Ordem do Mérito Cultural, outorgado pelo   presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na gestão de Gilberto Gil à frente   do Ministério da Cultura, em 2006. A brincadeira de Sobradinho foi   tombada como patrimônio imaterial do DF e passou a ser conhecida em todo   o país. O respeito e a reverência uniram gerações em torno desse rei   popular. Não só os nove filhos vivos abraçaram a tradição (o caçula   Guarapiranga é o herdeiro condutor das festas e dos projetos), como   também uma legião de jovens encantada com  o desejo incontrolável da   mulata Catirina em comer a língua do boi. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 0);"&gt;Em agosto de 2011,   com a ajuda de respirador artificial, seu Teodoro encheu os olhos de   emoção ao ver a força da farra do boi, criada em Sobradinho há 48 anos.   Sentou-se, como um soberano, em camarote todo enfeitado com motivos da   brincadeira. Do terreiro, avistava-se aquele senhor de impecável chapéu   de palha, adornado por fitas vermelha e preta. Mesmo doente, exibia a   fisionomia terna. Há três anos, ele estava guerreando com o efisema   pulmonar. Mas, ali, diante dos bois vindos de todo o país e daquela   gente de muitos cantos do DF, parecia esbanjar saúde. “A festa cresceu   muito, graças à resistência dele. Uma hora o reconhecimento chega”,   comemorou Guarapiranga. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;A resistência de Seu Teodoro se   fortaleceu em décadas de dedicação para preservar as tradições de sua   terra natal. Primeiro, no Rio de Janeiro, quando chegou em 1953, e foi   ganhar a vida na então capital federal do Brasil, trabalhando como   faxineiro. Ali, num misto de deslumbre com a cidade grande e o banzo do   Maranhão, teve o impulso de formar um grupo de brincantes para reviver   as danças e as cantigas que se mantinham vivas em sua memória de  menino.  Juntou uns 46 cabras e botou o boi para correr a capital  fluminense.  Numa dessas rodas, o brincante se desmanchou feito bobo  quando viu a  menina Maria José dançando ao som das matracas e das  zabumbas. Foi amor  de olho no olho. Ela, mulher de uma vida inteira,  teve 11 filhos (nove  estão vivos). “Teodoro sempre foi um homem  apaixonado”, suspirou a  companheira de 56 anos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Tatus e siriemas &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);"&gt;Brasília  só  tinha um ano de vida quando o escritor maranhense Ferreira Gullar  (então  diretor da Fundação Cultural no governo Jânio Quadros) fez um  convite  para que aqueles brincantes nordestinos das ruas cariocas  viessem à nova  capital festejar a “maluquice” de JK de transferir a  sede do poder para  o meio do mato de Goiás. Teodoro, o boi e todos os  fantásticos seres  bailaram na Rodoviária. “Brasília era diferente.  Tinha tatu na estrada,  siriema andando na rua, deu vontade de ficar”,  lembra o homem de memória  prodigiosa (ele morreu lúcido e tendo os  lapsos naturais da velhice).  No ano seguinte, 1962, Teodoro e família  desembarcavam aqui de mala e  cuia. É lógico que ele não descansou  enquanto não pôs o boi no concreto.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;Enquanto instalava-se em  Sobradinho com a família e as  tradições (ele fundou a Sociedade  Brasiliense de Folclore em 1963),  iniciava carreira de funcionário  público na Universidade de Brasília  (UnB). Começou como contínuo e se  aposentou já com um certo respeito  pelos seus saberes, confeccionando  instrumentos. O templo do mestre, o  Centro de Tradições Populares  (criado em 1972), em Sobradinho, virou  abrigo para as manifestações  culturais que ganharam identidade no DF.  Hoje, a festa é tão candanga  quanto maranhense com brincantes nascidos e  criados aqui. “Não reclamo  de nada. Alguém como eu ter todas essas  honras em Brasília, quem  diria?” A simplicidade era uma das suas maiores  sabedorias e um dos  nossos maiores aprendizados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;» Doidinho pelo boi&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;A   loucura de Seu Teodoro pelo boi começou lá em Castanho Claro, povoado   do município de São Vicente de Férrea, localizado a 280km de São Luís,   na chamada Baixada Ocidental Maranhense. Um lugar de gente modesta, com   menos de 20 mil habitantes (segundo o Censo de 2007), que vive de   lavoura, de pastar gado e de aposentadorias. “Ver o boi era a única   diversão. Mas na festa dava briga. Eu era menino e minha mãe não deixava   eu assistir. Então, eu fugia de casa meia-noite”, lembrou. Para  enganar  dona Sinhá, ele colocava um pilão dentro da rede. Ela passava e  pensava  que o garoto dormia de sono solto. O menino Teodoro não era  chegado aos  estudos. Queria mesmo era entender a natureza daquele  teatro de rua.  Quando se mudou ainda menino para São Luis, trabalhou em  botequim e  quitanda. “Fiz de tudo na vida. Macetei pilão, trabalhei em  oficina. Não  sobrou tempo. Queria ter sido militar”, lembra o homem  doido pelo  Maranhão, a ponto de batizar um dos filhos como Tauá, em  homenagem a uma  ilha do estado natal. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Colaboraram Leilane Menezes e Pedro Brandt &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1532991008431072698-7933854200125774934?l=blogcricriemcena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcricriemcena.blogspot.com/feeds/7933854200125774934/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1532991008431072698&amp;postID=7933854200125774934' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1532991008431072698/posts/default/7933854200125774934'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1532991008431072698/posts/default/7933854200125774934'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcricriemcena.blogspot.com/2012/01/senhor-das-tradicoes.html' title='Senhor das tradições'/><author><name>Sérgio Maggio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15306060391762484472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_S5SIBnIY-RY/SKi1oJrroJI/AAAAAAAAARA/zuM1pMqmwFY/S220/P1070305.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1532991008431072698.post-9102259645675366145</id><published>2012-01-15T16:58:00.003-02:00</published><updated>2012-01-17T13:04:35.127-02:00</updated><title type='text'>Morre Fernando Peixoto, mestre do teatro brechtiano</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-Jv-Ua6CEnuM/TxMiRWLPCnI/AAAAAAAABnc/YIHVHuJ40Ds/s1600/180px-Fernando_Peixoto.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 180px; height: 271px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-Jv-Ua6CEnuM/TxMiRWLPCnI/AAAAAAAABnc/YIHVHuJ40Ds/s400/180px-Fernando_Peixoto.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5697935634959633010" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fernando Peixoto, teatrólogo &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sérgio Maggio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Parte do conhecimento e reflexões sobre Bertolt Brecht no Brasil deve-se ao instigante pensamento do ator, diretor e pesquisador Fernando Peixoto, um nome essencial na modernização do teatro brasileiro, estando ligado ao anárquico Teatro Oficina, em sua fase antropofágica — época que atuou ao lado da então companheira, a atriz Íttala Nandi. Ontem, o homem que ajudou a desvendar as chaves do teatro dialético no país morreu, aos 75 anos, em São Paulo, vítima de câncer no intestino. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;“O Brasil acaba de perder um dos maiores pensadores de teatro, o diretor, ator, escritor e professor Fernando Peixoto. Suas reflexões sobre o teatro internacional e sua contribuição ao teatro brasileiro, na segunda metade do século 20, foram fundamentais. Ele manteve até o fim da vida a relação de apoio e orientação aos novos atores, diretores e grupos. O Ministério da Cultura sente profundamente esta perda”, lamentou, em nota oficial Vitor Ortiz, ministro interino.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fernando Peixoto participou das grandes montagens do Teatro Oficina nos anos 1960, todas comandadas por José Celso Martinez Corrêa, entre elas, O rei da vela, peça histórica que fundou as bases do teatro antropofágico, e as brechtianas Galileu Galilei e Na selva das cidades. Membro do Partido Comunista do Brasil sofreu com o cerco da ditadura militar, que sucateou o teatro brasileiro de resistência na década de 1970. Um dos seus espetáculos, Calabar, texto de Chico Buarque e Ruy Guerra, foi proibido de estrear, em 1973, dias antes de abrir o pano. Essa produção só foi possível ser realizada em 1980.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fernando Peixoto manteve-se na ativa incansável tanto na produção teórica quanto na prática, tornando-se uma referência para os estudos teatrais na América Latina. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; color: rgb(51, 153, 153);"&gt;&lt;span class="style0 style18"  style="font-size:100%;"&gt;                 &lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;             &lt;/div&gt;&lt;span class="style19"&gt;                                                 &lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Verbete Itaú Cultural&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="style19"&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;                        &lt;span style="font-size:180%;"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Fernando Amaral dos  Guimarães Peixoto (Porto Alegre RS 1937). Diretor, teórico e ator. Homem  de teatro, radicado em São Paulo, ligado ao &lt;a style="text-decoration: none;" href="http://www.itaucultural.org.br/aplicExternas/enciclopedia_teatro/index.cfm?fuseaction=cias_biografia&amp;amp;cd_verbete=658"&gt;Teatro Oficina&lt;/a&gt;  como ator em sua primeira fase. Torna-se, a partir dos anos 1970,  diretor especialmente empenhado no teatro de resistência. Reconhecido  teórico, autor de obras vinculadas às concepções brechtianas e da  tendência nacional - popular do teatro brasileiro.&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="style19"&gt; &lt;p align="justify"&gt;Inicia carreira como ator em Porto Alegre, em 1953, envolvido com o teatro semiprofissional de então, onde faz &lt;i&gt;Feliz Viagem a Trenton&lt;/i&gt;, de Thornton Wilder, em 1954; &lt;i&gt;O Muro&lt;/i&gt;, de Jean-Paul Sartre, em 1955; e &lt;i&gt;Egmont&lt;/i&gt;, de Goethe, com direção de &lt;a style="text-decoration: none;" href="http://www.itaucultural.org.br/aplicExternas/enciclopedia_teatro/index.cfm?fuseaction=personalidades_biografia&amp;amp;cd_verbete=920"&gt;Ruggero Jacobbi&lt;/a&gt;, em 1958. Faz substituições em espetáculos de importantes companhias paulistas que excursionam na cidade, tais como &lt;a style="text-decoration: none;" href="http://www.itaucultural.org.br/aplicExternas/enciclopedia_teatro/index.cfm?fuseaction=espetaculos_biografia&amp;amp;cd_verbete=485"&gt;&lt;em&gt;O Canto da Cotovia&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;, de Jean Anouilh, direção de &lt;a style="text-decoration: none;" href="http://www.itaucultural.org.br/aplicExternas/enciclopedia_teatro/index.cfm?fuseaction=personalidades_biografia&amp;amp;cd_verbete=752"&gt;Gianni Ratto&lt;/a&gt;, do &lt;a style="text-decoration: none;" href="http://www.itaucultural.org.br/aplicExternas/enciclopedia_teatro/index.cfm?fuseaction=cias_biografia&amp;amp;cd_verbete=665"&gt;Teatro Maria Della Costa - TMDC&lt;/a&gt;, em 1957; &lt;i&gt;Leonor de Mendonça&lt;/i&gt;, direção de &lt;a style="text-decoration: none;" href="http://www.itaucultural.org.br/aplicExternas/enciclopedia_teatro/index.cfm?fuseaction=personalidades_biografia&amp;amp;cd_verbete=378"&gt;Flávio Rangel&lt;/a&gt;; &lt;a style="text-decoration: none;" href="http://www.itaucultural.org.br/aplicExternas/enciclopedia_teatro/index.cfm?fuseaction=espetaculos_biografia&amp;amp;cd_verbete=410"&gt;&lt;em&gt;Um Panorama Visto da Ponte&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;, direção de &lt;a style="text-decoration: none;" href="http://www.itaucultural.org.br/aplicExternas/enciclopedia_teatro/index.cfm?fuseaction=personalidades_biografia&amp;amp;cd_verbete=688"&gt;Alberto D'Aversa&lt;/a&gt;, ambas do &lt;a style="text-decoration: none;" href="http://www.itaucultural.org.br/aplicExternas/enciclopedia_teatro/index.cfm?fuseaction=cias_biografia&amp;amp;cd_verbete=656"&gt;Teatro Brasileiro de Comédia - TBC&lt;/a&gt;, em 1960; além de &lt;em&gt;Mãe Coragem&lt;/em&gt;,&lt;em&gt; &lt;/em&gt;de Bertolt Brecht, na produção de &lt;a style="text-decoration: none;" href="http://www.itaucultural.org.br/aplicExternas/enciclopedia_teatro/index.cfm?fuseaction=personalidades_biografia&amp;amp;cd_verbete=839"&gt;Ruth Escobar&lt;/a&gt;, no mesmo ano. Muda -se com sua mulher &lt;a style="text-decoration: none;" href="http://www.itaucultural.org.br/aplicExternas/enciclopedia_teatro/index.cfm?fuseaction=personalidades_biografia&amp;amp;cd_verbete=764"&gt;Ítala Nandi&lt;/a&gt; para São Paulo em 1963, integrando a companhia Teatro Oficina.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Suas participações no Oficina tornam-se marcantes, em todas as produções desde então: &lt;em&gt;Quatro num Quarto&lt;/em&gt;, de Valentin Kataev, com direção de &lt;a style="text-decoration: none;" href="http://www.itaucultural.org.br/aplicExternas/enciclopedia_teatro/index.cfm?fuseaction=personalidades_biografia&amp;amp;cd_verbete=804"&gt;Maurice Vaneau&lt;/a&gt;, em 1962; &lt;em&gt;Pequenos Burgueses&lt;/em&gt;, de Máximo Gorki, em 1963; &lt;em&gt;Andorra&lt;/em&gt;, de Max Frisch, em 1964; &lt;a style="text-decoration: none;" href="http://www.itaucultural.org.br/aplicExternas/enciclopedia_teatro/index.cfm?fuseaction=espetaculos_biografia&amp;amp;cd_verbete=456"&gt;&lt;em&gt;O Rei da Vela&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;, de Oswald de Andrade (1890 - 1954), em 1967; &lt;a style="text-decoration: none;" href="http://www.itaucultural.org.br/aplicExternas/enciclopedia_teatro/index.cfm?fuseaction=espetaculos_biografia&amp;amp;cd_verbete=4082"&gt;&lt;em&gt;Galileu Galilei&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;, de Bertolt Brecht, em 1968, e &lt;a style="text-decoration: none;" href="http://www.itaucultural.org.br/aplicExternas/enciclopedia_teatro/index.cfm?fuseaction=espetaculos_biografia&amp;amp;cd_verbete=451"&gt;&lt;em&gt;Na Selva das Cidades&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;, de Bertolt Brecht, em 1969, todas direções de José Celso Martinez Corrêa. Deixa a companhia em 1970.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Em 1969, está no elenco do &lt;a style="text-decoration: none;" href="http://www.itaucultural.org.br/aplicExternas/enciclopedia_teatro/index.cfm?fuseaction=cias_biografia&amp;amp;cd_verbete=657"&gt;Teatro de Arena&lt;/a&gt; nas excursões internacionais de &lt;i&gt;Arena&lt;/i&gt; &lt;em&gt;Conta Zumbi, &lt;/em&gt;de &lt;a style="text-decoration: none;" href="http://www.itaucultural.org.br/aplicExternas/enciclopedia_teatro/index.cfm?fuseaction=personalidades_biografia&amp;amp;cd_verbete=751"&gt;Gianfrancesco Guarnieri&lt;/a&gt; e &lt;a style="text-decoration: none;" href="http://www.itaucultural.org.br/aplicExternas/enciclopedia_teatro/index.cfm?fuseaction=personalidades_biografia&amp;amp;cd_verbete=703"&gt;Augusto Boal&lt;/a&gt;, e &lt;em&gt;Arena Conta Bolívar&lt;/em&gt;, também de Boal. Retorna no papel de Jean-Paul Sartre em &lt;i&gt;A Cerimônia do Adeus&lt;/i&gt;, de &lt;a style="text-decoration: none;" href="http://www.itaucultural.org.br/aplicExternas/enciclopedia_teatro/index.cfm?fuseaction=personalidades_biografia&amp;amp;cd_verbete=176"&gt;Mauro Rasi&lt;/a&gt;, direção de &lt;a style="text-decoration: none;" href="http://www.itaucultural.org.br/aplicExternas/enciclopedia_teatro/index.cfm?fuseaction=personalidades_biografia&amp;amp;cd_verbete=190"&gt;Ulysses Cruz&lt;/a&gt;, em 1989. Sob a direção de &lt;a style="text-decoration: none;" href="http://www.itaucultural.org.br/aplicExternas/enciclopedia_teatro/index.cfm?fuseaction=personalidades_biografia&amp;amp;cd_verbete=385"&gt;Antônio Abujamra&lt;/a&gt;, está em &lt;em&gt;O Inspetor Geral&lt;/em&gt;, em 1994, pelo &lt;a style="text-decoration: none;" href="http://www.itaucultural.org.br/aplicExternas/enciclopedia_teatro/index.cfm?fuseaction=cias_biografia&amp;amp;cd_verbete=653"&gt;Teatro Popular do Sesi - TPS&lt;/a&gt;.  &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Embora tenha experimentado a direção desde os anos 1960, estréia com &lt;i&gt;Matar&lt;/i&gt;, de Paulo Hecker Filho, em 1959, ainda em Porto Alegre. Sua atuação nessa área ganha impulso após &lt;em&gt;O Poder Negro&lt;/em&gt;, de LeRoi Jones (Amiri Baraka), em 1968, e &lt;em&gt;D. Juan&lt;/em&gt;,&lt;em&gt; &lt;/em&gt;adaptado de Molière, em 1970, ambas no Oficina. Com &lt;i&gt;Tambores da Noite&lt;/i&gt;,  de Bertolt Brecht, em 1972, inicia carreira como encenador fortemente  influenciada pelas idéias do autor alemão. Suas principais realizações  como diretor são: &lt;i&gt;A Semana - Esses Intrépidos Rapazes e Sua Maravilhosa Semana de Arte Moderna&lt;/i&gt;, de &lt;a style="text-decoration: none;" href="http://www.itaucultural.org.br/aplicExternas/enciclopedia_teatro/index.cfm?fuseaction=personalidades_biografia&amp;amp;cd_verbete=712"&gt;Carlos Queiroz Telles&lt;/a&gt;, em 1972; &lt;i&gt;Frank V&lt;/i&gt;, de Dürrenmatt, em 1973; &lt;a style="text-decoration: none;" href="http://www.itaucultural.org.br/aplicExternas/enciclopedia_teatro/index.cfm?fuseaction=espetaculos_biografia&amp;amp;cd_verbete=482"&gt;&lt;em&gt;Um Grito Parado no Ar&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;, de Gianfrancesco Guarnieri, em 1973, mesmo ano em que dirige &lt;i&gt;Calabar&lt;/i&gt;, texto de &lt;a style="text-decoration: none;" href="http://www.itaucultural.org.br/aplicExternas/enciclopedia_teatro/index.cfm?fuseaction=personalidades_biografia&amp;amp;cd_verbete=719"&gt;Chico Buarque&lt;/a&gt; e Ruy Guerra, numa produção carioca de &lt;a style="text-decoration: none;" href="http://www.itaucultural.org.br/aplicExternas/enciclopedia_teatro/index.cfm?fuseaction=personalidades_biografia&amp;amp;cd_verbete=743"&gt;Fernando Torres&lt;/a&gt;, proibida poucos dias antes da estréia; &lt;a style="text-decoration: none;" href="http://www.itaucultural.org.br/aplicExternas/enciclopedia_teatro/index.cfm?fuseaction=espetaculos_biografia&amp;amp;cd_verbete=4078"&gt;&lt;em&gt;Ponto de Partida&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;, novamente Guarnieri, em 1976; &lt;i&gt;Mortos Sem Sepultura&lt;/i&gt;, de Jean-Paul Sartre, em 1977; &lt;i&gt;Terror e Miséria do III Reich&lt;/i&gt;, de Bertolt Brecht, em 1979, coroam o ciclo de realizações. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Em 1980, finalmente liberado pela Censura, coloca em cena &lt;i&gt;Calabar&lt;/i&gt;, numa produção de &lt;a style="text-decoration: none;" href="http://www.itaucultural.org.br/aplicExternas/enciclopedia_teatro/index.cfm?fuseaction=personalidades_biografia&amp;amp;cd_verbete=822"&gt;Othon Bastos&lt;/a&gt; e Martha Overbeck, em parceria com &lt;a style="text-decoration: none;" href="http://www.itaucultural.org.br/aplicExternas/enciclopedia_teatro/index.cfm?fuseaction=personalidades_biografia&amp;amp;cd_verbete=834"&gt;Renato Borghi&lt;/a&gt;. Dirige várias óperas, entre as quais &lt;i&gt;Werther&lt;/i&gt;, de Massenet, em 1979; &lt;i&gt;Wozzeck&lt;/i&gt;, de Alan Berg, em 1982; &lt;i&gt;O Navio Fantasma&lt;/i&gt;, de Wagner, em 1984; &lt;em&gt;Lo Schiavo&lt;/em&gt;, de Carlos Gomes, e &lt;i&gt;Mme. Butterfly&lt;/i&gt;, de Puccini, em 1986; além de &lt;i&gt;Café&lt;/i&gt;, música de Koellreuter e texto de &lt;a style="text-decoration: none;" href="http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_lit/index.cfm?fuseaction=biografias_texto&amp;amp;cd_verbete=%205243&amp;amp;cd_item=35" target="_blank"&gt;Mário de Andrade&lt;/a&gt;, em Santos, 1996.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Fernando Peixoto é autor de ensaios, textos teóricos,  tradutor, professor e dirigente de coleções nas editoras Paz e Terra e  Hucitec, marca um dos raros casos de simultaneidade na produção  artística e teórica. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Como jornalista, no jornal &lt;em&gt;Correio do Povo&lt;/em&gt;,  de Porto Alegre, entre 1957 e 1959, escreve sobre teatro, cinema e  cultura. Atividade que continuará em alguns importantes órgãos da  imprensa de resistência nas décadas de 1970 e 1980, como &lt;em&gt;Opinião;&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Movimento;&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Revista Civilização Brasileira;&lt;/em&gt; &lt;em&gt;A Voz da Unidade;&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Argumento;&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Debate &amp;amp; Crítica,&lt;/em&gt; etc.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Traduz os livros &lt;em&gt;O Teatro e Sua Realidade&lt;/em&gt;, de Bernard Dort, em 1977, e &lt;i&gt;Berliner Ensemble: Um Trabalho Teatral em Defesa da Paz&lt;/i&gt;, em 1985; além de muitos textos dramáticos, como &lt;i&gt;Pequenos Burgueses&lt;/i&gt;, &lt;em&gt;Vassa Geleznova&lt;/em&gt;,&lt;em&gt; Um Mês no Campo&lt;/em&gt;,&lt;em&gt; D. Juan&lt;/em&gt;,&lt;em&gt; Mortos Sem Sepultura&lt;/em&gt;,&lt;em&gt; Tupac Amaru&lt;/em&gt;,&lt;em&gt; Na Selva das Cidades&lt;/em&gt;, sendo um dos organizadores da edição do &lt;em&gt;Teatro Completo de Brecht no Brasil&lt;/em&gt;, para a qual traduz diversas peças.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;São de sua autoria, entre outros, os livros &lt;em&gt;Brecht, Vida e Obra&lt;/em&gt;,&lt;em&gt; &lt;/em&gt;em 1968; &lt;em&gt;Maiakóvski, Vida e Obra&lt;/em&gt;, em 1969; &lt;i&gt;O Que É Teatro&lt;/i&gt;, em 1980; &lt;i&gt;Brecht: Uma Introdução ao Teatro Dialético&lt;/i&gt;, em 1981; &lt;i&gt;Teatro Oficina;&lt;/i&gt; &lt;i&gt;Trajetória de uma Rebeldia&lt;/i&gt;, 1982; &lt;i&gt;Vianninha: Teatro, Televisão, Política&lt;/i&gt;, em 1983; &lt;i&gt;Ópera e Encenação&lt;/i&gt;, em 1986; &lt;i&gt;Brecht no Brasil&lt;/i&gt;, em 1987; &lt;i&gt;Teatro em Movimento&lt;/i&gt;, em 1988; &lt;i&gt;Teatro em Questão&lt;/i&gt;, em 1989; &lt;i&gt;Um Teatro Fora do Eixo&lt;/i&gt;, 1993;&lt;i&gt; O Melhor Teatro do CPC da UNE&lt;/i&gt;, em 1990; &lt;em&gt;Teatro em Aberto&lt;/em&gt;, em 2002. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Pelas direções de &lt;i&gt;Um Grito Parado no Ar&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Frank V&lt;/i&gt;, em 1973, recebe os prêmios APCA e Molière.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;No cinema, atua em diversas películas, entre as quais &lt;i&gt;Bebel, Garota Propaganda&lt;/i&gt;, de Maurice Capovilla, em 1967;&lt;em&gt; Gamal - o Delírio do Sexo&lt;/em&gt;,&lt;em&gt; &lt;/em&gt;de João Batista de Andrade, em 1969; &lt;i&gt;Fogo Morto&lt;/i&gt;, de Marcos Farias, em 1975; &lt;em&gt;A Queda&lt;/em&gt;, de Ruy Guerra, em 1976; &lt;i&gt;Doramundo&lt;/i&gt;, de João Batista de Andrade, em 1977; O&lt;i&gt; Homem do Pau-Brasil&lt;/i&gt;, de Joaquim Pedro de Andrade, e &lt;i&gt;Eles Não Usam Black-Tie&lt;/i&gt;, de Leon Hirszman, ambos de 1980; assim como &lt;i&gt;O Beijo da Mulher Aranha&lt;/i&gt;, de Hector Babenco, em 1984, e &lt;i&gt;Faca de Dois Gumes&lt;/i&gt;, de Murilo Salles, em 1988. &lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1532991008431072698-9102259645675366145?l=blogcricriemcena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcricriemcena.blogspot.com/feeds/9102259645675366145/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1532991008431072698&amp;postID=9102259645675366145' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1532991008431072698/posts/default/9102259645675366145'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1532991008431072698/posts/default/9102259645675366145'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcricriemcena.blogspot.com/2012/01/morre-fernando-peixoto-mestre-do-teatro.html' title='Morre Fernando Peixoto, mestre do teatro brechtiano'/><author><name>Sérgio Maggio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15306060391762484472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_S5SIBnIY-RY/SKi1oJrroJI/AAAAAAAAARA/zuM1pMqmwFY/S220/P1070305.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-Jv-Ua6CEnuM/TxMiRWLPCnI/AAAAAAAABnc/YIHVHuJ40Ds/s72-c/180px-Fernando_Peixoto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1532991008431072698.post-6593735099542359704</id><published>2012-01-13T11:17:00.002-02:00</published><updated>2012-01-13T11:24:45.114-02:00</updated><title type='text'>Tempo feminino e plural</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-_5OXzAvVdVk/TxAwb4yETJI/AAAAAAAABnQ/PT-HXkLNwiE/s1600/espet_20070329_090303_252_18.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 275px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-_5OXzAvVdVk/TxAwb4yETJI/AAAAAAAABnQ/PT-HXkLNwiE/s400/espet_20070329_090303_252_18.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5697106784280661138" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Foto/Divulgação/CPT&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;S&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 0, 0);"&gt;érgio Maggio&lt;/span&gt;   &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 204, 0);"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Um dia seguia pelo Cruzeiro Velho quando vi um casal e uma criança caminharem ao lado de um cachorro e uma cabra. Os dois animais estavam saltitantes entre as mangueiras que enchem a região de verde, sob os meus olhos admirados. Gostei de graça daquela adorável família. Havia um frescor neles em exibir a convivência possível entre as três espécimes ( ser humano, cabra e cachorro). Sempre que volto àquele lugar fico na expectativa de encontrá-los. Essa imagem de alguma forma evoca o meu mais íntimo desejo de vivermos em diversidade. Em tempo esquisito como este, a cena ganha um valor imensurável.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;A diferença é íntima da natureza dos seres vivos. Cada vez mais, corro dos guetos, dos iguais, das bandeiras, de gente que comunga a mesma prece e segue obediente a orientações partidárias. Quero a mistura. Pôr no liquidificador verdades diversas. Não é fácil lidar com o contrário, com quem nos contradiz. Mas é uma arte de inquietante aprendizado. Lembro que, em tempos de juventude, jamais admitiria estar numa mesa com quem votasse em candidatos de partidos mais conservadores. Hoje, quando direita e esquerda no Brasil comungam a mesma base governista, vejo que, no mínimo, deixei de amar pessoas de crenças contrárias por pura intolerância. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 204);"&gt;Falando em fé, tenho visto assustado gente que se diz religiosa se engajar em lutas contra a vida. Um padre que fala em rádio nacional que os gatos são animais “traiçoeiros”, por exemplo, dissemina um comando para que seus fiéis maltratem e desprezem os bichanos. Um pastor que se coloca contra a aprovação da lei contra homofobia, que pune assassinos de seres humanos, espalha a ideia da morte como punição para aqueles não seguidores de seus mandamentos. Assim como não se pode aceitar a morte de cristãos na Nigéria simplesmente por seguirem a Bíblia, não podemos ser omissos com travestis que são dizimados em vias públicas simplesmente por vivenciar outra sexualidade. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Conheci outro dia uma mãe que diz ter os dois filhos mais adoráveis do mundo. Mas nenhum cumpriu uma expectativa que nutria quando eles eram pequeninos e dependentes. Ela queria que a menina fosse médica. Mas a garota decidiu ser atriz. Essa senhora sonhou que o temporão tomasse conta da fazenda do marido. Ele virou bailarino. A mãe é católica. As crias, uma é budista, a outra adepta do candomblé.Decididos, os filhos caíram cedo no mundo do trabalho. A genitora, sem fé, achou que estaria condenada a envelhecer só em Brasília. A profecia não se cumpriu. Hoje, vive rodeada de dengos e de reverências. Sabe que se cair, tem amparo. E, com extrema compreensão, aprendeu a amar as devidas opções. “A solidariedade não tem credos nem bandeiras”, ensina.&lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 102, 0);"&gt; A frase me fez lembrar outra história. Na última temporada natalina, um jovem convocava, nas redes socais, o movimento gay a boicotar trabalhos sociais de instituições administradas por igrejas que discriminam a homossexualidade. A atitude é equivocada. Há igrejas seriíssimas que revertem volume de arrecadação em projetos sediados em presídios e comunidades dizimadas pelas drogas e violência, onde, infelizmente, o Estado se faz ausente. O caminho nunca é o do revide. Segregar é sempre divulgar o ódio, alimentar um mundo maniqueísta, de certos e errados. O tempo é feminino, de verdades plurais, como aquela mãe que acolhe a todos independentemente de suas crenças e escolhas. &lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1532991008431072698-6593735099542359704?l=blogcricriemcena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcricriemcena.blogspot.com/feeds/6593735099542359704/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1532991008431072698&amp;postID=6593735099542359704' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1532991008431072698/posts/default/6593735099542359704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1532991008431072698/posts/default/6593735099542359704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcricriemcena.blogspot.com/2012/01/tempo-feminino-e-plural.html' title='Tempo feminino e plural'/><author><name>Sérgio Maggio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15306060391762484472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_S5SIBnIY-RY/SKi1oJrroJI/AAAAAAAAARA/zuM1pMqmwFY/S220/P1070305.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-_5OXzAvVdVk/TxAwb4yETJI/AAAAAAAABnQ/PT-HXkLNwiE/s72-c/espet_20070329_090303_252_18.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1532991008431072698.post-8993837257073479201</id><published>2012-01-12T10:32:00.002-02:00</published><updated>2012-01-12T10:37:35.563-02:00</updated><title type='text'>A morte do mau humor</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-1lSk_-vl3Qs/Tw7TYEO0_1I/AAAAAAAABnE/GkoArkg1vdA/s1600/ri.png"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 353px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-1lSk_-vl3Qs/Tw7TYEO0_1I/AAAAAAAABnE/GkoArkg1vdA/s400/ri.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5696722989076512594" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Imagem do blog &lt;a href="http://morrerarir.wordpress.com/"&gt;&lt;em&gt;Morrer a Rir!&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Sérgio Maggio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(102, 0, 204);"&gt;Não é novidade alguma que conheci o homem mais mal-humorado do mundo aqui no DF. Era uma espécie de Seu Lunga, aquele birrento cidadão do imaginário nordestino. Só que mil vezes piorado. No dia em que o avistei, ele estava atacado. Ouvia no rádio as notícias mais cabeludas e reclamava de todas, sem exceção. A repórter narrava que um deficiente físico teve carro roubado em Ceilândia. E o velho retrucava: “Não sei para que deficiente quer carro!” Credo em cruz.&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Sem qualquer noção de politicamente correto, esse cidadão prosseguia destilando toda a ira do mundo. Se a locutora falava do excesso de chuva, ele bradava com saudades infindáveis da seca. Se a mulher dizia que Brasília estava sem nada para fazer neste janeiro chuvoso, o “encosto” clamava: “Povo besta! Em vez de comprar uma rede para esticar o esqueleto, fica atrás de gastar dinheiro com divertimento”.&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(102, 0, 204);"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;Ninguém aguentava o humor desse caboclo velho. Nos poucos minutos em que fiquei perto, quis sair em disparada. O marrento amaldiçoou Deus e o diabo. Sobraram cobras e lagartos para Niemeyer, “que construiu uns prédios esquisitos para turista fotografar”, para JK que “preferiu criar Brasília no meio do mato de Goiás em vez do litoral”, para Lula que “nunca visitou a região onde ele morava: o Setor de Áreas Isoladas.” Ou melhor, como ele preferia chamar, o Setor de Áreas Desoladas. Ali, essa criatura perdeu o humor e nunca mais o encontrou. “Para mim, esse tal de humor foi soterrado em alguma construção de &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;Brasília e por lá ficou, mumificado, a sete palmos da terra.”&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 153, 0);"&gt;Enquanto a gente conversava, aproximou-se a única pessoa que era capaz de encostar perto dessa fera sem que ele puxasse a peixeira. A comadre Teresa, ou Teca, como o abominável preferia chamar, sabia exatamente quando e como entrar e sair do local sem irritar o tromba. Até o andar manso, o jeito doce de falar e o carinho controlado eram cautelosamente medidos. Se Teca aumentasse um grau nesse tom, o esporro saía que nem trovão pipocando no horizonte do cerrado. No dia dessa prosa entre mim e esse malcriado, a moça caiu na asneira de oferecer um caldo de cana. Antes de eu encher a boca d’água, o amuado berrou: “Quer que o rapaz tenha diabetes”. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Fiquei morto de vergonha por ter presenciado tamanha grossura. “Coitada da Teca”, pensei em voz alta. Tomei as dores e me enchi de coragem. Soltei os cachorros. Falei que ele provavelmente era um cidadão sem maturidade, que não sabia separar os sentimentos e adorava derramar tudo em cima de uma moça dona de olhos e corações tão bondosos. Aproveitei e defendi Niemeyer, JK, Lula, a chuva de Brasília, o deficiente físico que teve o carro roubado e o direito à diversão no janeiro brasiliense. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(102, 0, 204);"&gt;Quando percebi, estava em cima de um caixote como se estivesse fazendo um discurso. Nessa hora, o homem mais mal-humorado do DF olhou pra mim e caiu na gargalhada. Aquele sujeito riu por 90 minutos ininterruptos até cair duro no chão duro e sem pulso. Foi assim que o homem mais irritado dessas bandas morreu de tanto rir. Naquele dia, depois dos ritos fúnebres, eu e Teca saímos por aí rindo feitos bestas. Dos gritos assanhados das maritacas às mangas que se espatifavam no chão. Gargalhamos até doer as bochechas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1532991008431072698-8993837257073479201?l=blogcricriemcena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcricriemcena.blogspot.com/feeds/8993837257073479201/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1532991008431072698&amp;postID=8993837257073479201' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1532991008431072698/posts/default/8993837257073479201'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1532991008431072698/posts/default/8993837257073479201'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcricriemcena.blogspot.com/2012/01/morte-do-mau-humor.html' title='A morte do mau humor'/><author><name>Sérgio Maggio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15306060391762484472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_S5SIBnIY-RY/SKi1oJrroJI/AAAAAAAAARA/zuM1pMqmwFY/S220/P1070305.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-1lSk_-vl3Qs/Tw7TYEO0_1I/AAAAAAAABnE/GkoArkg1vdA/s72-c/ri.png' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1532991008431072698.post-272493864932008544</id><published>2012-01-10T12:52:00.005-02:00</published><updated>2012-01-10T12:59:27.194-02:00</updated><title type='text'>A grande vedete</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-jXQ2sQue1XQ/TwxRPSLZMLI/AAAAAAAABm4/x0G8RZxJj04/s1600/dercy_goncalves_02.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 251px; height: 368px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-jXQ2sQue1XQ/TwxRPSLZMLI/AAAAAAAABm4/x0G8RZxJj04/s400/dercy_goncalves_02.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5696016951736348850" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; color: rgb(153, 51, 153);"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Microssérie desvenda ao grande público a importância de Dercy Gonçalves para a renovação do teatro de comédia no Brasil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sérgio Maggio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A campanha publicitária que antecede a estreia de Dercy de verdade aponta que hoje o grande público brasileiro vai descortinar a vida de uma das mais importantes comediantes do país. A autora Maria Adelaide Amaral vai levar à tela a saga humana da menina que escapou dos horrores machistas do início do século 20 e tornou-se uma das maiores estrelas do país. Ao fim da microssérie de quatro capítulos (no ar de hoje a sexta, na TV Globo), o telespectador terá outra imagem, que vai colocar por terra o estereótipo da senhora desbocada e sem limites que marcou as últimas décadas de vida da artista centenária.&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;No interior dessa estratégia, que marcou concepção do livro Dercy de cabo a rabo, escrito por Maria Adelaide Amaral em 1994 e agora relançado, há uma revelação mais contundente para a grande audiência, sobretudo as novas gerações acostumadas a lidar porcamente com a memória nacional. Dercy Gonçalves (na trama, ela será vivida por Fafy Siqueira, Heloísa e Luiza Perissé) foi uma das maiores artistas do teatro brasileiro. Ela deu à comédia uma picardia brasileira ao incorporar, com talento incomum, o improviso num tempo que o teatro nacional estava completamente preso a velhas formas, como o uso do “ponto” (na trama, vivido por Emiliano Queiroz), aquela figura que murmurava o texto teatral para o ator recitar.&lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0);"&gt;Dercy mandou às favas um jeito requentado de se fazer teatro no Brasil. Se não fosse a vedete da companhia, o ator andava completamente marcado e sem falas decoradas. Não podia desobedecer o texto nem tampouco sair do que fosse combinado com o encenador. A presença coadjuvante funcionava apenas em função da estrela maior, que atuava à frente, na ribalta, sob os holofotes. A anarquia dessa jovem atriz, que começa pelas companhias mambembes, estremece essas relações. “O maior desespero dos críticos , quando comecei a fazer comédias, era saber onde o autor acabava e a atriz começava. Alguns ficavam enlouquecidos com a minha improvisação”, relata Dercy no livro de Maria Adelaide Amaral.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teatro do rebolado&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;Apesar desse enfoque humano para destruir o estigma de “velha que fala palavrões”, Dercy de verdade trará o teatro brasileiro de uma época como pano de fundo. Figuras que hoje estão esquecidas, como Walter Pinto (interpretado pelo ator Eduardo Galvão), surgem ao lado de uma efervescente Praça Tiradentes, que foi o território do apogeu e da queda do teatro de revista ou rebolado, tendo o Teatro Recreio como templo maior. Ali, Dercy Gonçalves foi rainha companhia própria e desenvolveu um estilo impagável, contrapondo-se aos shows bem acabados, de padrão internacional, do empresário Walter Pinto, responsável por renovar o gênero no país. No desafio de contar mais de 100 anos de vida em quatro capítulos, importantes personagens ficarão de fora, como Jardel Jércolis  (pai do excepcional ator Jardel Filho), um dos artífices do teatro de revista no país.&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;té conquistar o estrelato e enfrentar toda série de dificuldades, Dercy Gonçalves passou por circos e cabarés. Uma das principais casa de shows, a Casa de Caboclo, onde Noel Rosa se apresentava, surge no começo de carreira, quando Dercy fazia dupla com Eugênio Pascoal (Fernando Eiras), em Os Pascoalinos, logo depois de fugir de Santa Maria Madalena com a Companhia de Maria Castro. Um dos números mais marcantes era a canção Malandrinha (“Oh, linda imagem de mulher que me seduz/ Ai se eu pudesse estaria no altar/ És a rainha dos meus sonhos, és a luz/ És malandrinha, não precisas trabalhar”). Quando Dercy ouviu essa canção, ainda era a menina Dolores Gonçalves Costa e nem sonhava em se tornar um dos mitos do teatro brasileiro.   &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;“Inaugurei o escracho no teatro brasileiro”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;Dercy Gonçalves&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DERCY DE VERDADE&lt;br /&gt;Microssérie em quatro capítulos. De hoje a sexta, às 23h30, na TV Globo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DERCY DE CABO A RABO&lt;/span&gt;                      &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;Edição revista e ampliada de Maria Adelaide Amaral. Editora Globo, 320 páginas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1532991008431072698-272493864932008544?l=blogcricriemcena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcricriemcena.blogspot.com/feeds/272493864932008544/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1532991008431072698&amp;postID=272493864932008544' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1532991008431072698/posts/default/272493864932008544'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1532991008431072698/posts/default/272493864932008544'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcricriemcena.blogspot.com/2012/01/grande-vedete.html' title='A grande vedete'/><author><name>Sérgio Maggio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15306060391762484472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_S5SIBnIY-RY/SKi1oJrroJI/AAAAAAAAARA/zuM1pMqmwFY/S220/P1070305.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-jXQ2sQue1XQ/TwxRPSLZMLI/AAAAAAAABm4/x0G8RZxJj04/s72-c/dercy_goncalves_02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1532991008431072698.post-5340806401537984565</id><published>2012-01-09T16:44:00.003-02:00</published><updated>2012-01-09T16:48:13.364-02:00</updated><title type='text'>Disque 100 para salvar</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-H-9GBFUQOuw/Tws2JzwOV7I/AAAAAAAABms/aHGmdMlMxas/s1600/disque%2B100.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 282px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-H-9GBFUQOuw/Tws2JzwOV7I/AAAAAAAABms/aHGmdMlMxas/s400/disque%2B100.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5695705695879321522" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; color: rgb(0, 153, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Sérgio Maggio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0);"&gt;Às vezes, a realidade fica insuportável. O ano começou assim em Brasília com dois líderes religiosos envolvidos em exploração e abuso sexual de crianças. Dois homens, que se dizem cristãos, envolvidos em graves acusações e evidências de seviciar meninos e meninas. Duas pessoas que traíram a confiança dos pais fiéis que, com os corações cheios de fé, confiaram seus filhos ao convívio dos algozes. Estamos todos chocados. Não por se tratar de uma história inusitada — os escândalos de pedofilia rodeiam igrejas e os ditos porta-vozes de Jesus Cristo há séculos. Estamos chocados porque a violência sexual a crianças é e será sempre um dos atos mais vis e covardes do adulto. &lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 0);"&gt;Nas sacristias, nos salões paroquiais, nos cinemas que viraram igrejas, nos carros, nas boleias dos caminhões, nos vãos escuros das grandes cidades, na própria casa, em qualquer lugar onde seja praticado o ato sexual entre adulto e criança, com ou sem o consentimento do menor, essa infração precisa ser alardeada ao poder público. Precisamos, brasileiros, pôr em prática o instrumento da denúncia protegida. O Disque 100 é uma conquista de que não podemos abrir mão. Ligue, denuncie que haverá uma devida investigação e sua identidade será preservada. &lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 0);"&gt;O silêncio, o medo, a sensação de que esse não é um problema nosso, nada disso pode impedir o movimento rumo à denúncia. CNós somos vigilantes de uma sociedade justa e, ao tomarmos conhecimento dessa função, podemos estreitar a comunicação entre a comunidade e o Estado. Sou nordestino, baiano de Salvador, e, quando criança, via normalmente as famílias de classe média da cidade trazer do interior meninas para ajudar na casa e, silenciosamente, servir sexualmente aos homens da casa. Eram relatos contados por coleguinhas de escola e de brincadeiras de rua. &lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Aquele era um Brasil diferente, sem uma consciência de estado de direito, onde era comum as meninas se casarem na entrada da adolescência em troca de favores entre pais e futuro genro, por vezes, muito mais velho que a futura esposa. Queremos ser um país de Primeiro Mundo e não estamos atentando que vidas humanas estão sendo massacradas ainda na infância. &lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Integrei, nesta semana, o debate no programa Participação popular, da TV Câmara, sobre esse espinhoso tema. Lá, ouvi de representante do Comitê Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes que há denúncias graves de abuso no entorno das obras do PAC. Ali, segundo o relato doloroso da especialista, aumentou o número de estupros, a gravidez na adolescência e a prostituição. Desenvolvimento às custas de dor e de sofrimento não pode ser permitido no País que aspira ser gigantesco. &lt;br /&gt;Mas ficar chocado é pouco, é transitório. Vamos entrar em estado de alerta.&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Disque 100 para denunciar sites e perfis de redes sociais que propagam pornografia infantil… Disque 100 para desabafar sobre o estranho comportamento de vizinhos com crianças… Disque 100 para contar que o amiguinho do seu filho revelou o abuso. Disque 100 para salvar uma vida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1532991008431072698-5340806401537984565?l=blogcricriemcena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcricriemcena.blogspot.com/feeds/5340806401537984565/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1532991008431072698&amp;postID=5340806401537984565' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1532991008431072698/posts/default/5340806401537984565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1532991008431072698/posts/default/5340806401537984565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcricriemcena.blogspot.com/2012/01/disque-100-para-salvar.html' title='Disque 100 para salvar'/><author><name>Sérgio Maggio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15306060391762484472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_S5SIBnIY-RY/SKi1oJrroJI/AAAAAAAAARA/zuM1pMqmwFY/S220/P1070305.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-H-9GBFUQOuw/Tws2JzwOV7I/AAAAAAAABms/aHGmdMlMxas/s72-c/disque%2B100.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1532991008431072698.post-2709405252610125045</id><published>2012-01-04T14:04:00.002-02:00</published><updated>2012-01-04T14:08:09.707-02:00</updated><title type='text'>Como é bom ser desejada</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-nS3MVDZsYjo/TwR5XQ_sf8I/AAAAAAAABmg/UVlAsmDJXJw/s1600/olhos_castanhos_mel.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-nS3MVDZsYjo/TwR5XQ_sf8I/AAAAAAAABmg/UVlAsmDJXJw/s400/olhos_castanhos_mel.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5693809269509226434" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sérgio Maggio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;“Daqui de onde eu me debruço, vejo Brasília se esticar. Sou uma privilegiada. Combino, numa só profundidade de campo, o cerrado e o asfalto a dialogar nessa improvável prosa entre homem e natureza. Quem nunca me viu daí de baixo não sabe o quanto sou desejada. A espécime humana, geralmente, baba diante de mim. Tez macia, brilhante, sem um desvio sequer, que, quando resplandece o sol, é capaz de enlouquecer qualquer engravatado, daqueles que cronometram o tempo para chegar à Esplanada dos Ministérios. Outro dia, um me viu de relance da janela do carro, desviou e se espatifou no balão. Ainda bem que não se machucou, tolinho… &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Aposentados ficam doidinhos por mim e todo tipo de mulher também, da perua chique à moça simples que trabalha nas redondezas. Sou do tipo que cabe na boca de qualquer um. E isso é para poucos. Bem aqui do alto, por vezes camufladas pela vegetação que quase pinta de verde o céu, eu amadureço na minha condição de objeto de desejo. E sei exatamente em quem eu gostaria de dar o primeiro beijo. A natureza me deu o poder e a perfeição. A doçura e a delícia de ser absolutamente eu. Quero, portanto, escolher exatamente o sabor dos lábios que tocarão em mim, que invadirão a minha carne tenra e explodirão todos os meus sentidos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Essa consciência quase absoluta sobre mim tonteia os seres que passam embaixo. Às vezes, acho muito deles tão ridículos em sua obsessão de me desejar antes da hora. Não sou qualquer uma. Uns chegam a atirar ‘objetos’ para tentar me desequilibrar. Outros, imagine, querem me cutucar para que eu escorregue em seus braços. Patéticos em sua busca, me olham vergando o pescoço como se fossem corujas. E quando dão pulinhos e se agarram em galhos para tentar me alcançar em ângulos bem obtusos? Senhores, senhoras, tenham paciência e entendam a minha magnitude.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Essa legião de gente atrás de mim aumenta muito nesta época de chuva. Fico pensando… Esse povo não trabalha? Eles ficam rodeando como formigas em torno do vaso de mel. Tenho muita sorte, eu sei. Nem todas têm o destino que eu tenho. Algumas se perdem cedo. Despencam na vida sem nem ter a condição de amadurecer. Outras adoecem e são violentadas de diversas formas. Eu não. Sou do tipo exportação, sem falsa modéstia. Daquelas de fechar quarteirão.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ter nascido em Brasília é a minha maior dádiva. Aqui, consigo ter a visibilidade de uma estrela. É lógico que a mãe terra foi pródiga comigo. Estou em pleno estado de liberdade. Não tenho data nem hora para me entregar ao primeiro que aparecer na esquina. Sou respeitada como tal e vivo quase uma sina única para quem brota numa cidade. Tenho um sonho. Quando chegar a hora do primeiro beijo, quero que meu escolhido me alcance como Romeu se declarou para Julieta. Estarei na minha sacada quando ele atingir o último degrau e derramar os versos de amor, doce, doce, como meu caldo que se derramará por sua boca, escorrendo e marcando aquele momento único. Nessa hora, terei mil orgasmos e morrerei sob seus beijos. Minhas últimas palavras: ‘Como foi lindo ter nascido manga em Brasília’. Assim cumprirei a minha sina de manga!” &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1532991008431072698-2709405252610125045?l=blogcricriemcena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcricriemcena.blogspot.com/feeds/2709405252610125045/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1532991008431072698&amp;postID=2709405252610125045' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1532991008431072698/posts/default/2709405252610125045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1532991008431072698/posts/default/2709405252610125045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcricriemcena.blogspot.com/2012/01/como-e-bom-ser-desejada.html' title='Como é bom ser desejada'/><author><name>Sérgio Maggio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15306060391762484472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_S5SIBnIY-RY/SKi1oJrroJI/AAAAAAAAARA/zuM1pMqmwFY/S220/P1070305.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-nS3MVDZsYjo/TwR5XQ_sf8I/AAAAAAAABmg/UVlAsmDJXJw/s72-c/olhos_castanhos_mel.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1532991008431072698.post-7963230159057913631</id><published>2012-01-03T16:43:00.003-02:00</published><updated>2012-01-03T16:54:22.993-02:00</updated><title type='text'>Da série // Arquivos vivos// Antunes FIlho</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Renata D´Elia&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-Oe-E8GTzcb8/TwNN9zfQoOI/AAAAAAAABmU/4ptWBW2go70/s1600/a%2Bpedra%2Bdo%2Breino.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-Oe-E8GTzcb8/TwNN9zfQoOI/AAAAAAAABmU/4ptWBW2go70/s400/a%2Bpedra%2Bdo%2Breino.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5693480078115119330" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;h3 style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);" class="smller"&gt;A Pedra do Reino em Brasília&lt;/h3&gt; &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt; Correio Braziliense - DF&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;30/08/2007&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0); font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;Quaderna dos sonhos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Acalentada há 20 anos por Antunes Filho, a versão teatral da obra de Ariano Suassuna é ponto alto da primeira semana do festival&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 255);"&gt;Sérgio Maggio&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 51, 204);"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Sob coro vigoroso, A pedra do reino é o novo encontro de Antunes Filho com a literatura &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 51, 204);"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;É  de longa data que o diretor Antunes Filho e o escritor e dramaturgo  Ariano Suassuna entreolham-se com certa admiração e desconfiança. Desde a  década de 1980, um dos mais importantes homens do teatro brasileiro  encasquetou que queria montar no palco espetáculo sobre os romances (A  pedra do reino e A história d’o rei degolado nas caatingas do sertão)  que revelam as andanças e memórias de Quaderna. Chegou a ensaiar, mas  Suassuna segurou o desejo. Queria ver o texto antes de ser montado.  Rompera o acordo de intenções sobre a versão teatral da obra-prima  literária. O hiato, seguido por cada um a sua forma, desfez-se no ano em  que o Brasil se curva para celebrar os 80 anos do mestre paraibano. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;O  acerto de ponteiros está no palco com A pedra do reino, um dos  espetáculos imperdíveis do Cena Contemporânea – Festival Internacional  de Teatro de Brasília.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;  &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 153, 0);"&gt;Encenada pelo grupo Macunaíma – residente  do Centro de Pesquisa Teatral (CPT), que às 19h apresenta também a  montagem Prêt-à-porter 8, no Pavilhão de Vidro do CCBB –, A pedra do  reino põe Antunes Filho diante da literatura, o que resultou em  espetáculos míticos na história do teatro brasileiro: Macunaíma (1978),  de Mário de Andrade, e A hora e a vez de Augusto Matraga (1986), de João  Guimarães Rosa. “A pedra do reino é orientada pelo sonho de 20 anos,  que por muitas razões foi interrompido. Antunes sempre maturou os dois  romances na cabeça, mesmo tendo que partir para outros projetos. Em  2005, voltamos a ensaiar os romances, já com texto reformulado por ele”,  conta César Augusto, assistente de direção de A pedra do reino. Antunes  Filho não vem a Brasília.&lt;/span&gt;   &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 51, 204);"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 102);"&gt;Na montagem, Quaderna conduz os fluxos da narrativa vividos intensamente  por coro de atores, que cantam, tocam, interpretam e dançam. Esse vigor  suscitou de imediato comparações ao antológico Macunaíma. “O romance é  narrado pela subjetividade do Quaderna, é a partir dele que enxergamos  tudo. No entanto, não há dicotomia nisso, porque ele é multifacetado.  Cabem nele múltiplos arquétipos. Também somos assim. Temos em nós esse  coro de foliões. Além da coesão das cenas, há uma energia muito forte  nessa encenação, o que nos faz entender a comparação com Macunaíma”,  analisa César Augusto.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 204, 102);"&gt;Antunes Filho dirigiu o espetáculo em  processo de criação coletiva com os atores. Muita cenas foram criadas  pelos intérpretes e apresentadas ao criador, que depois decidia o que  descartava ou incorporava. Assistiram também a vídeos do grupo japonês  Ishin-ha, que tem de 80 a 100 integrantes e coordena movimentos e vozes  em modelo de partitura (“roteiros silenciosos, músicas não-cantadas e  danças não-dançadas”). Quaderna foi exaustivamente testado. Passou por  diversos corpos, até cair nas mãos do ator goiano Lee Taylor, de 23  anos. “Lee estava no coro. Faltavam cinco meses para a estréia e Antunes  teve uma dificuldade com o ator que fazia Quaderna. Foram propostas  cenas para diversos atores. Lee agradou ao diretor. Em 15 dias, ele teve  de decorar o texto, que não é pouco”, conta César Augusto.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 51, 204);"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Quem  puder ver os dois trabalhos do CPT no Cena Contemporânea entenderá como o  método, em estado puro em Prêt-à-porter, é incorporado na montagem de A  pedra do reino. “A técnica é um instrumento, ferramenta para o ator  voar, sair desse mundo cronológico. É a possibilidade para ser criador  do tempo e do espaço, um demiurgo, criador do universo. Esses exercícios  de corpo e voz fazem parte do sistema criado por Antunes e estão, de  alguma forma, em cena com A pedra do reino”, destaca César Augusto. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1532991008431072698-7963230159057913631?l=blogcricriemcena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcricriemcena.blogspot.com/feeds/7963230159057913631/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1532991008431072698&amp;postID=7963230159057913631' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1532991008431072698/posts/default/7963230159057913631'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1532991008431072698/posts/default/7963230159057913631'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcricriemcena.blogspot.com/2012/01/da-serie-arquivos-vivos-antunes-filho.html' title='Da série // Arquivos vivos// Antunes FIlho'/><author><name>Sérgio Maggio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15306060391762484472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_S5SIBnIY-RY/SKi1oJrroJI/AAAAAAAAARA/zuM1pMqmwFY/S220/P1070305.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-Oe-E8GTzcb8/TwNN9zfQoOI/AAAAAAAABmU/4ptWBW2go70/s72-c/a%2Bpedra%2Bdo%2Breino.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1532991008431072698.post-7109066941404033131</id><published>2011-12-27T20:34:00.003-02:00</published><updated>2011-12-27T20:47:04.404-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='////'/><title type='text'>O fantasma da Asa Sul</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/--qv6oCJHb4s/TvpKdiVh2OI/AAAAAAAABmI/GPtn-4d5I-s/s1600/urso.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; width: 280px; height: 280px; text-align: center; display: block; cursor: pointer;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5690942950429808866" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/--qv6oCJHb4s/TvpKdiVh2OI/AAAAAAAABmI/GPtn-4d5I-s/s400/urso.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666600;"&gt;Sérgio  Maggio&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Esta é uma história de fantasma que  ocorreu em alguma quadra da Asa Sul, num bloco entre A a Z e em apartamento  original da fundação de Brasília. Os nomes dos envolvidos, Haroldo e Reginaldo, são fictícios para evitar àquela invasão ao Facebook dos rapazes. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Tudo  começou numa decisão que mudaria as vidas de Haroldo e Reginaldo. O primeiro  médico ortopedista; o outro, cirurgião dentista. Namorados, os dois resolveram  unir as rendas, os livros de arte e as camisas polos. Procuram um apartamento  para alugar e encontraram um sob medida. A cozinha com armários originais,  laqueados de vermelho, era um luxo retrô. Mudaram-se em plena semana de  Natal.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Era noite quando fenômenos estranhos começaram a acontecer. Na  cozinha, Haroldo preparava um filé de peixe Saint Peter ao molho de damascos,  enquanto Reginaldo escolhia um vinho verde para o jantar inaugural. Estavam  concentrados quando as luzes da sala piscaram. Em seguida, os dois sentiram uma  energia pesada correr de um cômodo ao outro como se fosse uma bola de luz, que  se refugiou no quarto de hóspede. Assustados, correram para lá. Abriram a porta  devagarinho e viram, acredite, o espírito de um urso de pelúcia gigante a dar  tchauzinho para o casal.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Até hoje, os dois não sabem com que pernas sumiram  dali. Chegaram à sala esbaforidos e, para o desespero, encontraram o ursão  tomando uma taça de vinho verde à mesa. Não havia mais o que fazer. O ectoplasma  de pelúcia tinha se instalado de vez naquele apartamento e demonstrava total  intimidade com o imóvel, caminhando livremente da geladeira ao banheiro.Não  havia outra alternativa a não ser clamar algum místico. Haroldo lembrou de um  bruxo que despachava em escritório oracular da Asa Norte. Ainda naquela  madrugada, o mago estaria presente diante da cena inusitada. Encontrou o casal  sentado e o ursão com iPod descobrindo Coldplay. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;span style="color:#33cc00;"&gt;O caso era grave. Nunca, em  toda a lida com entidades, aquele médium tinha visto nada tão bizarro.Dócil,  o fantasma urso aceitou participar de sessão em grupo. Ali, toda a verdade foi  estabelecida. Aquele ser desgarrado do mundo físico sofreu uma brutal violência  ainda, em 1961, quando o chefe de família daquele apartamento o destroçou, não  sobrando um enchimento sequer para contar a história de intolerância. Aquele  bichinho era o principal confidente de um menino diferente, que não gostava de  brincar de futebol, nem desbravar uma Brasília quase inabitada. Só queria saber  de brincar com o ursinho. O pai do garoto olhava aquilo com desconfiança. Um  dia, perdeu a estribeira ao encontrar o urso e o menino vestidos de coquetes  como se fossem a um baile de carnaval. Arrancou a roupa dos dois com violência  masculina nunca vista. Em estado de choque, o filho tentou chorar diante da  imagem daquele homem a estraçalhar o ursinho querido.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Haroldo e Reginaldo  choravam feito meninos amparados pelo urso amigo, que agora, envolto por aquele  amor, partia livre para outra vida num raio de luz multicor. O bruxo abençoou a  casa e, naquele Natal, os dois deram ursinhos um para o outro. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;/p&gt;&lt;/strong&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1532991008431072698-7109066941404033131?l=blogcricriemcena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcricriemcena.blogspot.com/feeds/7109066941404033131/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1532991008431072698&amp;postID=7109066941404033131' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1532991008431072698/posts/default/7109066941404033131'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1532991008431072698/posts/default/7109066941404033131'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcricriemcena.blogspot.com/2011/12/o-fantasma-da-asa-sul.html' title='O fantasma da Asa Sul'/><author><name>Sérgio Maggio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15306060391762484472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_S5SIBnIY-RY/SKi1oJrroJI/AAAAAAAAARA/zuM1pMqmwFY/S220/P1070305.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/--qv6oCJHb4s/TvpKdiVh2OI/AAAAAAAABmI/GPtn-4d5I-s/s72-c/urso.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1532991008431072698.post-9039474072080658875</id><published>2011-12-26T10:46:00.004-02:00</published><updated>2012-01-03T11:41:42.533-02:00</updated><title type='text'>Anotações sobre Ivete, Gil e Caetano</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" style="font-weight: bold;" href="http://2.bp.blogspot.com/-VrPB87qC6so/TvhtJBpXQlI/AAAAAAAABl8/zdklH2jNN7c/s1600/ivete.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 265px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-VrPB87qC6so/TvhtJBpXQlI/AAAAAAAABl8/zdklH2jNN7c/s400/ivete.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5690418131010798162" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Foto: Estevam Avellar/TV Globo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);font-size:180%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cadê o DVD?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Depois que foi ao ar o especial Ivete, Gil e Caetano (foto), não para de circular pelas redes sociais o pedido para que a Globo Marcas transforme o especial de fim de ano num DVD. O acabamento da apresentação teve essa intenção mercadológica com cenário à la “acústico MTV” e edição entrecortada por making of, que, aliás, deve ter material riquíssimo para os “extras”, sobretudo, pela conhecido jeito de ser de Ivete, que chegou a estar tão solta, sem seguir roteiro. Um dos momentos de descontração absoluta justificou-se para Caetano: “tô assim porque já recebi o cachê”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Só deu Ivete&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 153, 0);"&gt;Ajudada pela direção do especial, Ivete Sangalo engoliu, com a presença cênica, as figuras de Caetano e Gil, comportados, como bons senhores, em seus ternos escuros. Enquanto ela ficava de pé, no centro e de blusa branca, o qeu deu um natural destaque, eles permaneceram sentados e, comentando, com vozes comedidas, as estripulias de Ivete. Dona da autêntica espontaneidade baiana, ela deitou e rolou, arrancando gargalhadas da plateia de famosos e calando a todos, nos momentos mais dramáticos de interpretação. Os anfitriões só levantaram ao fim quando caíram no samba.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0); font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0); font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;“Participar de um programa como este, é um combustível para a criatividade. Um presente luxuoso a ser guardado na memória”,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);font-size:130%;" &gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0); font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;Ivete Sangalo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 102, 0);font-size:180%;" &gt;Plateia de novelas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 0, 0);"&gt;Há tempos nunca se viam tantos atores globais numa plateia só. Parecia a reunião para gravar a vinheta de fim de ano da Globo. Carolina Dieckmann era uma das mais empolgadas, entoando alto as canções do repertório fácil do show. Susana Vieira entrou em closes sempre com o ar de mulher apaixonada ao lado do namorado. Flora e Preta Gil tiveram as emoções transmitidas a milhões, principalmente, quando Gil interpretou o poema A linha e o linho. Nesse momento, Ivete fez questão de afirmar que era uma canção feita para Flora.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Extremamente fácil&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Apesar do encontro para cima, como pontos altos como A luz de Tieta, o repertório de Ivete, Gil e Caetano foi extremamente óbvio. Parecia que, boa parte dele, foi montado numa operação “Ctrl C” + Ctrl V” da turnê Caetano e Maria Gadú.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Maldades&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 153, 0);"&gt;Nas redes sociais, o especial foi aos picos da lista dos mais comentados. É claro que não faltaram piadas de todo o tipo, principalmente, tendo como alvo Claudia Leitte, suposta algoz de Ivete Sangalo.  Outros, irônicos, lamentaram o trio não ter cantado Arerê e Pererê, dois sucessos de carreira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 51, 255); font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;Tinindo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;Recuperada da meningite, Ivete Sangalo comandará a festa da virada dos cearenses, na praia de Iracema. “Estou muito feliz de fazer essa festa em Fortaleza. Esse lugar tem uma energia muito boa, é uma forma maravilhosa de dar as boas vindas ao ano novo”, conta Ivete. Lá vai cantar as canções de carreira como Arerê, Sorte grande, Na base do beijo, Acelera aê e Qui belê — aposta da artista para o verão 2012.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1532991008431072698-9039474072080658875?l=blogcricriemcena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcricriemcena.blogspot.com/feeds/9039474072080658875/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1532991008431072698&amp;postID=9039474072080658875' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1532991008431072698/posts/default/9039474072080658875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1532991008431072698/posts/default/9039474072080658875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcricriemcena.blogspot.com/2011/12/anotacoes-sobre-ivete-gil-e-chico.html' title='Anotações sobre Ivete, Gil e Caetano'/><author><name>Sérgio Maggio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15306060391762484472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_S5SIBnIY-RY/SKi1oJrroJI/AAAAAAAAARA/zuM1pMqmwFY/S220/P1070305.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-VrPB87qC6so/TvhtJBpXQlI/AAAAAAAABl8/zdklH2jNN7c/s72-c/ivete.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1532991008431072698.post-7256816112479649617</id><published>2011-12-25T15:02:00.003-02:00</published><updated>2011-12-25T15:11:30.409-02:00</updated><title type='text'>Biquíni da cor de pequi</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-pHzrmRolZYo/TvdYIfyOgZI/AAAAAAAABlk/9-cRV6P41Vc/s1600/Oxum.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 386px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-pHzrmRolZYo/TvdYIfyOgZI/AAAAAAAABlk/9-cRV6P41Vc/s400/Oxum.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5690113557200273810" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;Sérgio Maggio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Quem passou de carro, hoje de madrugada pela Esplanada, deve ter ficado de cabelo em pé. Estava lá, no meio da Praça dos Três Poderes, uma mulher seminua a dançar sob a chuva, como se estivesse num ritual. Usava um biquíni amarelado de estampas fortes a mostrar a silhueta bem talhada. Parecia uma aparição, uma deusa, mas era real. Maria Linda, eis o nome dela, brindou o Natal com o corpo virado para os monumentos de Niemeyer. Não pense que ela é louca, teve um surto ou fez uso abusivo de droga ilícita. O banho de água que a mulher levou era uma forma de louvar Brasília, cidade a que a migrante chegou faz pouco mais de duas semanas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);"&gt;Aqui para trabalhar em uma repartição de ministério de alguma coisa, Maria Linda aterrissou com apenas duas malas. Em uma, trouxe sapatos, vestidos, cosméticos, roupas íntimas, calças e livros; na outra, bem pesada por sinal, só havia a extensa coleção de maiôs, biquínis e sunquínis, que acumula há incontáveis verões. Em dezembro, imaginou ela, se esbaldaria nas cachoeiras, piscinas naturais, lagos, lagoas e riachos que cortam o Cerrado. A expectativa era de, antes de entrar no expediente, dar um mergulho na Água Mineral, de onde tratou logo de ficar sócia antes mesmo de assinar a carteira de trabalho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 0);"&gt;O que ela não podia supor era que, desde a sua chegada, só chove, chove… Por várias semanas, foi trabalhar com diferentes modelitos de biquínis por debaixo da roupa discreta, com a qual despacha no gabinete do ministro de alguma coisa. Movida pela esperança de o sol abrir no cair da tarde, paramentou-se dos melhores tipos. Afinal, não queria estrear com um design qualquer. O de sexta foi comprado numa viagem à Tailândia. O do dia anterior, em Caruaru, Pernambuco. Mas, como todos sabem, nesses dias de dezembro, só chove, chove…&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0);"&gt;Certa tarde, fim de expediente, Maria Linda botou os olhos na cachoeira que desaba pela fachada do Palácio da Justiça. Ficou simplesmente louca de desejo. Encostada numa barraquinha de salada de frutas, esperou a noite escurecer a Esplanada. Foi para trás de uma planta ornamental, provavelmente de Burle Marx, tirou o vestido rosa pastel e exibiu o corpo talhado num maiô com a pintura vibrante do rosto de Leila Diniz. Quando estava pisando na água fria da piscina do monumento, luzes estouraram, como flashes de paparazzis, sobre ela, o que a fez congelar como se fosse uma escultura de Alfredo Ceschiatti. Pensou que era a Polícia Federal, que seria presa e exonerada do cargo importante. Que nada! Era a nova iluminação de Natal, que ligou automaticamente justo naquele minuto em que Maria Linda se encontraria com as águas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);"&gt;Na véspera do Natal, sem família, amigos e peru recheado, Maria Linda tomou uma decisão. Espalhou pela cama do quarto do hotel todos os biquínis possíveis. Não achou nenhum que combinasse com a ocasião. Pegou o metrô e foi à Feira do Guará. Acho um incrível, da cor de pequi, com frutos do Cerrado espalhados pelas duas peças. Paramentou-se toda e seguiu para a Esplanada para o batismo. E foi assim debaixo de chuva, que ela saudou as águas do Cerrado, vindas do céu, caídas por terra. Com a cabeça encharcada, fez ainda um belo canto para Oxum, a deusa que conduz a sua cabeça. De carro, ainda pude ouvir ela entoar, em iorubá, “oraiêiêô…” &lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);"&gt;       &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1532991008431072698-7256816112479649617?l=blogcricriemcena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcricriemcena.blogspot.com/feeds/7256816112479649617/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1532991008431072698&amp;postID=7256816112479649617' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1532991008431072698/posts/default/7256816112479649617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1532991008431072698/posts/default/7256816112479649617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcricriemcena.blogspot.com/2011/12/biquini-da-cor-de-pequi.html' title='Biquíni da cor de pequi'/><author><name>Sérgio Maggio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15306060391762484472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_S5SIBnIY-RY/SKi1oJrroJI/AAAAAAAAARA/zuM1pMqmwFY/S220/P1070305.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-pHzrmRolZYo/TvdYIfyOgZI/AAAAAAAABlk/9-cRV6P41Vc/s72-c/Oxum.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1532991008431072698.post-3737632325089131724</id><published>2011-12-22T12:56:00.002-02:00</published><updated>2011-12-22T12:58:35.588-02:00</updated><title type='text'>Louco rapaz de Brasília</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-H7_gH0-_ibk/TvNFk7hf9TI/AAAAAAAABlY/r8QHLJMlr6c/s1600/caminhante.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 310px; height: 268px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-H7_gH0-_ibk/TvNFk7hf9TI/AAAAAAAABlY/r8QHLJMlr6c/s400/caminhante.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5688967255054873906" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; color: rgb(0, 153, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Sérgio Maggio&lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(255, 153, 102);"&gt;Parecia uma miragem. Entre as filas de carros que fluíam em velocidade, formava-se a imagem de uma figura humana. Ali, na fresta alinhada entre uma faixa e outra dos automóveis, surgia um homem de vestes limpas no primeiro golpe de vista. Ele caminhava em sentido contrário ao ritmo voraz das máquinas. Era um rapaz de presumíveis vinte e poucos anos. Não estava sujo com a poeira das ruas. Parecia que tinha acabado de sair de algum lugar. Falava coisas em métrica alucinada. Não se conseguia entender o que ele dizia. Eram frases rápidas e balbuciadas em tom de murmúrio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;P&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;assei por ele na perspectiva de quem dirige. Tentei em vão encontrar os seus olhos. Eles estavam vidrados, fixos em direção ao infinito. Pelo retrovisor, via que esse rapaz mirava o horizonte preenchido por um céu borrado de nuvens pesadas, que anunciava a tempestade. Caminhava a passos duros e retos para esse cenário. Meu coração apertava, tentava preencher o vazio que se formava no rastro do caminhante anônimo que cruzava por mim e me desprezava. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 51, 204);"&gt;Ele sumiu e eu segui sem querer preencher essa narrativa fragmentada. Sempre respeitei a loucura. Desde pequeno, fui advertido que não deveria zombar dos “malucos”. De alguma maneira, pus isso em prática. Entendi, com o tempo, a complexidade do surto sem exercitar uma execrável piedade. Ao longo da vida, vi algumas pessoas espatifarem o dito “estado normal”. Estive perto de algumas quando integrei a luta contra os manicômios que aplicam choques elétricos, dopam a alma e amarram o corpo que se debate. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;Vi a dignidade em tratamentos que se associavam à atividade cultural. Numa unidade modelo do Manicômio Juliano Moreira, em Salvador, havia uma rádio com programas feitos pelos internos. Eles faziam uma radionovela e, na hora de gravar, colocavam tudo pelo avesso. Um dia, a mocinha, no ar, desprezou o herói e declarou-se apaixonada pela vilã. Ficaram juntas e felizes para sempre. Assim acabou aquele insólito último capítulo, sem se submeter a regra social e fins feitos. Rimos todos juntos, “sas” e “loucos”, da capacidade criativa e criadora que o paciente portador de transtorno mental, para ser insuportavelmente correto, possui. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;É preciso entendê-los com olhos admirados e coração transbordado de esperança e de carinho. Talvez saiba melhor dessa condição quem experimentou na pele a experiência de conviver com a loucura, em seus mil labirintos. Por vezes, capaz de se converter numa força produtiva, que fragmenta a chatice do real em estilhaços de sensações. Todo artista sabe que precisa de uma dose de loucura para criar algo capaz de levar o espectador a outro campo de experiência. Acessar esse universo quebra padrões e alimenta possibilidades nunca vividas. Acho que foi assim que absolvi a imagem do rapaz que contrariava o sentido da Brasília cidade de automóveis. O vi como uma metáfora, como uma cena de teatro. Ele seguiu e sumiu numa tempestade que está por vir. Agora e aqui, penso: Será que tudo isso foi verdade? Ou uma alucinação de mais um que enlouquece a olhos vistos na capital federal?  &lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1532991008431072698-3737632325089131724?l=blogcricriemcena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcricriemcena.blogspot.com/feeds/3737632325089131724/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1532991008431072698&amp;postID=3737632325089131724' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1532991008431072698/posts/default/3737632325089131724'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1532991008431072698/posts/default/3737632325089131724'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcricriemcena.blogspot.com/2011/12/louco-rapaz-de-brasilia.html' title='Louco rapaz de Brasília'/><author><name>Sérgio Maggio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15306060391762484472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_S5SIBnIY-RY/SKi1oJrroJI/AAAAAAAAARA/zuM1pMqmwFY/S220/P1070305.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-H7_gH0-_ibk/TvNFk7hf9TI/AAAAAAAABlY/r8QHLJMlr6c/s72-c/caminhante.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1532991008431072698.post-6565207295043265579</id><published>2011-12-21T16:41:00.002-02:00</published><updated>2011-12-21T16:44:44.559-02:00</updated><title type='text'>Oficina de Teatro no DF</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-or7ir69zwJw/TvIo9wT1ADI/AAAAAAAABlM/J_mtM0Z6TE0/s1600/mitospli7.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-or7ir69zwJw/TvIo9wT1ADI/AAAAAAAABlM/J_mtM0Z6TE0/s400/mitospli7.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5688654320727556146" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3 class="post-title entry-title"&gt; &lt;a href="http://www.atorjones.blogspot.com/2011/12/cursos-de-teatro-nas-ferias.html"&gt;João Paulo Oliveira e J. Abreu em homenagem a Plínio Marcos&lt;br /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/h3&gt; &lt;div class="post-header"&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial,sans-serif;color:yellow;"  &gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34);font-family:Arial,sans-serif;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34);font-family:Arial,sans-serif;" &gt;O ator e diretor J. Abreu, que faz o projeto Mitos do Teatro Brasileiro, ministra várias oficinas de férias em janeiro de 2012&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34);font-family:Arial,sans-serif;" &gt;Os(as) participantes vivenciarão noções do fazer teatral tendo como conteúdos básicos:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34);font-family:Arial,sans-serif;font-size:130%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34);font-family:Arial,sans-serif;" &gt;a – o corpo – características e posturas.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34);font-family:Arial,sans-serif;font-size:130%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34);font-family:Arial,sans-serif;" &gt;b – a voz – identidade do personagem.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34);font-family:Arial,sans-serif;font-size:130%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34);font-family:Arial,sans-serif;" &gt;c – a encenação – experiência com leituras dramáticas, improvisações e criação de textos.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial,sans-serif;" &gt;Valor: R$90,00&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial,sans-serif;" &gt;Inscrição no primeiro dia de aula&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34);font-family:Arial,sans-serif;font-size:130%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="background-color: rgb(255, 229, 153); color: rgb(204, 0, 0);font-family:Arial,sans-serif;" &gt;TURMA 1 - ADULTOS&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34);font-family:Arial,sans-serif;font-size:130%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34);font-family:Arial,sans-serif;" &gt;Duração: de 09 a 20 de janeiro de 2012.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34);font-family:Arial,sans-serif;font-size:130%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34);font-family:Arial,sans-serif;" &gt;Horário: de segunda a sexta das 19h30 às 21h30&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34);font-family:Arial,sans-serif;font-size:130%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34);font-family:Arial,sans-serif;" &gt;Local: Escola Parque da 313/314 Sul, entrada pela w2.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(249, 203, 156);font-size:130%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;TURMA 2 - ADOLESCENTES (de 12 a 17 anos)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34);font-family:Arial,sans-serif;font-size:130%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34);font-family:Arial,sans-serif;" &gt;Duração: de 09 a 20 de janeiro de 2012.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34);font-family:Arial,sans-serif;font-size:130%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34);font-family:Arial,sans-serif;" &gt;Horário: de segunda a sexta das 16h às 17h30&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34);font-family:Arial,sans-serif;font-size:130%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34);font-family:Arial,sans-serif;" &gt;Local: Escola Parque da 313/314 Sul, entrada pela w2.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: rgb(249, 203, 156);font-family:Arial,sans-serif;" &gt;TURMA 3 - INFANTIL (para crianças de 08 a 11 anos)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34);font-family:Arial,sans-serif;font-size:130%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34);font-family:Arial,sans-serif;" &gt;Duração: de 09 a 20 de janeiro de 2012.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34);font-family:Arial,sans-serif;font-size:130%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34);font-family:Arial,sans-serif;" &gt;Horário: de segunda a sexta das 14h às 15h30&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34);font-family:Arial,sans-serif;font-size:130%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34);font-family:Arial,sans-serif;" &gt;Local: Escola Parque da 313/314 Sul, entrada pela w2.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; color: rgb(255, 102, 0); text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;Informações: &lt;a href="tel:%2861%29%209937-7180" target="_blank"&gt;(61) 9937-7180&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; color: rgb(255, 102, 0); text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;Recomendação: uso de roupas confortáveis para os exercícios.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; color: rgb(255, 102, 0); text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;Outras informações pelo e-mail:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-family:'Times New Roman',serif;font-size:130%;"  &gt;&lt;a href="mailto:cursodeteatronodf@gmail.com" target="_blank"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;cursodeteatronodf@gmail.com&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34);font-family:Arial,sans-serif;" &gt;Cursos regulares a partir de março de 2012&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1532991008431072698-6565207295043265579?l=blogcricriemcena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcricriemcena.blogspot.com/feeds/6565207295043265579/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1532991008431072698&amp;postID=6565207295043265579' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1532991008431072698/posts/default/6565207295043265579'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1532991008431072698/posts/default/6565207295043265579'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcricriemcena.blogspot.com/2011/12/oficina-de-teatro-no-df.html' title='Oficina de Teatro no DF'/><author><name>Sérgio Maggio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15306060391762484472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_S5SIBnIY-RY/SKi1oJrroJI/AAAAAAAAARA/zuM1pMqmwFY/S220/P1070305.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-or7ir69zwJw/TvIo9wT1ADI/AAAAAAAABlM/J_mtM0Z6TE0/s72-c/mitospli7.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1532991008431072698.post-5691847680230681782</id><published>2011-12-19T21:04:00.002-02:00</published><updated>2011-12-19T21:11:40.460-02:00</updated><title type='text'>O DF não se divide!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-62CZ5ExHB-Q/Tu_EnXHDadI/AAAAAAAABlA/lg7pq95qa78/s1600/P1140106%2B-%2BTANGO%2BABRAZO.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-62CZ5ExHB-Q/Tu_EnXHDadI/AAAAAAAABlA/lg7pq95qa78/s400/P1140106%2B-%2BTANGO%2BABRAZO.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5687981034889767378" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-size: 78%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: verdana; font-size: 100%;"&gt;Tango Abrazo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana; font-size: 100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-size: 78%;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana; font-size: 100%;"&gt;Pintura: Ida O.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Sérgio Maggio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 51, 204);"&gt;A sinuca de Zuleika Marrom fica no Setor de Chácaras Perdidas Norte (SCPN), onde Osama Bin Laden e Kadafi poderiam muito bem estar vivinhos da silva, caso estivessem escolhido aquele lugar para se refugiar dos algozes. Por lá, alguns pés de pessoas passam, sobretudo, aqueles que seguem o caminho de rato rumo àquela casa de espírito romanesco, tirada de alguma história de Jorge Amado. Debruçada com os peitos fartos sobre o balcão de fórmica vermelha, a matriarca assiste aos mesmos frequentadores em suas conversas descompassadas do tempo. Na última segunda-feira, estavam ali, o apaixonado casal Seu Troinha e Zizi Colhudinha a comentar sobre a decisão de manter a integridade territorial do Pará.&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(204, 51, 204);"&gt;Romântica, Zizi aplaude a vitória em manter aquele estado com uma única capital.&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(102, 102, 204);"&gt;— Não gosto desse negócio de arrumar as trouxas. Fico tão arrasada quando vejo um casamento se desmanchar quanto mais um estado. Sou pela união.&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(204, 51, 204);"&gt;A frase de Zizi é dita bem nas fuças de Seu Troinha, o homem que ela pediu a Deus, obediente aos seus caprichos. É bem nesse instante, quando ainda ecoa a última silaba da sentença moralista da moça, que sobe uma faísca de ira em Zuleika Marrom. De fogo, ela, bem pirracenta, enquanto entorna um copo de cerveja na goela, levanta a voz e diz:&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 204, 0);"&gt;— Zizi, minha filha, você não tá sabendo? Vão dividir o DF. Colocarão, no mapa, três pontinhos, entre o D e o F. No D, de dinheiro, vão ficar Brasília, Cruzeiro, Vila Planalto, os Guarás, Águas Claras e o Setor de Mansões de Taguatinga. No F, de f*, todo o resto.&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(204, 51, 204);"&gt;Dramática, Zizi se exalta, ergue uma das mãos, encarna uma Maria Bethânia básica, sobe na mesa e emenda o discurso dos traídos. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(102, 102, 204);"&gt;— O DF não se divide. É como separar Oscar de… Niemeyer. Lucio de… Costa. Conceição de… Freitas. Lobo de… Guará. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(204, 51, 204);"&gt; Termina cantando o refrão &lt;span style="color: rgb(102, 102, 204);"&gt;— “Carcará, pega, mata e come”&lt;/span&gt;. O que arranca palmas efusivas da provocadora Zuleika Marrom. Quando ainda colhia os louros da performance, Zizi é surpreendida pela voz mansa e incisiva de Seu Troinha, jornalista, cinéfilo e amante voraz do sexo. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;— Não sejam hipócritas. O DF nasceu dividido. Candangos de um lado em suas palafitas e ricos do outro em seus pilotis. Sugiro que se assuma essa divisão. Vamos construir o palácio do governo na Expansão do Setor O e fazer da Estrutural a capital do F.&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(204, 51, 204);"&gt;Zuleika Marrom fica assustada com tamanha verdade. O silêncio se faz… até que a dona daquele estabelecimento balbucia:&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 204, 0);"&gt;— Todo estado novo precisa de uma Câmara Distrital, de 24 deputados, de emendas e de dinheiro público para verba de gabinetes e auxílios diversos….&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(204, 51, 204);"&gt;Zuleika prossegue:&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 204, 0);"&gt;— Gente, desculpa, tudo isso que falei foi invenção para animar esse tempo besta que não passa. O DF vai continuar assim, juntinho, sem três pontinhos… &lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;span style="color: rgb(204, 51, 204);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1532991008431072698-5691847680230681782?l=blogcricriemcena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcricriemcena.blogspot.com/feeds/5691847680230681782/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1532991008431072698&amp;postID=5691847680230681782' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1532991008431072698/posts/default/5691847680230681782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1532991008431072698/posts/default/5691847680230681782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcricriemcena.blogspot.com/2011/12/o-df-nao-se-divide.html' title='O DF não se divide!'/><author><name>Sérgio Maggio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15306060391762484472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_S5SIBnIY-RY/SKi1oJrroJI/AAAAAAAAARA/zuM1pMqmwFY/S220/P1070305.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-62CZ5ExHB-Q/Tu_EnXHDadI/AAAAAAAABlA/lg7pq95qa78/s72-c/P1140106%2B-%2BTANGO%2BABRAZO.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1532991008431072698.post-6623341678888639018</id><published>2011-12-19T20:53:00.001-02:00</published><updated>2011-12-19T20:53:58.621-02:00</updated><title type='text'>Adeus a Sérgio Britto</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;  &lt;span id="items_noticia" style="display: inline;"&gt;     &lt;p&gt;&lt;a class="yellowlight" href="mailto:"&gt;Sérgio Maggio&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;       &lt;span class="bluelight"&gt;Publicação:&lt;/span&gt; &lt;span&gt;18/12/2011 09:12&lt;/span&gt;       &lt;span class="bluelight"&gt;Atualização:&lt;/span&gt;      &lt;/p&gt;   &lt;/span&gt;                  &lt;/div&gt;&lt;div id="abanoticia" style="display: block; text-align: center; font-weight: bold; color: rgb(102, 51, 255);"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;table class="image center"&gt;&lt;tbody&gt;     &lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img src="http://imgsapp2.correiobraziliense.com.br/app/noticia_127983242361/2011/12/18/283268/20111218091419485112a.jpg" alt="O ator na peça As pequenas raposas, em 2005 (Adauto Cruz/CB/D.A.Press)" title="O ator na peça As pequenas raposas, em 2005 (Adauto Cruz/CB/D.A.Press)" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;     &lt;tr&gt;&lt;td class="zebra"&gt;O ator na peça As pequenas raposas, em 2005&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rio de Janeiro — &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Nunca  tinha ouvido tantas palmas se desdobrarem como uma melodia sem fim. A  onda de energia tomava o Teatro Sesc Anchieta (São Paulo) como uma  tradução de amor explícito. O palco já estava vazio. Há um minuto,  Sérgio Britto tinha dado vida ao frágil Alberto, da peça Recordar é  viver, de Eduardo Tolentino. O aplauso sem fim continuava, aumentava,  pedia para que ele voltasse. Um dos maiores intérpretes do teatro  brasileiro retornava, curvava-se e agradecia, com voz trêmula, o carinho  infindável. “Desculpe, não lhe dar muita atenção. Você viu o que  aconteceu ao fim? Quantas palmas? Estou muito emocionado. Nem falaria  nada, mas resolvi voltar e agradecer a esse público contagiante,  obrigado!”, contou Sérgio Britto, no foyer do teatro lotado, que marcou a  estreia da temporada paulista em janeiro deste ano,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alberto foi o  último personagem de Sérgio Britto. A peça toda ele passava dizendo a  frase “há tempo”, numa metáfora para a vida que se escoava minuto a  minuto. Era um tipo caro porque dialogava com a própria condição humana  do ator, com interface intensa com a velhice, com a fragilidade do corpo  físico e a luta para vencer as barreiras da idade. Na manhã de ontem, o  tempo se esgotou. Sérgio Britto não conseguiu sair de mais uma  internação. Morreu aos 88 anos de insuficiência respiratória e deixou um  legado espantoso à cultura brasileira. Ele estava internado há cerca de  um mês, por conta de problemas cardiorrespiratórios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;table style="text-align: left; margin-left: auto; margin-right: auto;" class="image center"&gt;&lt;tbody&gt;     &lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;img src="http://imgsapp2.correiobraziliense.com.br/app/noticia_127983242361/2011/12/18/283268/20111218091501869383u.jpg" alt="Admiradores lotam a Assembleia Legislativa do Rio (Pedro Kirilos/Agência O Globo)" title="Admiradores lotam a Assembleia Legislativa do Rio (Pedro Kirilos/Agência O Globo)" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;     &lt;tr&gt;&lt;td class="zebra"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Admiradores lotam a Assembleia Legislativa do Rio&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo  seu corpo, passaram dos tipos clássicos de Shakespeare aos suburbanos  de Nelson Rodrigues. Não deixou de experimentar dramaturgias. Um dos  grandes feitos contemporâneos foi a montagem de peças curtas de Samuel  Beckett, no qual explorava a fragilidade do ser humano, correndo seminu e  cambaleante no palco. “Por dentro, eu estou tinindo, estou forte como  um rapaz cheio de tesão”, disse na época em que esteve com a peça em  Brasília.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Formado em medicina, Sérgio Britto descobriu a vocação  pelas mãos de Ester Leão, uma das primeiras mulheres a assumir a função  de direção de ator no país. No Teatro Universitário, iniciou-se pelas  palavras do clássico Romeu e Julieta, de Shakespeare. Depois,  encaminhou-se para o Teatro do Estudante do Brasil, de Paschoal Carlos  Magno. Ali viveu Horácio, na antológica montagem de Hamlet, que  consagrou o talento de Sergio Cardoso. “Cada um precisa descobrir a sua  paixão. A minha veio dos palcos.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;table style="text-align: left; margin-left: auto; margin-right: auto;" class="image center"&gt;&lt;tbody&gt;     &lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;img src="http://imgsapp2.correiobraziliense.com.br/app/noticia_127983242361/2011/12/18/283268/20111218091538601459a.jpg" alt=" (Arquivo CB/D.A.Press)" title=" (Arquivo CB/D.A.Press)" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;     &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo acontecia tão rapidamente que parecia  não ter volta. Sergio olhava a medicina com distância e o teatro como  urgência, o que levou a fundar companhias históricas, que ajudaram a  modernizar o fazer teatro no Brasil, como o Teatro dos Sete, na  companhia de Fernanda Montenegro, Fernando Torres, Ítalo Rossi, Gianni  Rato. Eles foram responsáveis por alguns feitos, como a primeira  montagem de Beijo no asfalto, polêmico texto de Nelson Rodrigues, que  resultou numa tumultuada temporada em 1961, com direito a protestos e  gritos moralistas em plena sessão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Evolução&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ator  de composição, que se descobriu com essa capacidade na labuta de fazer  teleteatro ao vivo na TV Tupi, Sérgio Britto sabia como poucos criar um  RG para cada personagem que erguia no palco. Foram muitos e, por meio  deles, é possível contar a evolução do teatro brasileiro. “A gente saía  correndo do teatro e ia para o estúdio de tevê ensaiar e gravar o  teleteatro de madrugada. Foi uma escola sem precedente que  experimentei.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com essa formação intensa nos anos 1950 e 1960,  Sérgio Britto desempenha, nas próximas décadas, um papel fundamental na  consolidação do teatro de ator. Funda sua própria produtora e escolhe a  dedo os personagens e as peças que ele deseja representar. Não é mais  uma. Cada uma era única, em sua entrega absoluta e sacra ao palco. Foi  assim, em 1974, com Os autos sacramentais, de Calderón de la Barca. Com  produção de Ruth Escobar, Sérgio Britto surge nu em cena aos 51 anos,  numa montagem que foi proibida pela ditadura brasileira, mas percorreu o  mundo por seis meses, do Irã à Europa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inquieto, desdobra-se  como ator, diretor, produtor e ativista cultural. É um dos fundadores da  Casa das Artes de Laranjeiras (CAL) e assume o papel de primeiro  diretor artístico do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) do Rio de  Janeiro, em 1989. Consumidor voraz de cultural, apresentava um dos  melhores programas do gênero na TV Brasil, A arte de Sérgio Britto, no  qual compartilhava semanalmente o gosto por cinema, teatro, ópera,  leitura e viagens. Nos bastidores, era o xodó das camareiras. Ano  passado, lançou uma autobiografia, O teatro e eu, que venceu este ano o  Prêmio Jabuti. O livro tem um texto picante, sincero, confessional e  revelador dos bastidores da vida de um ator devotado. Ali se aprendem  muitas lições. Uma delas como viver com 80 e muitos anos. Seu corpo será  enterrado hoje no Cemitério do Caju.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1532991008431072698-6623341678888639018?l=blogcricriemcena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcricriemcena.blogspot.com/feeds/6623341678888639018/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1532991008431072698&amp;postID=6623341678888639018' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1532991008431072698/posts/default/6623341678888639018'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1532991008431072698/posts/default/6623341678888639018'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcricriemcena.blogspot.com/2011/12/adeus-sergio-britto.html' title='Adeus a Sérgio Britto'/><author><name>Sérgio Maggio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15306060391762484472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_S5SIBnIY-RY/SKi1oJrroJI/AAAAAAAAARA/zuM1pMqmwFY/S220/P1070305.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1532991008431072698.post-1395063436880410792</id><published>2011-12-05T14:37:00.001-02:00</published><updated>2011-12-05T14:44:50.173-02:00</updated><title type='text'>Eta Bahia porreta</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-0exErhVWHEI/Ttz04VYP8RI/AAAAAAAABkc/EtPbkN1X0Zw/s1600/CBP310520070134.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 266px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-0exErhVWHEI/Ttz04VYP8RI/AAAAAAAABkc/EtPbkN1X0Zw/s400/CBP310520070134.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5682686078483427602" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold; text-align: center; color: rgb(102, 0, 204);"&gt;&lt;span style=";font-family:'Trebuchet MS';font-size:100%;"  &gt;CartaCapital&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:'Trebuchet MS';font-size:100%;"  &gt;: &lt;i style=""&gt;A  partir de 2004, o Nordeste passa a apresentar avanços importantes.  Houve crescimento econômico e melhora na renda. Mas como o Nordeste  poderia contribuir para um projeto de desenvolvimento nacional?&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm; text-align: center; color: rgb(102, 0, 204);"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm; text-align: center; color: rgb(102, 0, 204);"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:'Trebuchet MS';" &gt;Antonio Risério&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:'Trebuchet MS';font-size:100%;"  &gt;:  A definição de “Nordeste” é mais histórico-política do que  eco-antropológica. O oeste baiano, por exemplo, não se conecta com o  Agreste pernambucano ou o Alto Sertão de Sergipe, mas com o Planalto  Central do País. Antropologicamente, a região não é homogênea. Mas vamos  falar dela assim mesmo, como se fosse um conjunto. E esse conjunto de  fato experimentou notável desenvolvimento econômico e social nos últimos  anos, com o avanço, em especial, de Pernambuco e do Ceará. Pernambuco  decolou. Tem um projeto claro e consistente de desenvolvimento  sócio-econômico, configurando-se a partir da racionalidade  administrativa e do diálogo real com a sociedade. Suape é super-signo  desse processo. E Pecém é o Suape do Ceará, que também apresenta obras e  projetos como o “cinturão digital”, o “eixão das águas”, o metrô do  Cariri e investimentos em saúde e educação. Temos grandes obras de  infraestrutura na região, da Transnordestina à transposição do São  Francisco. Mas é claro que há pedras e pedreiras no caminho. O Nordeste  tem projetos particulares, estaduais, mas não tem um projeto global de  desenvolvimento, como chegou a acontecer na época de Celso Furtado, e  isso fragmenta as ações e realizações. Nossos governos agem  pontualmente, sem o alto grau de coordenação que poderiam alcançar, até  mesmo por conta de sua proximidade política. A tal da “nova Sudene”  nunca deu o ar de sua graça. Grandes empreendimentos privados ainda  tendem a se implantar como enclaves na paisagem nordestina, sem uma  articulação orgânica com o entorno e satisfeitos com o fato da região  ser um celeiro de mão de obra barata. E ainda temos a ideologia das  pequenas obras, a mentalidade de cisternas da Igreja católica, por  exemplo, como se ela mesma nunca tivesse construído catedrais. Agora, o  Nordeste já está contribuindo vigorosamente para o desenvolvimento  nacional. O avanço econômico e social significativo de uma região vasta e  pobre tem repercussões positivas em todo o País. O que está faltando é o  Brasil se convencer de que sua realização nacional plena passa pelo  Nordeste. E o Nordeste se convencer em termos objetivos de que tem de  avançar na inovação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm; text-align: center; color: rgb(102, 0, 204);"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold; text-align: center; color: rgb(102, 0, 204);"&gt;&lt;span style=";font-family:'Trebuchet MS';font-size:100%;"  &gt;CC&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:'Trebuchet MS';font-size:100%;"  &gt;: &lt;i style=""&gt;É possível identificar alguma mudança na imagem que o nordestino tem de si mesmo, a sua autoestima mudou?&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm; text-align: center; color: rgb(102, 0, 204);"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm; text-align: center; color: rgb(102, 0, 204);"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:'Trebuchet MS';" &gt;AR&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:'Trebuchet MS';font-size:100%;"  &gt;:  Sim, isso é muito claro em Pernambuco e no Ceará, mas é visível também  em Sergipe, em muitas cidades nordestinas. O curioso é que houve uma  inversão: os baianos de Salvador e do Recôncavo, que sempre foram  extremamente orgulhosos e narcisistas, hoje andam de cabeça baixa.  Enquanto a autoestima dos moradores do Recife, de Fortaleza ou de  Aracaju está lá em cima, a dos moradores de Salvador desabou. Na  verdade, a Bahia, apesar de sua posição no ranking da economia  brasileira, está ficando para trás. Há não muito tempo era ela que se  industrializava, montava um polo petroquímico, firmava-se como vanguarda  cultural etc. E Pernambuco pouco mais era do que um engenho. O panorama  mudou. Penso que o problema central de Jaques Wagner é que, por não ter  um projeto claro para a Bahia, ele não sabe o que fazer com a hegemonia  que conquistou. Limita-se a tocar obras federais. É por isso que digo  que hoje a Bahia tem a faca e o queijo, mas falta a mão. E Salvador é  uma cidade abandonada, suja, destruída, com o pior prefeito de sua  história. Mas de um modo geral é evidente, para qualquer observador, que  a autoestima do nordestino se elevou. E que não foi pouco. Muitos  inclusive deixam hoje o Sudeste e voltam para seus lugares de origem,  orgulhosos de que estas sejam agora terras de prosperidade e de  oportunidades.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm; text-align: center; color: rgb(102, 0, 204);"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm; text-align: center; color: rgb(102, 0, 204);"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:'Trebuchet MS';" &gt;CC&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:'Trebuchet MS';font-size:100%;"  &gt;: &lt;i style=""&gt;E o restante do Brasil, como vê o Nordeste?&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm; text-align: center; color: rgb(102, 0, 204);"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm; text-align: center; color: rgb(102, 0, 204);"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:'Trebuchet MS';" &gt;AR&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:'Trebuchet MS';font-size:100%;"  &gt;:  Há um novo olhar, sim, mas circunscrito a pequenos segmentos da  sociedade: empresários, políticos, jornalistas, cientistas etc. Em plano  de massas, não. A mudança ainda é muito pequena. A mentalidade  sudestina (sim: assim como existem nordestinos, existem sudestinos), de  um modo geral, ainda é povoada por velhos estereótipos e preconceitos. E  esse olhar antigo sustenta-se não só pelo que há de sedimentado naquela  mentalidade e pela desinformação sobre o que está acontecendo  atualmente no Nordeste, mas também porque, embora o Nordeste avance, os  desequilíbrios regionais brasileiros ainda são um escândalo. Ainda faz  diferença hoje o lugar onde o brasileiro nasce. A perspectiva de futuro  de um brasileiro que nasce em São Paulo ou no Rio Grande do Sul ainda é  muito diversa daquela de uma brasileiro que nasce no Piauí ou na  Paraíba. É cruel, mas é verdade. De qualquer sorte, aqueles pequenos  segmentos sociais a que me referi vão acabar influenciando, por seu  próprio peso, o conjunto do mundo sudestino e transformando o olhar das  populações do Centro-Sul e do Sul. É uma questão de tempo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm; text-align: center; color: rgb(102, 0, 204);"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold; text-align: center; color: rgb(102, 0, 204);"&gt;&lt;span style=";font-family:'Trebuchet MS';font-size:100%;"  &gt;CC&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:'Trebuchet MS';font-size:100%;"  &gt;: &lt;i style=""&gt;Essas  transformações positivas que ocorreram na região tiveram reflexo direto  no resultado das últimas eleições presidenciais. Isso deve acontecer  também nas eleições de 2014?&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm; text-align: center; color: rgb(102, 0, 204);"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm; text-align: center; color: rgb(102, 0, 204);"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:'Trebuchet MS';" &gt;AR&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:'Trebuchet MS';font-size:100%;"  &gt;:  O Nordeste fechou com Lula e Dilma. E acredito que o voto na esquerda  deve persistir. Ainda que em termos variáveis a região continue  crescendo e distribuindo renda. E tem lideranças de ponta, com ampla  base social. Mas eleições dependem também de gestos, tendências e  influxos conjunturais. Não é um jogo de cartas marcadas com muita  antecedência. E não sabemos qual será exatamente a situação brasileira  em 2014. As classes C e D tendem a ser conservadoras e pragmáticas. Não  querem coisas espetaculares ou espetaculosas, mas prosaicas e  elementares. Querem segurança, saúde, escola e o pão de cada dia –  agora, com manteiga. Querem garantir o lugar que conquistaram na  estrutura social e assegurar a possibilidade de continuar ascendendo.  Seu voto tende a ser sério, em termos morais e administrativos. Contra a  corrupção e pela eficiência. Eduardo Campos viu isso muito bem, ao  atualizar o modo de gestão do governo pernambucano. Não se trata de mero  regionalismo empresarial, mas de perceber a questão técnica como  questão social, direcionando melhor o dinheiro público. E ele é sem  dúvida a grande personalidade política nordestina hoje, projetando-se  consistente no horizonte nacional.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold; text-align: center; color: rgb(102, 0, 204);"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold; text-align: center; color: rgb(102, 0, 204);"&gt;&lt;span style=";font-family:'Trebuchet MS';font-size:100%;"  &gt;CC&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:'Trebuchet MS';font-size:100%;"  &gt;: &lt;i style=""&gt;Ocorreram mudanças relevantes no quadro de políticos eleitos no Nordeste? O coronelismo ainda vive?&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm; text-align: center; color: rgb(102, 0, 204);"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm; text-align: center; color: rgb(102, 0, 204);"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:'Trebuchet MS';" &gt;AR&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:'Trebuchet MS';font-size:100%;"  &gt;:  A grande mudança política nordestina foi a guinada à esquerda. Em  Sergipe, com Marcelo Déda ganhando a prefeitura e, depois, o governo do  estado. Na Bahia, com Jaques Wagner, um político de habilidade  extraordinária, desmantelando o “carlismo”, para depois cooptar muitos  de seus quadros. No Ceará, com Cid Gomes exibindo um ótimo desempenho  como gestor, Ciro rasgando a roupa de reis e reizinhos, Luizianne à  frente de Fortaleza. Em Pernambuco, com Eduardo Campos, Humberto Costa  no Senado, o PT na prefeitura. Na Paraíba, com Ricardo Coutinho, e no  Piauí, com Wilson Martins. E vemos a aprovação dada em reeleições. Hoje,  para onde Eduardo Campos for, o voto de Pernambuco vai. Guinada  nordestina à esquerda, como disse, porque são quadros do PSB e do PT.  Esses partidos comandaram politicamente a configuração de um novo  Nordeste em construção, respondem às novas realidades criadas e encarnam  necessidades e desejos regionais, abrindo caminho para que se realizem.  Penso que, ao somar capacidade executiva e disposição para incorporar a  inclusão como peça-chave do próprio desenvolvimento, PSB e PT,  principalmente o PSB, são mesmo os partidos mais preparados para tocar o  barco do crescimento econômico e do avanço social do Nordeste. Já o  coronelismo pertence a uma estrutura agrária e a um mundo político que  não mais existem, a não ser que reste em algum grotão esconso, como os  que aparecem no romance de Guimarães Rosa. A urbanização, a  industrialização, a expansão do mercado, a impessoalização das relações  de trabalho, o regime democrático (&lt;i style=""&gt;com sindicatos, partidos, a atuação da Igreja etc.)&lt;/i&gt; e os meios de massa fizeram do coronelismo um dado de interesse meramente arqueológico. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm; text-align: center; color: rgb(102, 0, 204);"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold; text-align: center; color: rgb(102, 0, 204);"&gt;&lt;span style=";font-family:'Trebuchet MS';font-size:100%;"  &gt;CC&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:'Trebuchet MS';font-size:100%;"  &gt;: &lt;i style=""&gt;O que ocorreu de relevante em termos culturais na região? O que ocorreu na Bahia, em Pernambuco e nos outros estados?&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm; text-align: center; color: rgb(102, 0, 204);"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center; color: rgb(102, 0, 204);"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:'Trebuchet MS';" &gt;AR&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:'Trebuchet MS';font-size:100%;"  &gt;:  Pernambuco, de uns tempos para cá, vem se convertendo na vanguarda do  Nordeste, da arrancada industrial à criação cultural. Basta pensar na  música e no cinema. Não dá para comparar axé music e manguebeart. E é  interessante porque Chico Science e o manguebeat nascem do tropicalismo  baiano. É claro que há o rap, a valorização da percussão a Olodum, a  música tradicional nordestina, o rock pesado etc., mas tudo sob o signo  maior da Tropicália. A Bahia, ao contrário, estacionou na banalização,  na redundância, na autocomplacência desinformada. Axé music é pastel de  vento, manguebeat tem substância. De um modo geral, também o novo cinema  pernambucano está alguns passos à frente. É o que há de mais  interessante no atual cinema nordestino. E em ambos os casos, na música e  no cinema, a moçada pernambucana encara de modo direto e crítico a  realidade envolvente. Mas penso que a principal virtude pernambucana,  nesse processo, é saber preservar suas tradições e ao mesmo tempo  inovar. É manter o seu carnaval maravilhoso, seu frevo e seu maracatu, e  também alimentar a inquietude estética. Isso é o que mais interessa: a  dialética entre a tradição e a invenção.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1532991008431072698-1395063436880410792?l=blogcricriemcena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcricriemcena.blogspot.com/feeds/1395063436880410792/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1532991008431072698&amp;postID=1395063436880410792' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1532991008431072698/posts/default/1395063436880410792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1532991008431072698/posts/default/1395063436880410792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcricriemcena.blogspot.com/2011/12/eta-bahia-porreta.html' title='Eta Bahia porreta'/><author><name>Sérgio Maggio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15306060391762484472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_S5SIBnIY-RY/SKi1oJrroJI/AAAAAAAAARA/zuM1pMqmwFY/S220/P1070305.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-0exErhVWHEI/Ttz04VYP8RI/AAAAAAAABkc/EtPbkN1X0Zw/s72-c/CBP310520070134.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1532991008431072698.post-3767809465675682449</id><published>2011-11-29T10:07:00.001-02:00</published><updated>2011-11-29T10:09:09.647-02:00</updated><title type='text'>A poesia de Dina Brandão</title><content type='html'>&lt;span id="items_noticia" style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 13px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(255, 255, 255); display: inline; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;p style="padding-top: 2px; padding-right: 4px; padding-bottom: 2px; padding-left: 4px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;a class="yellowlight" href="mailto:" style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;br /&gt;Sérgio Maggio&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="padding-top: 2px; padding-right: 4px; padding-bottom: 2px; padding-left: 4px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;span class="bluelight" style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;Publicação:&lt;/span&gt; &lt;span style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;29/11/2011 08:48&lt;/span&gt; &lt;span class="bluelight" style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;Atualização:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="news_body" style="padding-top: 0px; padding-right: 18px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;div class="font_change" style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;div id="abanoticia" style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;p style="font-size: 13px; padding-top: 10px; padding-right: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;table class="image center" style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 10px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; font-size: 13px; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; float: none; width: 1px; border-collapse: collapse !important; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;tbody style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;tr style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;td style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;img src="http://imgsapp2.correiobraziliense.com.br/app/noticia_127983242361/2011/11/29/280639/20111129085524769797u.jpg" alt=" (Monique Renne/CB/D.A Press )" title=" (Monique Renne/CB/D.A Press )" border="0" style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; " /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="font-size: 13px; padding-top: 10px; padding-right: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;J. Abreu e Dina Brandão em Mitos do Teatro Brasileiro Nelson Rodrigues &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="padding-top: 10px; padding-right: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Desde 1977, Dina Brandão estava prenhe de um rebento que se alimentou e cresceu em seu útero até irromper hoje ao mundo. O filho poético, batizado de Do amor e seus descabelos, corre solto, livre das entranhas, e enche o leitor de possibilidades com versos, missivas, ensaio e o que a autora chama de plano de voo. Conhecida e respeitada no DF pelo exercício de atriz (para muitos, é uma diva), ela lança o primeiro livro solo depois da parceria com Vicente Sá em Ironia dos deuses, naquele distante 1977. “Foi uma obra feita bem no clima mimeógrafo, eu datilograva as poesias na máquina Olivetti de meu pai, depois recortávamos e colávamos tudo artesanalmente. Vendemos tudo na noite de autógrafos”, ri Dina.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="padding-top: 10px; padding-right: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="padding-top: 10px; padding-right: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Trinta e quatro anos depois, o nascimento de Do amor e seus descabelos obedece a outros procedimentos. Dina Brandão juntou as economias e pagou do bolso a edição caprichada e vistoriada pelo seu olho clínico. O livro tem belíssimas ilustrações de Tânia Botelho, prefácio do jornalista Fernando Marques e orelha de Vicente Sá: “Quem viu não esquece jamais. Uma pequena poetisa-bailarina de cabelos esvoaçantes a passear de mãos dadas com a poesia pela grama do Elefante Branco e pelas quadras de Brasília dos anos 1970”, escreve o amigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que Vicente Sá viu em certa medida está espalhado pelas páginas de Do amor e seus descabelos, que é lançado hoje, às 19h, no Café Savana (116 Norte), numa noite em que Dina Brandão promete estar como seus versos: “Ontem desaguei um temporal./ Inundei minha casa, as ruas, as quadras./ Saí encharcando de lágrimas/ O cerrado do Planalto Central”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro segue entre poemas numa viagem pelo tempo lúdico de Dina Brandão e recai em missivas sem destinatário, prosas poéticas sobre amores de todas as naturezas: “Ganhei também umas mangas bem madurinhas que chupei com uma boca tão gostosa de atrair abelhas fora de órbita, disputando o melaço que eu deixava escorrer pelos braços, e o queixo amarelo de tanta manga!”.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="padding-top: 10px; padding-right: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="padding-top: 10px; padding-right: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;span style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Leia poemas do livro:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="padding-top: 10px; padding-right: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="padding-top: 10px; padding-right: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 0); padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;Jejum&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Laço com o meu olhar&lt;br /&gt;Tudo que me é aprazível&lt;br /&gt;Ao olfato e ao paladar&lt;br /&gt;Às vezes a fome me engole&lt;br /&gt;Ora a gula me devora&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 0); padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;Notícia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;A imprensa com seus impropérios&lt;br /&gt;Derruba impérios&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Selva Concreta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Flagrei um beija-flor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Tentando extrair o néctar&lt;br /&gt;                     &lt;br /&gt;                           Da flor pichada no muro&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;                                            Com certa elétrica.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size: 13px; "&gt;&lt;span id="coment_user" style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-style: initial; border-color: initial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="share" style="font-size: 13px; color: rgb(51, 51, 51); padding-top: 5px; padding-right: 0px; padding-bottom: 5px; padding-left: 0px; margin-top: 20px; margin-right: auto; margin-bottom: 20px; margin-left: auto; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 1px; border-right-width: 1px; 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O tempo em Breu é a matriz dramatúrgica, o esqueleto, a alma do espetáculo sensível, quase no campo dos sonhos, de Miwa Yanagizawa e Maria Silvia Siqueira Campos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0); font-size: 130%; "&gt;. É diante dessa categoria de tempo que as diretora assentam cada elemento cênico da montagem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;A dramaturgia de Pedro Brício, por exemplo, ganha plenitude diante do espectador ao ser sentida pelo viés temporal. Tudo de essencial sobre o espetáculo é dito nas primeiras frases, quando os espectadores são lançados ao desconforto da escuridão total. Ali, desemparados do sentido primordial da visão, ouvimos as  palavras-premissas de uma história-síntese que vai se alargar na próxima  hora. Só depois as ideias, como estilhaços, ganham dimensão quando entram em conexão com o escoamento quase em ritmo de butô da narrativa.&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;As duas personagens (vividas em detalhe pelas atrizes&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);font-size:small;"&gt;&lt;strong&gt;Andréia Horta &lt;/strong&gt;e&lt;strong&gt; Kelzy Ecard&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;) em estado sensível de construção, são quase como borrões, que se significam dentro de um cenário realista, onde, numa luz de penumbra, que fala e diz tanto quanto as palavras, se pode observar cada detalhe daquela cozinha, pode se sentir o cheiro de café, e o desejo de comer cachorro quente. A memória é instigada em cada elemento que parece dialogar com o passado-presente de cada espectador. Eu vi ali muita coisa que diz de mim.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;O convite é para sermos voyeurs do encontro entre duas mulheres que aparententemente se compõem diante do espectador. A expectativa doutrinada de se encontrar um ritmo lógico para essa narrativa desaparece à medida que a direção conduz a plateia para um outro campo de raciocínio, mais circular e feminino, menos cronológico e masculino.  A sensação é de que é preciso olhar para Breu com olhos da alma, daqueles que não precisam mirar no relógio para ver o avanço dos minutos de montagem. É preciso olhá-lo como quem entende o tempo de outra maneira, do cair e do acordar do sol, dos avisos da natureza, sem os anseios de entender o todo, mas com o intenso prazer de viver cada pedaço.&lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;A iluminação de &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span  &gt; Tomás Ribas &lt;span&gt;&lt;span&gt;e a direção de arte/cenário de &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Aurora dos Campos, Miwa e Maria Silvia&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt; contribuem para a composição desse movimento suave que a peça se impõe aos olhos, Breu é uma delícia sensorial que passa pelo corpo do espectador e deixa marcas, sons, cheiros e sentidos. Nunca tinha visto falar do horror da ditadura de uma maneira tão súblime. Talvez toda a conexão de Miwa, por exemplo, com os antepassados japoneses explique esse doce cheiro de cozinha de avó que continua em mim mesmo depois da peça partir de Brasília.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1532991008431072698-9005237266432771722?l=blogcricriemcena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcricriemcena.blogspot.com/feeds/9005237266432771722/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1532991008431072698&amp;postID=9005237266432771722' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1532991008431072698/posts/default/9005237266432771722'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1532991008431072698/posts/default/9005237266432771722'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcricriemcena.blogspot.com/2011/11/breu-ainda-ecoa-em-mim.html' title='Breu ainda ecoa em mim'/><author><name>Sérgio Maggio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15306060391762484472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_S5SIBnIY-RY/SKi1oJrroJI/AAAAAAAAARA/zuM1pMqmwFY/S220/P1070305.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-5XaS2HXU7OY/TveR_VMRnUI/AAAAAAAABlw/rbiInKrImHU/s72-c/breu-foto-paula-huven.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1532991008431072698.post-8943100358445815191</id><published>2011-11-24T14:33:00.001-02:00</published><updated>2011-11-24T14:33:57.618-02:00</updated><title type='text'>Um poema para Dina Sfat</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; color: rgb(255, 204, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span class="h1"&gt;Público se emocionou em homenagem a Dina Sfat no Mitos do Teatro Brasileiro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span id="items_noticia" style="display: inline;"&gt;     &lt;p&gt;&lt;a class="yellowlight" href="mailto:"&gt;Mariana Moreira&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;       &lt;span class="bluelight"&gt;Publicação:&lt;/span&gt; &lt;span&gt;24/11/2011 09:51&lt;/span&gt;       &lt;span class="bluelight"&gt;Atualização:&lt;/span&gt;      &lt;/p&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;                                                &lt;/div&gt;&lt;div id="abanoticia" style="display: block; text-align: center; font-weight: bold; color: rgb(255, 204, 0);"&gt;&lt;table style="text-align: left; margin-left: auto; margin-right: auto;" class="image left"&gt;&lt;tbody&gt;     &lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;img src="http://imgsapp2.correiobraziliense.com.br/app/noticia_127983242361/2011/11/24/279963/20111124095704489632a.jpg" alt=" (Ronaldo de Oliveira/CB/D.A Press )" title=" (Ronaldo de Oliveira/CB/D.A Press )" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;     &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A  emoção, as imagens, a presença cênica, a  humanidade, as ideias. Num   mosaico composto por teatro, vídeos e  depoimentos, a atriz Dina Sfat  foi  evocada em sua inteireza, durante o  encerramento do projeto Mitos  do  Teatro Brasileiro, na noite da última  terça-feira, no Centro  Cultural  Banco do Brasil (CCBB). Sua força  feminina, artística e  política estava  por toda parte: na areia e no pôr  do sol do deserto,  origem de sua  família, levados ao palco em uma das  cenas. Nas inúmeras  fotos  projetadas, que derramaram sobre o público  seus olhos grandes e   expressivos. Na voz dos colegas Maria Alice  Vergueiro e Ednei   Giovenazzi, que reviraram seus baús de recordações ao  lado da amiga e   colega de ofício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro ato da exaltação à  atriz foi o   miniespetáculo Arena conta Dina Sfat, biografia  teatralizada com base  no  método curinga, criado por Augusto Boal.  Algumas pessoas da plateia   foram colocadas no palco e sorteavam a ordem  das cenas, escritas pelo   diretor-dramaturgo Sérgio Maggio e  interpretadas por J. Abreu e  Juliana  Drummond. Durante 35 minutos,  fizeram um passeio por fatos  marcantes de  sua trajetória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No  princípio, havia a força das  mulheres da  família Kutner. (Sua avó,  vinda de Sfat, cidade israelense  conhecida  como centro artístico e  berço da cabala, sempre dizia:  “Goza, minha  filha. Goza e aproveite  tudo o que puder”). Outros  fragmentos  relembraram o encontro com o  marido, o ator Paulo José, e o  mergulho no  teatro politizante do Arena  (a atriz chegou a participar  de uma  temporada de Eles não usam  black-tie. No início, ela não era  politizada,  mas adorava ser porta-voz  daquelas ideias). Seu  enfrentamento à  ditadura ganhou um capítulo  especial. Durante a  participação em um  programa de televisão, teve um  confronto velado com  um general. Enquanto  ele se vangloriava do regime  ditatorial, a atriz  reagia  silenciosamente, com as expressões faciais.  Ao ser questionada  pelo  militar se teria alguma pergunta para ele,  respondeu: “Tenho  medo de  generais.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;O desabafo da pantera&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Em    sua fala, a atriz Maria Alice Vergueiro emocionou-se e tocou a   plateia,  ao traçar um paralelo entre a sua trajetória e a da amiga.   Separada,  com filhos pequenos, vinda da alta sociedade, a musa do Tapa   na pantera  sequer sabia se queria mesmo ser atriz. Tímida e  desajeitada  no ambiente  masculino do Arena, sentia-se rejeitada por  seus pares.  Dina,  percebendo sua fragilidade, a acolheu e aconselhou:  “Bota pra  quebrar”.  “Hoje, entendo bem o caminho que ela me indicou e é  um prazer  estar aqui  com ela comemorando essa luta da mulher. Dina  misturou a  família, pulou  no palco e botou pra quebrar”, reconhece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;table style="text-align: left; margin-left: auto; margin-right: auto;" class="image left"&gt;&lt;tbody&gt;     &lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;img src="http://imgsapp2.correiobraziliense.com.br/app/noticia_127983242361/2011/11/24/279963/20111124095800873162a.jpg" alt="Ednei Giovenazzi (E) e Maria Alice Vergueiro emocionaram-se ao falar de Dina, enquanto Juliana Drummond e J. Abreu encenaram a biografia da atriz (Ronaldo de Oliveira/CB/D.A Press )" title="Ednei Giovenazzi (E) e Maria Alice Vergueiro emocionaram-se ao falar de Dina, enquanto Juliana Drummond e J. Abreu encenaram a biografia da atriz (Ronaldo de Oliveira/CB/D.A Press )" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;     &lt;tr style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;&lt;td class="zebra"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ednei  Giovenazzi e Maria Alice Vergueiro  emocionaram-se ao falar de  Dina, enquanto Juliana Drummond e J. Abreu  encenaram a biografia da  atriz&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Surpreso com o   teor  da homenagem, Ednei Giovenazzi, colega da atriz em inúmeras   novelas e  montagens teatrais (como o clássico Hedda Gabler, que teve um   trecho  encenado) selecionou fatos históricos, mas decidiu dar um tom   emocional à  sua fala. Recordou a primeira vez em que a viu no palco,   com o frescor  de uma iniciante. “Quando vemos um ator pela primeira   vez, temos a  sensação de que ele está atuando como se fosse a sua   estreia. Ela tinha  uma espontaneidade física, gestos expressivos, nunca   era demais ou de  menos”, relata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A aproximação dos dois se deu   quando ela o  convidou para o papel de mocinho em Hedda Gabler. Mas,   nos ensaios, o  ator sentia que não alcançava o tom e as expectativas da   colega. Durante  a temporada, alimentou uma certa insegurança, que só   se dissipou na  última sessão da peça, em Fortaleza. Na cena em que   deveria lhe entregar  uma arma, a atriz aproximou-se de seu rosto e lhe   roçou os lábios  suavemente. “Ali, nossa amizade estava selada para   sempre. Foi o momento  mais feliz da minha vida em cena”, reconhece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O LADO MAMÃE&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;»    As entrevistas em vídeo também completaram o relicário afetivo em   torno  de Dina. O cantor Milton Nascimento, fã confesso de teatro, teve a    oportunidade de contracenar com ela no filme Os deuses e os mortos,  de   Ruy Guerra. “Ela fez o papel de uma louca, mas que dizia coisas  muito   sérias. Era uma atriz completamente divina”, conta ele, que se  inspirou   na musa para compor a canção Cravo e canela. Antônio  Gilberto, que   trabalhou durante anos com a atriz e é autor da  biografia Dina Sfat:   retratos de uma guerreira, montou uma exposição  com retratos dela. Uma   das curiosidades da noite foi a exibição de um  vídeo da estrela, ao lado   da cantora Elis Regina e da atriz Regina  Duarte. As três brincam com  os  filhos, ainda bebês, enquanto  interpretam o poema Enjoadinho, de   Vinicius de Moraes (“Filhos, melhor  não tê-los. Mas se não os temos,   como sabê-lo?”).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1532991008431072698-8943100358445815191?l=blogcricriemcena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcricriemcena.blogspot.com/feeds/8943100358445815191/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1532991008431072698&amp;postID=8943100358445815191' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1532991008431072698/posts/default/8943100358445815191'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1532991008431072698/posts/default/8943100358445815191'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcricriemcena.blogspot.com/2011/11/um-poema-para-dina-sfat.html' title='Um poema para Dina Sfat'/><author><name>Sérgio Maggio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15306060391762484472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_S5SIBnIY-RY/SKi1oJrroJI/AAAAAAAAARA/zuM1pMqmwFY/S220/P1070305.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1532991008431072698.post-7451426313822702630</id><published>2011-11-22T12:08:00.005-02:00</published><updated>2011-11-29T17:18:09.075-02:00</updated><title type='text'>Musa Guerreira</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-_lyOizP9X0Y/TtTYXchm12I/AAAAAAAABkE/KGk6UCmqxbA/s1600/Dina%2BSfat%2B-%2BO%2BRei%2Bda%2BVela.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 312px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-_lyOizP9X0Y/TtTYXchm12I/AAAAAAAABkE/KGk6UCmqxbA/s400/Dina%2BSfat%2B-%2BO%2BRei%2Bda%2BVela.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5680402927326779234" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://mitosdoteatrobrasileiro.blogspot.com/2011/11/musa-guerreira.html"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);" class="assinatura"&gt;Dina no papel de Heloísa de Lesbos, em &lt;i&gt;O rei da vela&lt;/i&gt;, montagem do Oficina de 1966 que modernizou o teatro&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;h3 class="post-title entry-title"&gt; &lt;/h3&gt; &lt;div class="post-header"&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="titulo"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;D&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);font-size:130%;" &gt;ina Sfat é homenageada na última edição do projeto Mitos do Teatro Brasileiro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);font-size:130%;" class="assinatura" &gt;Mariana Moreira &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);font-size:130%;" class="assinatura" &gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center; color: rgb(153, 51, 153);" class="foto"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);font-size:130%;" class="assinatura" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center; color: rgb(153, 51, 153);"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;           &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Durante uma entrevista, ela se comparou à sabra, fruto de  cacto comum em  Israel: espinhosa e angulosa por fora, doce de enjoar  por dentro da  casca. Autoanálises à parte, Dina Sfat carregou consigo  esse traço de  mulher do deserto, que vira a vida do avesso. De família  judia, nascida  em São Paulo, ela rompeu com as expectativas ao trilhar  caminhos  inesperados. Deixou a tradição de lado para tornar-se uma das  atrizes  mais admiradas e carismáticas do Brasil, além de artista com  forte verve  intelectual, engajada nas causas pertinentes a seu tempo e  com senso de  cidadania. Essa história tortuosa foi escolhida para  encerrar o projeto  Mitos do Teatro Brasileiro nesta terça-feira  (22/11), às 20h, no teatro  do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB),  com entrada franca. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;“É  importante incluí-la entre os mitos do teatro, porque a maioria  das  pessoas a associa às novelas”, destaca J. Abreu, ator e codiretor do   projeto. As participações televisivas foram profícuas, mas a dedicação   ao teatro não ficou atrás. Ao longo da carreira, a atriz dedicou-se a   clássicos da dramaturgia, como &lt;/span&gt;  &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;i&gt;Mandrágora&lt;/i&gt;, de Maquiavel, &lt;i&gt;Santo Inquérito&lt;/i&gt;, de Dias Gomes, e o grande sucesso &lt;i&gt;Hedda Gabler&lt;/i&gt;,   de Henrik Ibsen, além de integrar o elenco das duas maiores companhias   de referência do teatro moderno no Brasil (Arena e Oficina). &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;No cinema, uma de suas personagens foi Cy, de &lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;i&gt;Macunaíma&lt;/i&gt;,   filme dirigido por Joaquim Pedro de Andrade com base na obra de Mario  de  Andrade. Tamanha versatilidade e capacidade de se desdobrar em  vários  papéis foi definida pela atriz Renata Sorrah como um “star  system”: ela  conseguia atuar com maestria na tevê, no cinema e nos  palcos. Dina Sfat  morreu em março de 1989, em consequência de um câncer  de mama. Tinha 50  anos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Seguindo  a dinâmica estabelecida nas homenagens anteriores, a noite  terá a  presença de convidados e projeções de material de arquivo, além  de  atores da cidade (J. Abreu e Juliana Drummond) em cenas inéditas   inspiradas na vida de Dina, escritas pelo jornalista e dramaturgo Sérgio   Maggio. Os amigos a prestar tributo à atriz nesta edição são Maria   Alice Vergueiro e Ednei Giovenazzi. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Colega  de Dina em novelas e nos palcos, Giovenazzi se encantou com a  beleza,  personalidade e força daquela novata nos palcos. “Ela tinha um  espírito  revolucionário. Fiquei chapado. Suas técnicas gestual, vocal e  sua  medida eram perfeitas”, elogia ele, admitindo que atores não têm o   hábito de enaltecer o trabalho dos colegas. “Quando recebi o convite   para ir a Brasília, vi a oportunidade de dizer todas as coisas que não   disse a ela em vida”, afirma. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Giovenazzi se encantava com a performance da atriz na novela &lt;/span&gt;  &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;i&gt;Selva de pedra&lt;/i&gt;,   em que contracenaram. “A minha personagem protegia a da Regina Duarte,  e  a dela maltratava. E como maltratava, com aquele olhar fulminante.  Eu  era artisticamente apaixonado por Dina”, revela.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Nos  tempos de Teatro de Arena, a atriz aproximou-se de Maria Alice   Vergueiro, outra diva do teatro, que esteve recentemente na cidade, com a   peça &lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;i&gt;As três velhas&lt;/i&gt;, e ressurgiu para o grande público com o vídeo &lt;i&gt;Tapa na pantera&lt;/i&gt;,   sucesso na internet. “Ela tinha uma personalidade interessante. Não  era  dada a muito sectarismo, numa fase em que a cabeça da moçada era   radical. Era, antes de tudo, uma artista, tinha muito talento e cantava   muito bem”, elogia Maria Alice. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Enquanto  Maria Alice se sentia tímida, cheia de pudores, a amiga era  mais  livre. “Ela era mais Leila Diniz”, brinca. As afinidades entre as  duas  extrapolaram o espaço cênico. “Às vezes, uma atriz é correta, faz  tudo  direitinho, mas sem aquele brilho. &lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;i&gt;Em Arena conta Tiradentes e Arena conta Zumbi&lt;/i&gt;, ela brilhava em cena”, destaca.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b&gt;Arena conta&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Inspirados  nessas obras do dramaturgo Augusto Boal (outro  homenageado do  projeto), Sérgio Maggio e J. Abreu criaram uma versão da  montagem para  compartilhar com o público passagens importantes da  biografia da atriz.  &lt;i&gt;Arena conta Dina Sfat&lt;/i&gt; será um miniespetáculo,  com duração  aproximada de meia hora, e seis esquetes. O público,  convidado a formar  uma semiarena no palco, escolherá a ordem das cenas,  que contam um  pouco de tudo: a carreira, o casamento com o ator Paulo  José (eles  tiveram três filhas, Isabel, Ana e Clara), o feminismo, o  enfrentamento  à ditadura, a luta pela legalização do aborto. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;As cenas seguintes trarão o diálogo da atriz com um crítico teatral, nos bastidores de &lt;/span&gt;  &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;i&gt;Hedda Gabler&lt;/i&gt;,   e ainda uma sequência em que seus pensamentos de natureza artística,   política e pessoal serão pendurados em uma árvore. Na pele de Dina,   estará a atriz Juliana Drummond. “Ela fez essa fusão entre a atriz e a   mulher cidadã para falar sobre questões importantes. É uma honra ser   canal e instrumento para essa homenagem”, reconhece ela. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A  menina judia, que começou a vida profissional em um laboratório de   análises clínicas — e, no auge da fama, desistiu do horário nobre para   se dedicar à ribalta — também será lembrada em vídeos. Um deles,   raridade, mostra Dina mocinha, em um programa de tevê. “Ela começou   querendo ser atriz famosa, nos moldes de Hollywood. Mas, no Teatro de   Arena, incorporou o discurso de que o papel do artista é também social, e   isso mudou sua vida”, frisa J. Abreu. Vida que, com a ousadia do   talento e a solidez do solo desértico, Dina Sfat virou do avesso. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1532991008431072698-7451426313822702630?l=blogcricriemcena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcricriemcena.blogspot.com/feeds/7451426313822702630/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1532991008431072698&amp;postID=7451426313822702630' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1532991008431072698/posts/default/7451426313822702630'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1532991008431072698/posts/default/7451426313822702630'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcricriemcena.blogspot.com/2011/11/musa-guerreira.html' title='Musa Guerreira'/><author><name>Sérgio Maggio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15306060391762484472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_S5SIBnIY-RY/SKi1oJrroJI/AAAAAAAAARA/zuM1pMqmwFY/S220/P1070305.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-_lyOizP9X0Y/TtTYXchm12I/AAAAAAAABkE/KGk6UCmqxbA/s72-c/Dina%2BSfat%2B-%2BO%2BRei%2Bda%2BVela.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1532991008431072698.post-3157039252900312361</id><published>2011-11-08T12:27:00.002-02:00</published><updated>2011-11-08T12:33:46.129-02:00</updated><title type='text'>A batalha perdida contra as  cigarras</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-E59xOizuWPI/Trk9vlDdB6I/AAAAAAAABik/KCBEDtV7Es8/s1600/cigarracantante.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 246px; height: 259px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-E59xOizuWPI/Trk9vlDdB6I/AAAAAAAABik/KCBEDtV7Es8/s400/cigarracantante.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5672633093259593634" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/sergiomg.df@dabr.com.br"&gt;Sérgio Maggio&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Esta é a primeira primavera de Júlio em Brasília. Ele não sabe bem o que foi a seca de umidade de rachar os lábios. Chegou aqui num dia de temporal que lavou a grama esturricada pelo sol. Não viu os ipês roxos e amarelos florescerem. Não sentiu o desespero pela falta de chuva, nem a beleza do Cerrado que dribla a natureza e mantém-se digno sem água a banhar suas raízes. O rapaz, que veio para cidade a fim de enfrentar a maratona de concursos públicos, anda triste e arranhando as paredes do apartamento de tanta raiva. Não consegue encarar a sinfonia diária e ininterrupta de cigarras que fazem um concerto na árvore, cuja copa quase entra na sala de estar.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);"&gt;Nos primeiros dias, Júlio ficou tão nervoso que descarregou dois tubos de inseticida aerosol sobre as folhas da árvore. Tudo em vão. As cantantes, alheias à tentativa de genocídio, soltaram normalmente a voz. O que deixou o rapaz ainda mais enlouquecido. &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desesperado, ele resolveu montar uma espécie de espantalho e colocar na janela. Viu isso em algum desenho animado da infância. Pegou um melão e enfiou num cabo de vassoura, vestido com um abadá do último carnaval em Salvador. Pintou os olhos, abriu, com uma faca, uma bocarra ameaçadora e pôs o mostrengo amarrado na janela com vista para a superquadra.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Quase um milagre ocorreu. As cigarras pararam por alguns minutos. Júlio começou a bailar de felicidade pela casa a sua dança da vitória. Mas eis que, segundos depois, o “sisisisissi” foi retomado com intensidade nunca ouvida, como se as bichinhas estivessem gargalhando do ato patético de Júlio. Nervoso, o homem arrancou a carranca da janela com tanta força que o melão se desprendeu do cabo de vassoura e espatifou, em mil estilhaços, o vidro caríssimo da janela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 255);"&gt;Descontrolado, Júlio seguiu para o aparelho de som e despejou toda a sua coleção de heavy metal sobre o chão da sala. No corre-corre, cortou o pé. Quando pulava que nem um saci desgovernado de tanta dor, sentiu que as cigarras aumentaram o tom. Ali, decidiu levar a questão para o campo pessoal. Mesmo com o dedão pingando sangue, ele derramou sobre o piso a coleção de heavy metal. Led Zeppelin, Black Sabbath e Deep Purple foram lançados sobre a lajota branca e manchada de vermelho-sangue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;C&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;om as mãos trêmulas de ódio, lançou o primeiro CD em volume total. As cigarras respondiam à altura. O embate seguiu horas a fio. Ninguém parecia dar trégua. Júlio mergulhado nos acordes de guitarras e os insetos poderosos em seus agudos e graves. &lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;De repente, a porta do apartamento foi posta abaixo. Policiais, bombeiros, síndicos, pioneiros aposentados e até uma patronesse da alta sociedade adentraram no recinto enfurecidos. Júlio sem entender nada jogou-se no chão. Alguém gritou que ele estava drogado e tinha tentado suicídio. A patronesse desmaiou quando viu o chão riscado de sangue. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;O homem foi imobilizado, levado ao hospital para exames e, depois, à delegacia para ser autuado como perturbador da ordem pública. Os polícias lacraram a porta, desligaram o som e a normalidade enfim voltou àquela superquadra com o doce e insistente “sisisisisi” das cigarras. &lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1532991008431072698-3157039252900312361?l=blogcricriemcena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcricriemcena.blogspot.com/feeds/3157039252900312361/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1532991008431072698&amp;postID=3157039252900312361' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1532991008431072698/posts/default/3157039252900312361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1532991008431072698/posts/default/3157039252900312361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcricriemcena.blogspot.com/2011/11/batalha-perdida-contra-as-cigarras.html' title='A batalha perdida contra as  cigarras'/><author><name>Sérgio Maggio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15306060391762484472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_S5SIBnIY-RY/SKi1oJrroJI/AAAAAAAAARA/zuM1pMqmwFY/S220/P1070305.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-E59xOizuWPI/Trk9vlDdB6I/AAAAAAAABik/KCBEDtV7Es8/s72-c/cigarracantante.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1532991008431072698.post-2945897539289162361</id><published>2011-11-07T11:42:00.001-02:00</published><updated>2011-11-07T11:42:50.881-02:00</updated><title type='text'>Guerrilheira dos palcos</title><content type='html'>&lt;h3 class="post-title entry-title"&gt; &lt;a href="http://mitosdoteatrobrasileiro.blogspot.com/2011/11/guerrilheira-dos-palcos.html"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/h3&gt; &lt;div class="post-header"&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-KliTVEkt5eo/Tq__8LRIMUI/AAAAAAAABiM/27L_5ypFF6Q/s1600/Dina.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 290px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-KliTVEkt5eo/Tq__8LRIMUI/AAAAAAAABiM/27L_5ypFF6Q/s400/Dina.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5670031865164607810" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;CENTRO  CULTURAL BANCO DO BRASIL E MITOS DO TEATRO BRASILEIRO — ANO II ENCENAM A  VIDA E OBRA DE DINA SFAT, ATRIZ ÍCONE DA MODERNIDADE&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;No  gene de Dina Sfat, corre a força das mulheres do deserto judeu. A fibra  de luta é uma característica permanente na trajetória de uma das mais  inquietantes atrizes da história do teatro brasileiro. De secretária e  menina criada para o casamento judeu, rompeu-se uma artista que  politicamente pôs o destino pelo avesso. Com presença marcante nos dois  coletivos que nacionalizaram o teatro brasileiro, Arena e Oficina, a  menina judia que nasceu no Alto da Lapa (RJ) construiu uma carreira de  repertório impecável no teatro, no cinema e na televisão. No dia 22 de  novembro, terça-feira, às 20h, no Centro Cultural Banco do Brasil  (CCBB), o projeto Mitos do Teatro Brasileiro rende-se à memória da jovem  dama, morta aos 50 anos, com as presenças de Maria Alice Vergueiro e  Ednei Giovenazzi. A entrada é franca e as senhas serão distribuídas uma  hora antes da apresentação. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;A arte de Dina Sfat foi semeada pela  dedicação e pela descoberta de um teatro potente capaz de dialogar com o  mundo presente. Ela começa encenando textos de Brecht no Teatro do  Estudante, de Paschoal Carlos Magno, até entrar, pelas mãos de Augusto  Boal, no Arena, onde se faz presente nas antológicas montagens Arena  Conta Zumbi e Arena Conta Tiradentes. Ali, em ambiente predominantemente  masculino, desbrava a atuação feminina e política no teatro nacional,  uma das bandeiras que carrega até a morte precoce em 1989. A atriz está  também associada à histórica temporada de O rei da vela, do Teatro  Oficina, em 1968, que associa o movimento teatral à Tropicália.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;Para  testemunhar sobre os caminhos artísticos de Dina Sfat, Maria Alice  Vergueiro volta a Brasília a fim de relembrar a antropofagia de O rei da  vela e a presença marcante de Dina Sfat no teatro. “Adoro ela, tenho  carinho e boas lembranças de trabalhos divididos”, lembra a dama do  teatro cult no Brasil, que recentemente fez estrondoso sucesso no palco  do CCBB com As três velhas. Ao seu lado, estará um dos atores mais  talentosos e dedicados à arte teatral no país, Ednei Giovenazzi, que  fez, com Dina Sfat, um dos seus maiores sucessos: Hedda Gabler. “Sempre  penso em Dina, é como uma oração”, confessa. No formato de  teatro-documentário, os depoimentos de Maria Alice Vergueiro e Ednei  Giovenazzi estarão misturados a cenas escritas pelo diretor-dramaturgo  Sérgio Maggio e vividas pelos atores J. Abreu e Juliana Drummond.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;Mitos  do Teatro Brasileiro é projeto alicerçado na memória daqueles que  fizeram do teatro uma missão de vida e de expressão. Durante dois anos,  encenou biografias cênicas de Dulcina de Moraes, Dercy Gonçalves,  Procópio Ferreira, Cacilda Becker, Nelson Rodrigues, Chico Anysio, Maria  Clara Machado, Plínio Marcos, Paulo Autran, Lélia Abramo e Augusto  Boal. “Pelo palco do CCBB Brasília, montamos uma panorama profundo e  sensorial sobre a saga do teatro nacional do século 20, das companhias  aos coletivos modernos. Além do sucesso de público e crítica, vimos  surgir diante dos nossos olhos um profundo amor da plateia ao teatro  brasileiro ”, aponta Maggio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt; Acompanhe a pesquisa do projeto no blog&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt; www.mitosdoteatrobrasileiro.blogspot.com e siga-o no Twitter @mitosdoteatro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;SERVIÇO:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;Mitos do Teatro Brasileiro  — Dina Sfat&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;Data:            22 de novembro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;Horário:     terça-feira, às 20h&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;Duração:     100 minutos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;Ingressos:  Entrada franca. Senhas serão distribuídas na bilheteria com uma hora antecedência.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;Direção e dramaturgia: Sérgio Maggio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;Com: J. Abreu e Juliana Drummond&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;Debatedores: Maria Alice Vergueiro e Ednei Giovenazzi&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;Classificação indicativa: 12 anos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;Local: Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (CCBB) – SCES, Trecho 2, Lote 22, Brasília&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;Telefone: (61) )   3108-7600&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;O  CCBB disponibiliza ônibus gratuito, identificado com a marca do Centro  Cultural. O transporte funciona de terça a domingo, saindo do Teatro  Nacional a partir das 11h.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;Trajeto e Horários &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;Teatro   Nacional: 11h, 12h25, 13h50, 15h15, 16h40, 18h05, 19h30, 20h55, 22h&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;SHN –   Manhattan: 11h05, 12h30, 13h55, 15h20, 16h45, 18h10, 19h35, 21h, 22h05&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;SHS –   Hotel Nacional: 11h10, 12h35, 14h, 15h25, 16h50, 18h15, 19h40, 21h05, 22h10&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;SBS –   Galeria dos Estados: 11h15, 12h40, 14h05, 15h30, 16h55, 18h20, 19h45, 21h10,   22h15&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;Biblioteca   Nacional: 11h20, 12h45, 14h10, 15h35, 17h, 18h25, 19h50, 21h15, 22h20&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;UNB –   Inst. Artes: 11h30, 12h55, 14h20, 15h45, 17h10, 18h35, 20h, 21h25, 22h30&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;UNB –   Biblioteca: 11h35, 13h, 14h25, 15h50, 17h15, 18h40, 20h05, 21h30, 22h35&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;CCBB: 12h10, 13h35, 15h, 16h25, 17h50, 19h15,   20h40, 21h45, 22h45&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;Assessoria de Comunicação&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;Âncora Comunicação&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;Carla Spegiorin&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;E-mails: carla@ancoracom.com.br e carlaspegiorin@gmail.com&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;Telefone: (61) 8404-6069&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;Mariana Uchôa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;E-mail: mariana.uchoa.alves@gmail.com&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;Telefone: (61) 9666-1221&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;                &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1532991008431072698-2945897539289162361?l=blogcricriemcena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcricriemcena.blogspot.com/feeds/2945897539289162361/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1532991008431072698&amp;postID=2945897539289162361' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1532991008431072698/posts/default/2945897539289162361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1532991008431072698/posts/default/2945897539289162361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcricriemcena.blogspot.com/2011/11/guerrilheira-dos-palcos.html' title='Guerrilheira dos palcos'/><author><name>Sérgio Maggio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15306060391762484472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_S5SIBnIY-RY/SKi1oJrroJI/AAAAAAAAARA/zuM1pMqmwFY/S220/P1070305.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-KliTVEkt5eo/Tq__8LRIMUI/AAAAAAAABiM/27L_5ypFF6Q/s72-c/Dina.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1532991008431072698.post-7017862631522948083</id><published>2011-10-26T10:52:00.000-02:00</published><updated>2011-10-26T10:54:03.580-02:00</updated><title type='text'>Elisa visita Dulcina</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Brasília faz parte do círculo íntimo de Elisa Lucinda. Há mais de dois anos, ela exercita semanalmente a criação de crônicas. Muitas falam de uma cidade que escapa do rótulo de sede do poder público. A atriz, cantora e poeta percorreu, em palavras, da natureza ao concreto. O cerrado, o céu, as curvas e retas dos arquitetos são motes para crônicas poéticas ou poesias crônicas. Não importa o formato, a escritora sempre o rompeu em nome de um delicado sentimento de pertencimento. “Tenho uma onda com Brasília, é espiritual, há um registro emocional em mim, é como voltar para casa depois de um tempo fora. Sinto a mesma coisa quando retorno para o Espírito Santo (terra natal)”, conta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Hoje, Elisa Lucinda desembarca para comandar oficina Da utilidade da poesia, do projeto Vivo EnCena, na Faculdade de Artes Dulcina de Moraes. Uma vivência para 20 participantes de diversas formações. “Fico impressionada como a poesia é instrumento que recupera os recursos humanos. Quando a gente ensina um gerente de banco e um operador de telemarketing, por exemplo, a decorar um poema, eles voltam para aquele lugar da criatividade da infância, por vezes, tolhida. O gago, o medo de falar, muitas vezes promovidos pela escola preconceituosa, que chama o aluno de ‘lerdo’, ‘bagunceiro’, ‘indisciplinado’. Esse trabalho recupera a relação com a gente, sensibiliza o olhar”, conta.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 255);"&gt;Com inscrições encerradas, a oficina de 20 alunos é oportunidade para Elisa Lucinda rever a Brasília que está nos seus planos afetivos e profissionais. Aqui, por exemplo, ela deseja, um dia, correr com seus espetáculos pelas cidades do DF. Acredita que pode contribuir para mostrar uma outra capital ao Brasil, de outra forma. “Há uma Brasília sensível, moderna e muito interessante a ser focada”, conta Elisa Lucinda, que, naturalmente, põe a cidade em sua rota. “Acabei de estrear um show no Teatro Rival e pensei em fazer em Vitória e em Brasília.” &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 255);"&gt;Com convite para entrar em novela da TV Globo, que ela não pode revelar a pedido do autor da trama, Elisa Lucinda corre para dar conta de tanto compromisso. Pare de falar mal da rotina, espetáculo de bolso que recentemente virou livro, não para de ser requisitado. Quando não está no check-in do Aeroporto, cuida das atividades da Casa Poema, no Rio de Janeiro, centro de cursos e saraus vibrantes, bem a cara e o estilo de Elisa Lucinda que, quando recita, inunda o ambiente de desejos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1532991008431072698-7017862631522948083?l=blogcricriemcena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcricriemcena.blogspot.com/feeds/7017862631522948083/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1532991008431072698&amp;postID=7017862631522948083' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1532991008431072698/posts/default/7017862631522948083'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1532991008431072698/posts/default/7017862631522948083'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcricriemcena.blogspot.com/2011/10/elisa-visita-dulcina.html' title='Elisa visita Dulcina'/><author><name>Sérgio Maggio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15306060391762484472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_S5SIBnIY-RY/SKi1oJrroJI/AAAAAAAAARA/zuM1pMqmwFY/S220/P1070305.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1532991008431072698.post-1018659828149508973</id><published>2011-10-20T15:24:00.004-02:00</published><updated>2011-10-20T15:38:49.716-02:00</updated><title type='text'>Teatro Subversão de palco e plateia</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;Foto Ronaldo Oliveira&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-WZiI7rH2PVo/TqBbjVk5BzI/AAAAAAAABgU/eAzvDx1NwoU/s1600/mitosbola.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 266px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-WZiI7rH2PVo/TqBbjVk5BzI/AAAAAAAABgU/eAzvDx1NwoU/s400/mitosbola.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5665628993877509938" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 255);"&gt;Mariana Moreira&lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;  &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Acostumados a serem receptores da ação teatral, os espectadores do projeto Mitos do Teatro Brasileiro, que homenageou o diretor e dramaturgo Augusto Boal nesta terça-feira, viveram uma experiência diferente. Durante alguns instantes, foram deslocados para a posição de atores, ou espect-atores, para usar expressão cunhada pelo próprio homenageado. Antes dos depoimentos da noite, feitos por Amir Haddad, Aderbal Freire Filho e pela viúva do teatrólogo, Cecília Boal, os comandantes da parte cênica da homenagem, os atores J. Abreu e Sílvia Paes, apresentaram um impasse, baseado no Teatro do Oprimido, criado por Boal. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Diante do impasse, uma mulher que quer ensaiar um espetáculo mas é reprimida pelo marido, a plateia foi convidada a debater soluções possíveis, além de subir ao palco e encenar sua sugestão. O exercício rendeu cinco alternativas apresentadas pelo público.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Antes de relembrar o amigo, o diretor e professor de teatro Amir Haddad, pediu que as luzes do Teatro do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), fossem acesas. “Não combina com o Boal deixar a plateia mergulhada no escuro e o palco superavalorizado”, explicou.&lt;/span&gt; &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;Em seu tributo, Haddad ressaltou a grande contribuição dada pelo amigo ao teatro. “O teatro não depende do mistério. Essa desilusão faz parte da desmistificação. Todo mundo pode fazer teatro. Ele é uma atividade pública feita por particulares”, defendeu. Seu depoimento, de forte teor político, atribuiu a Boal um esforço para liberar o teatro de uma opressão ideológica imposta pela sociedade burguesa capitalista.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 0, 0);"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 51, 204);"&gt;Após assistir à cena que evoca os tempos em que o homenageado dirigiu o show Opinião, Aderbal Freire-Filho fez questão de incluir Boal no panteão de mestres universais da cena. “O Teatro do Oprimido é, merecidamente, seu legado mais conhecido. Mas ele era um mestre e mestres não podem ser contidos em uma criação. O autor Boal eram muitos. O diretor, também”, exemplificou Freire-Filho, que citou a criação do artista-cidadão como uma das principais contribuições do diretor. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 0, 0);"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 255);"&gt;O desfecho ficou por conta da mulher do artista, Cecília Boal, que revelou sua preocupação com uma abordagem menos política e mais superficial do legado do marido. “Essa quebra dos limites entre o palco e a plateia é um convite à transgressão, mas precisa seguir regras. É importante que seja uma assembleia onde se pensa junto, e de onde se pode sair com uma possibilidade de ação concreta”, reforçou ela. “ Augusto Boal é como Raul Seixas: vai ficando cada vez melhor”, concluiu Amir Haddad. &lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 204, 0);"&gt;Tributos&lt;/span&gt; --  &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 255);"&gt;O projeto, que revisita as trajetórias de grandes nomes das artes cênicas nacionais, já homenageou Dulcina de Moraes, Dercy Gonçalves, Procópio Ferreira, Nelson Rodrigues, Cacilda Becker, Chico Anysio, Maria Clara Machado, Plínio Marcos, Lélia Abramo e Paulo Autran. A temporada se encerra em 22 de novembro, com um tributo à atriz Dina Sfat. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1532991008431072698-1018659828149508973?l=blogcricriemcena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcricriemcena.blogspot.com/feeds/1018659828149508973/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1532991008431072698&amp;postID=1018659828149508973' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1532991008431072698/posts/default/1018659828149508973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1532991008431072698/posts/default/1018659828149508973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcricriemcena.blogspot.com/2011/10/teatro-subversao-de-palco-e-plateia.html' title='Teatro Subversão de palco e plateia'/><author><name>Sérgio Maggio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15306060391762484472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_S5SIBnIY-RY/SKi1oJrroJI/AAAAAAAAARA/zuM1pMqmwFY/S220/P1070305.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-WZiI7rH2PVo/TqBbjVk5BzI/AAAAAAAABgU/eAzvDx1NwoU/s72-c/mitosbola.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1532991008431072698.post-7454933292713873314</id><published>2011-10-18T11:45:00.000-02:00</published><updated>2011-10-18T11:50:21.883-02:00</updated><title type='text'>Meu senhor, Augusto Boal</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; line-height: 18px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;div class="news_heading" style="padding-top: 0px; padding-right: 18px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="h1" style="text-align: center;padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 5px; margin-right: 0px; margin-bottom: 5px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; 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margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 13px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;a class="yellowlight" href="mailto:" style="text-decoration: none; color: rgb(239, 179, 30); padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 13px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;Mariana Moreira&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="padding-top: 2px; padding-right: 4px; padding-bottom: 2px; padding-left: 4px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 13px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="bluelight" style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 13px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; color: rgb(102, 102, 153); "&gt;Publicação:&lt;/span&gt; &lt;span style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 13px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;18/10/2011 08:15&lt;/span&gt; &lt;span class="bluelight" style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 13px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; color: rgb(102, 102, 153); "&gt;Atualização:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="news_body" style="padding-top: 0px; padding-right: 18px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;div class="font_change" style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;div id="abanoticia" style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; display: block; "&gt;&lt;p style="padding-top: 10px; padding-right: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 13px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;/p&gt;&lt;table class="image left" style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 10px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; font-size: 13px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; color: rgb(51, 51, 51); float: left; width: 1px; border-collapse: collapse !important; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;tbody style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 13px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;tr style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 13px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;td style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 13px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;img src="http://imgsapp2.correiobraziliense.com.br/app/noticia_127983242361/2011/10/18/274345/20111018083440508005u.jpg" alt="Augusto Boal deixou 22 livros escritos, traduzidos para mais de 20 idiomas (Zuleika de Souza/CB/D.A Press )" title="Augusto Boal deixou 22 livros escritos, traduzidos para mais de 20 idiomas (Zuleika de Souza/CB/D.A Press )" border="0" style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: rgb(68, 68, 68); border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-top-style: solid; border-right-style: solid; border-bottom-style: solid; border-left-style: solid; border-top-color: transparent; border-right-color: transparent; border-bottom-color: transparent; border-left-color: transparent; -webkit-box-shadow: rgba(0, 0, 0, 0.199219) 0px 0px 0px; box-shadow: rgba(0, 0, 0, 0.199219) 0px 0px 0px; border-top-left-radius: 0px 0px; border-top-right-radius: 0px 0px; border-bottom-right-radius: 0px 0px; border-bottom-left-radius: 0px 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 13px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-style: initial; border-color: initial; color: rgb(51, 51, 51); background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; " /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 13px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 13px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;td class="zebra" style="padding-top: 2px; padding-right: 5px; padding-bottom: 2px; padding-left: 5px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 17px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; color: rgb(148, 148, 148); background-color: rgb(246, 246, 246); "&gt;Augusto Boal deixou 22 livros escritos, traduzidos para mais de 20 idiomas&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="padding-top: 10px; padding-right: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 13px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="padding-top: 10px; padding-right: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size: 13px; font-weight: bold; "&gt;“&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;b&gt;Existem lugares no mundo em que as pessoas conhecem ele e não conhecem Pelé.” A frase é do diretor e professor teatral Amir Haddad, sobre o amigo Augusto Boal, diretor, dramaturgo e ensaísta que influenciou profundamente a cultura brasileira e criou novos limites para o jogo dramático. O próprio Haddad já comprovou esse prestígio. Durante uma viagem à Alemanha, entrou em uma livraria e pediu obras sobre teatro. O vendedor, então, disse que mostraria a ele algo especial, e o levou a uma estante de livros escritos por Boal. O legado do criador do Teatro do Oprimido será foco de mais uma edição do projeto Mitos do Teatro Brasileiro, em cartaz hoje, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), a partir das 20h.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O método criado por Boal, hoje presente em mais de 77 países, nos cinco continentes, casava teatro com pedagogia, tendo a transformação social como alicerce. A ideia era usar a ação dramática para formar lideranças nas centros urbanos, subúrbios e comunidades rurais. “É o teatro no sentido mais arcaico do termo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os seres humanos são atores — porque atuam — e espectadores — porque observam. Somos todos espect-atores”, escreveu o próprio Boal. Utilizado por não atores, serviria como instrumento de reflexão política. Seu conjunto de exercícios e jogos cênicos resultou em um novo método de preparação de atores, que teve impacto mundial.&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;table class="image right" style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 10px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; float: right !important; width: 1px; border-collapse: collapse !important; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;tbody style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;tr style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;td style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;b&gt;&lt;img src="http://imgsapp2.correiobraziliense.com.br/app/noticia_127983242361/2011/10/18/274345/20111018083540726243a.jpg" alt="Cecília Boal: luta para preservar o acervo do marido no Brasil (Institutoaugustoboal.wordpress.com)" title="Cecília Boal: luta para preservar o acervo do marido no Brasil (Institutoaugustoboal.wordpress.com)" border="0" style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: rgb(68, 68, 68); border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; 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margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;td class="zebra" style="padding-top: 2px; padding-right: 5px; padding-bottom: 2px; padding-left: 5px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; background-color: rgb(246, 246, 246); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;b&gt;Cecília Boal: luta para preservar o acervo do marido no Brasil&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;Amir Haddad, por sinal, é um dos convidados a participar da noite, com formato de teatro-documentário, e dar um depoimento sobre o diretor. “Ele era uma voz atuante, um emblema de resistência, de possibilidade de construção de um outro mundo. Não esse mundo de corrupção, discriminação racial, segregação, saneamento étnico, violência e injustiça”, defende. Em 1992, Boal candidatou-se ao cargo de vereador, pelo Rio de Janeiro, e Haddad era confundido com ele nas ruas. Ao sair da cabine de voto, ouviu de um eleitor: “Votei em você”. “Eu tinha orgulho em ser confundido com alguém que abriu caminhos importantes e corajosos para a população brasileira. Caminhos que vão além do discurso ideológico, são atitudes humanistas”, afirma.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;p style="padding-top: 10px; padding-right: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="padding-top: 10px; padding-right: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="padding-top: 10px; padding-right: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;b&gt;A atuação de Boal não se resume a elevar o teatro ao posto de ferramenta social e política. Antes do Teatro do Oprimido, que ganhou formatação nos anos 1970, durante o exílio que o levou a viver entre a Argentina e a França, ele já acumulava longa experiência nos palcos. Integrou o Teatro de Arena, uma das maiores companhias brasileiras, e dirigiu espetáculos históricos. Durante a ditadura militar, realizou o famoso show Opinião, com Zé Keti, João do Vale e Nara Leão, que depois seria substituída pela estreante Maria Bethânia. Deixou 22 livros escritos, traduzidos para mais de 20 idiomas. Em 2008, foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz, e no ano seguinte foi nomeado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) embaixador mundial do teatro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;Como Brecht&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Quando Boal faleceu, vítima de uma leucemia, em 2009, o diretor Aderbal Freire-Filho declarou: “Ele é um dos deuses do arquipélago do teatro, um dos mitos da nossa religião”. Também convidado a falar sobre o amigo na homenagem, Freire-Filho defende que Boal, ao lado de mestres como Constantin Stanislavksi e Bertolt Brech, marcou o século 20. “O que esses mestres têm de maior é propor um avanço, fazer com que o teatro vá mais longe na relação com a sociedade”, defende. Outra contribuição marcante, aponta Freire-Filho, é a criação dos seminários de dramaturgia, que revelaram textos clássicos de Oduvaldo Vianna Filho e Gianfranceso Guarnieri.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="padding-top: 10px; padding-right: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;table class="image right" style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 10px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; float: right !important; width: 1px; border-collapse: collapse !important; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;tbody style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;tr style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;td style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;b&gt;&lt;img src="http://imgsapp2.correiobraziliense.com.br/app/noticia_127983242361/2011/10/18/274345/20111018083646793936o.jpg" alt="Amir Haddad: saudades do colega e criador do Teatro do Oprimido (Jose Varella/CB/D.A Press )" title="Amir Haddad: saudades do colega e criador do Teatro do Oprimido (Jose Varella/CB/D.A Press )" border="0" style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: rgb(68, 68, 68); border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-top-style: solid; border-right-style: solid; border-bottom-style: solid; border-left-style: solid; border-top-color: transparent; border-right-color: transparent; border-bottom-color: transparent; border-left-color: transparent; -webkit-box-shadow: rgba(0, 0, 0, 0.199219) 0px 0px 0px; box-shadow: rgba(0, 0, 0, 0.199219) 0px 0px 0px; border-top-left-radius: 0px 0px; border-top-right-radius: 0px 0px; border-bottom-right-radius: 0px 0px; border-bottom-left-radius: 0px 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-style: initial; border-color: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; " /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;td class="zebra" style="padding-top: 2px; padding-right: 5px; padding-bottom: 2px; padding-left: 5px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; background-color: rgb(246, 246, 246); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;b&gt;Amir Haddad: saudades do colega e criador do Teatro do Oprimido&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="padding-top: 10px; padding-right: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="padding-top: 10px; padding-right: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;b&gt;O tributo contará ainda com os atores J. Abreu, codiretor do evento, a atriz Sílvia Paes e atores da Cia. Trincheira de Teatro, em cenas inéditas criadas pelo dramaturgo Sérgio Maggio. A primeira delas evoca o Teatro Fórum, uma das bases do sistema desenvolvido por Boal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nele, a barreira entre plateia e palco é destruída e os espectadores dialogam livremente com os atores. Uma cena em que há conflito e opressão será apresentada, e o público poderá assumir o papel de protagonista, apresentando soluções possíveis. Na segunda encenação, será revivida uma história real, dos bastidores do show Opinião. Além de atriz do Teatro do Concreto, Sílvia é multiplicadora das técnicas de Boal no Centro-Oeste. “O Teatro do Oprimido não é utopia. Ele não transforma o mundo inteiro, mas transforma sua própria vida. Eu mudei, como mulher e cidadã”, afirma.&lt;br /&gt;&lt;span style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;br /&gt;Mitos do Teatro Brasileiro — Augusto Boal&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;Hoje, às 20h, no Teatro do Centro Cultural Banco do Brasil (SCES, Trecho 2, Lote 22 - 3108-7600). Participação de Aderbal Freire-Filho e Amir Haddad. Com J. Abreu e Sílvia Paes. Entrada franca, mediante retirada de senhas, distribuídas com meia hora de antecedência. Não recomendado para menores de 12 anos.&lt;/em&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1532991008431072698-7454933292713873314?l=blogcricriemcena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcricriemcena.blogspot.com/feeds/7454933292713873314/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1532991008431072698&amp;postID=7454933292713873314' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1532991008431072698/posts/default/7454933292713873314'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1532991008431072698/posts/default/7454933292713873314'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcricriemcena.blogspot.com/2011/10/meu-senhor-augusto-boal.html' title='Meu senhor, Augusto Boal'/><author><name>Sérgio Maggio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15306060391762484472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_S5SIBnIY-RY/SKi1oJrroJI/AAAAAAAAARA/zuM1pMqmwFY/S220/P1070305.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1532991008431072698.post-7751447790931172643</id><published>2011-10-17T09:38:00.001-02:00</published><updated>2011-10-17T09:38:36.162-02:00</updated><title type='text'>Boal no CCBB - 18/10</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;strong id="subtit1"&gt;Teatro de Boal é lembrado terça no CCBB&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;      &lt;p&gt;&lt;strong&gt;16/10/2011&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;      &lt;!-- Imagem de Destaque --&gt;                  &lt;div class="ilustracao"&gt;&lt;a class="cboxElement" href="http://www.brasiliagenda.com.br/midia/noticia/1469_g.jpg" rel="foto_ampliada" title="Augusto Boal_foto de divulgação"&gt;&lt;img src="http://www.brasiliagenda.com.br/midia/noticia/1469_m.jpg" alt="Augusto Boal_foto de divulgação" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;                       &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Projeto Mitos do Teatro tem encenação, conversa e depoimentos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;“O Teatro do Oprimido é o teatro no sentido mais arcaico do termo. Todos os seres humanos são atores - porque atuam - e espectadores - porque observam. Somos todos espect-atores”. A sentença é do teatrólogo &lt;strong&gt;Augusto Boal&lt;/strong&gt; (1931-2009), o criador do método do Teatro do Oprimido, também do Teatro Invisível, do Teatro Imagem e de movimentos fundamentais do teatro brasileiro que se renovou na segunda metade da década de 1950. A vida e a obra do carioca que se tornou referência mundial nos métodos teatrais são lembradas pela série &lt;em&gt;Mitos do Teatro Brasileiro&lt;/em&gt;, nesta terça, às 20h, no CCBB.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O projeto dirigido por Sérgio Maggio e J.Abreu tem como destaque da homenagem as participações dos diretores Aderbal Freire-Filho e Amir Haddad, dois grandes conhecedores da trajetória de Boal e dois pensadores-realizadores também fundamentais na nossa história teatral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Augusto Boal surgiu para o teatro, depois de pós-graduar-se em engenharia química e fazer um curso de teatro em Nova York, como a principal liderança do Teatro de Arena em 1960. Foi perseguido pelo regime militar, preso e exilado. No exterior, desenvolve as bases do Teatro do Oprimido, método que foi adotado mundo afora e o projetou como um dos grandes nomes do teatro do século 20.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O crítico Yam Michalski resumiu bem a abrangência da presença de Boal no teatro brasileiro: “Até o golpe de 1964, a atuação de Augusto Boal à frente do Teatro de Arena foi decisiva para forjar o perfil dos mais importantes passos que o teatro brasileiro deu na virada entre as décadas de 1950 e 1960. Uma privilegiada combinação entre profundos conhecimentos especializados e uma visão progressista da função social do teatro conferiu-lhe, nessa fase, uma destacada posição de liderança. Entre o golpe e a sua saída para o exílio, essa liderança transferiu-se para o campo da resistência contra o arbítrio, e foi exercida com coragem e determinação. No exílio, reciclando a sua ação para um terreno intermediário entre teatro e pedagogia, ele lançou teses e métodos que encontraram significativa receptividade pelo mundo afora, e fizeram dele o homem de teatro brasileiro mais conhecido e respeitado fora do seu país".&lt;br /&gt;da redação&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;serviço&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mitos do Teatro Brasileiro – Augusto Boal&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;data:18 de outubro&lt;br /&gt;hora: 20h&lt;br /&gt;local: Teatro I do CCBB&lt;br /&gt;entrada franca&lt;br /&gt;classificação 12 anos&lt;br /&gt;informações 3108 7600&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1532991008431072698-7751447790931172643?l=blogcricriemcena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcricriemcena.blogspot.com/feeds/7751447790931172643/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1532991008431072698&amp;postID=7751447790931172643' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1532991008431072698/posts/default/7751447790931172643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1532991008431072698/posts/default/7751447790931172643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcricriemcena.blogspot.com/2011/10/boal-no-ccbb-1810.html' title='Boal no CCBB - 18/10'/><author><name>Sérgio Maggio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15306060391762484472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_S5SIBnIY-RY/SKi1oJrroJI/AAAAAAAAARA/zuM1pMqmwFY/S220/P1070305.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1532991008431072698.post-7621816525199759636</id><published>2011-10-17T09:16:00.000-02:00</published><updated>2011-10-17T09:17:18.478-02:00</updated><title type='text'>Crítica do Cabaré das Donzelas Inocentes</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(17, 17, 17); font-family: 'Lucida Grande', 'Lucida Sans', 'Lucida Sans Unicode', 'DejaVu Sans', Arial, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 19px; background-color: rgb(210, 210, 9); "&gt;&lt;h1 class="title" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; font-family: 'Lucida Grande', 'Lucida Sans', 'Lucida Sans Unicode', 'DejaVu Sans', Arial, sans-serif; clear: both; display: block; font-style: normal; font-variant: normal; letter-spacing: -1px; line-height: 33px; font-size: 2em; "&gt;O dilema da vida&lt;/h1&gt;&lt;div id="content" class="clearfix" style="display: block; "&gt;&lt;div id="node-162" class="node clearfix node-story node-full published promoted not-sticky without-photo " style="display: block; clear: both; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 1em; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;&lt;div class="meta" style="color: rgb(119, 119, 119); padding-top: 1em; padding-right: 1em; padding-bottom: 1em; padding-left: 1em; width: 479px; "&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; "&gt;Enviado por secom, seg, 18/10/2010 - 09:53&lt;/p&gt;&lt;div class="terms" style="font-size: 1.1em; margin-top: 0.25em; "&gt;&lt;span class="icon" style="background-image: url(http://hotsites.vitoria.es.gov.br/festivaldeteatro/themes/sky/images/sprites-16.png); background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: initial; width: 16px; height: 16px; display: block; float: left; background-position: -169px -1224px; background-repeat: no-repeat no-repeat; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;ul style="margin-top: 0px !important; margin-right: 0px !important; margin-bottom: 0px !important; margin-left: 0px !important; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; list-style-type: disc; border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; font-size: 0.9em; display: inline; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; "&gt;&lt;li class="taxonomy_term_158 first last" style="margin-top: 0.25em; margin-right: 0.65em; margin-bottom: 0.25em; margin-left: 0.65em; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; display: inline; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; "&gt;&lt;a href="http://hotsites.vitoria.es.gov.br/festivaldeteatro/index.php?q=category/palavras-chave/festival-de-teatro" rel="tag" title="" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; color: rgb(49, 76, 116); text-decoration: none; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; "&gt;festival de teatro&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="content clearfix" style="display: block; padding-top: 1em; padding-right: 0px; padding-bottom: 1em; padding-left: 0px; clear: both; "&gt;&lt;p style="margin-top: 5px; margin-right: 0px; margin-bottom: 15px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; text-align: justify; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small; "&gt; &lt;img class="mceItem" src="http://hotsites.vitoria.es.gov.br/festivaldeteatro/sites/default/files/imagens/interna_cabare02.jpg" alt="" width="250" height="184" style="border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; float: left; margin-top: 4px; margin-right: 4px; margin-bottom: 4px; margin-left: 4px; " /&gt;&lt;/span&gt;Mais do que a força das histórias contadas durante toda a encenação, a grande surpresa da peça “Cabaré das Donzelas Inocentes” se dá ao final. Já imerso na profundeza do cotidiano e no passado de quatro prostitutas, personagens que conduzem o roteiro, o público é confrontado com a realidade: tudo o que ali foi dito realmente aconteceu na vida real.&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small; "&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 10px; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 5px; margin-right: 0px; margin-bottom: 15px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; text-align: justify; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; "&gt;&lt;b&gt;A peça dirigida por Murilo Grossi e William Ferreira e com Adriana Lodi, Bidô Galvão, Catarina Accioly e Carmen Moretzon no elenco é baseada em histórias verídicas contadas por garotas de programa a Sérgio Maggio. As memórias publicadas no livro “Conversas de Cafetinas” (Arquipélago Editorial).&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 5px; margin-right: 0px; margin-bottom: 15px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; text-align: justify; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; "&gt;&lt;b&gt;A apresentação da peça no Teatro Carlos Gomes foi no último sábado e lotou o teatro localizado na Praça Costa Pereira. “Cabaré das Donzelas Inocentes” conta a história de Cabeluda, China, Minininha e Saiana, que estão num bordel onde não entra mais nenhum cliente. Enquanto tocam a vida, para muitos tidas como ordinária, elas expõem as memórias, que se desmancham diante do espectador com um novelo de lã.&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 5px; margin-right: 0px; margin-bottom: 15px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; text-align: justify; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; "&gt;&lt;b&gt;“Senti que a peça tem um texto denso, que busca tocar mesmo nas feridas da sociedade brasileira, já que essa realidade é muito comum em todas as cidades do País”, comenta o comerciante Paulo Henrique Machado.&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1532991008431072698-7621816525199759636?l=blogcricriemcena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcricriemcena.blogspot.com/feeds/7621816525199759636/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1532991008431072698&amp;postID=7621816525199759636' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1532991008431072698/posts/default/7621816525199759636'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1532991008431072698/posts/default/7621816525199759636'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcricriemcena.blogspot.com/2011/10/critica-do-cabare-das-donzelas.html' title='Crítica do Cabaré das Donzelas Inocentes'/><author><name>Sérgio Maggio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15306060391762484472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_S5SIBnIY-RY/SKi1oJrroJI/AAAAAAAAARA/zuM1pMqmwFY/S220/P1070305.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1532991008431072698.post-1088504954116552105</id><published>2011-10-17T08:34:00.000-02:00</published><updated>2011-10-17T08:35:32.759-02:00</updated><title type='text'>Augusto Boal homenageado no CCBB</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, FreeMono, monospace; line-height: 18px; background-color: rgb(20, 20, 20); "&gt;&lt;h3 class="post-title entry-title" style="font-size: 13px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; position: relative; font: normal normal bold 22px/normal Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(255, 255, 255); "&gt;O l&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;div class="post-header" style="font-size: 13px; line-height: 1.6; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; "&gt;&lt;div class="post-header-line-1"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="post-body entry-content" id="post-body-648817861528878790" style="width: 536px; position: relative; line-height: 1.4; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size: 13px; "&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-tB0tNB5BxbI/Tpv2oT-YAoI/AAAAAAAABdg/6_kWJk1F9xE/s1600/boal2%2Bc%25C3%25B3pia.jpg" style="text-decoration: none; "&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/-tB0tNB5BxbI/Tpv2oT-YAoI/AAAAAAAABdg/6_kWJk1F9xE/s400/boal2%2Bc%25C3%25B3pia.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5664392128765624962" style="border-top-style: solid; border-right-style: solid; border-bottom-style: solid; border-left-style: solid; border-width: initial; border-color: initial; position: relative; padding-top: 8px; padding-right: 8px; padding-bottom: 8px; padding-left: 8px; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: rgb(68, 68, 68); border-top-width: 1px; border-right-width: 1px; border-bottom-width: 1px; border-left-width: 1px; border-top-color: transparent; border-right-color: transparent; border-bottom-color: transparent; border-left-color: transparent; -webkit-box-shadow: rgba(0, 0, 0, 0.199219) 0px 0px 0px; box-shadow: rgba(0, 0, 0, 0.199219) 0px 0px 0px; border-top-left-radius: 0px 0px; border-top-right-radius: 0px 0px; border-bottom-right-radius: 0px 0px; border-bottom-left-radius: 0px 0px; display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; text-align: center; cursor: pointer; width: 153px; height: 400px; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; " /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;h1 style="text-align: center;margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; position: relative; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;O&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Calibri, sans-serif; line-height: 21px; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL E O PROJETO MITOS DO TEATRO BRASILEIRO — ANO II CELEBRAM A VIDA E A OBRA DE AUGUSTO BOAL, O CRIADOR DO TEATRO DO OPRIMIDO&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Corpodetexto22" style="text-align: center; "&gt;&lt;span style="line-height: 14px; font-family: Calibri, sans-serif; font-style: normal; "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; margin-left: 14.2pt; text-indent: 35.45pt; "&gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Durante mais de 50 anos dedicados ao teatro, uma pergunta persistente seguia Augusto Boal em inúmeras entrevistas. “Como o senhor se define? Um dramaturgo, um diretor, um homem de esquerda, um teatrólogo? Múltiplo e sem caber em rótulos, ele, um dia, teve uma inspiração. Lembrou-se que Simón Bolivar, o revolucionário que libertou a América Espanhola do colonialismo: “Ele se dizia ser um lavrador do mar -- lavra-se uma onda, mas tem sempre outra se aproximando. É assim que me sinto. Um lavrador do mar”, concluiu Augusto Boal, um dos maiores nome do teatro do Brasil e do mundo. A memória dele será celebrada &lt;i&gt;no dia 18 de outubro&lt;/i&gt; &lt;i&gt;(terça-feira),&lt;/i&gt; às &lt;i&gt;20h, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), com entrada franca. &lt;/i&gt;As senhas para o encontro devem ser retiradas meia hora antes do evento).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Corpodetexto22" style="text-align: center; margin-left: 14.2pt; text-indent: 35.45pt; line-height: normal; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif; font-style: normal; "&gt;Engenheiro químico formado, Augusto Boal não conseguiu dizer “não” ao chamado dos palcos. Amigo do dramaturgo Nelson Rodrigues e do crítico Sábato Magaldi na juventude, ele viajou para os Estados Unidos e, lá, fez um curso de dramaturgia na Colombia University, onde aprofundaria suas convicções teatrais. Viu Marlon Brando e James Dean aprendendo Stanislavski no Actor´s Studio e, quando voltou ao Brasil, ao fim da década de 1950, foi irradiar o que sabia aos seus pares no recém-criado Teatro de Arena, espaço no qual ajudou a alinhá-lo à ideia de nacionalizar o teatro brasileiro. A partir daí, construiu uma carreira de resistência, que culminou com o show &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif; "&gt;Opinião&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif; font-style: normal; "&gt; e na série de espetáculos &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif; "&gt;Arena conta... &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif; font-style: normal; "&gt;Todos incomodando profundamente a ditadura militar, que o perseguiu e o exilou como um inimigo público. No exterior, aprofundou o sistema do Teatro Oprimido, que já tinha sido iniciado com o Teatro Jornal e o Teatro Invisível, ambos com forte teor político. Hoje, o método é conhecido no mundo e espalha-se por mais de 50 países nos cinco continentes.&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; margin-left: 14.2pt; text-indent: 35.45pt; "&gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Para celebrar a arte de Augusto Boal, os atores J. Abreu e Silvia Paes, que é multiplicadora do Teatro Oprimido no Centro-Oeste, trazem a memória viva de Boal em cenas inéditas, criadas pelo diretor-dramaturgo Sérgio Maggio, enquanto os diretores Amir Haddad e Aderbal Freire-Filho testemunham fatos relevantes vividos ao lado do homem de teatro que foi indicado ao Nobel da Paz. “Quero falar muito da generosidade de Boal. Dessa capacidade de doar conhecimentos”, adianta Aderbal Freire-Filho. “Há tanto a contar sobre essa maravilha que é Boal que vou estourar o tempo”, brinca Amir Haddad. Nessa edição, ainda participa da homenagem o coletivo brasiliense Trincheira Cia. de Teatro, que, há dois anos, pesquisa a vida e a trajetória de Honestino Guimarães, líder estudantil da UnB que desapareceu durante a ditadura militar.&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; margin-left: 14.2pt; text-indent: 35.45pt; "&gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif; "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; margin-left: 14.2pt; text-indent: 35.45pt; "&gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Após celebrar, com êxito de público e crítica, as trajetórias de Dulcina de Moraes, Dercy Gonçalves, Procópio Ferreira, Nelson Rodrigues, Cacilda Becker, Chico Anysio, Maria Clara Machado, Plínio Marcos, Lélia Abramo e Paulo Autran, Mitos do Teatro Brasileiro segue saudando a memória de Dina Sfat (22 de novembro, com Juca de Oliveira e Thelma Reston). “A delícia de se falar sobre esses homens e mulheres, que doaram a vida ao palco, faz desse projeto uma potente declaração de amor ao teatro brasileiro”, observa Maggio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; margin-left: 14.2pt; text-indent: 35.45pt; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif; "&gt;Num formato de teatro-documentário, no qual se constrói ao vivo a biografia cênica do homenageado, a partir da junção de esquetes, depoimentos e vídeos, o projeto Mitos do Teatro Brasileiro contribui para consolidar a memória das artes cênicas. “Todos nós, público e plateia, saímos transformados a cada homenagem do projeto Mitos do Teatro Brasileiro&lt;/span&gt;&lt;span&gt;”, conta o ator J. Abreu.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; "&gt;&lt;span style="font-family: Utopia, serif; "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul type="disc" style="padding-top: 0px; padding-right: 2.5em; padding-bottom: 0px; padding-left: 2.5em; margin-top: 0cm; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.5em; margin-left: 0px; line-height: 1.4; list-style-type: disc; list-style-position: initial; list-style-image: initial; "&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="padding-top: 0.25em; padding-right: 0px; padding-bottom: 0.25em; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.25em; margin-left: 0px; text-indent: 0px; border-top-style: none; border-bottom-style: none; border-right-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; text-align: center; "&gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Acompanhe a pesquisa do projeto no blog www.mitosdoteatrobrasileiro.blogspot.com e siga-o no Twitter @mitosdoteatro&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; margin-left: 18pt; "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;table class="MsoNormalTable" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" style="text-align: center; margin-left: 3.5pt; border-collapse: collapse; "&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr style="height: 264.75pt; "&gt;&lt;td width="634" valign="top" style="width: 475.4pt; border-top-style: solid; border-right-style: solid; border-bottom-style: solid; border-left-style: solid; border-top-color: black; border-right-color: black; border-bottom-color: black; border-left-color: black; border-top-width: 1pt; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding-top: 0cm; padding-right: 3.5pt; padding-bottom: 0cm; padding-left: 3.5pt; height: 264.75pt; "&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 5.95pt; text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;SERVIÇO:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 5.95pt; text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif; "&gt;Projeto:&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif; font-style: normal; "&gt;Mitos do Teatro Brasileiro Ano II –&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif; "&gt; Augusto Boal&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 5.95pt; text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif; "&gt;Direção, texto e concepção cênica:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif; "&gt; Sérgio Maggio e J. Abreu.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 5.95pt; text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif; "&gt;Com:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif; "&gt; J. Abreu, Silvia Paes e o coletivo Trincheira Cia. de Teatro&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 5.95pt; text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif; "&gt;Horário:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif; "&gt; &lt;span&gt;&lt;/span&gt;Dia 18 de outubro, terça-feira, às 20h&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 5.95pt; text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif; "&gt;Duração:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif; "&gt; &lt;span&gt;&lt;/span&gt;100 minutos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 5.95pt; text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif; "&gt;Classificação indicativa:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif; "&gt; 12 anos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 5.95pt; text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif; "&gt;Local:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif; "&gt; Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (CCBB) – SCES, Trecho 2, Lote 22, Brasília&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 5.95pt; text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif; "&gt;Telefone:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif; "&gt; (61) 3108-7600&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 5.95pt; text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif; "&gt;Ingressos:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif; "&gt; Entrada franca. Senhas serão distribuídas na bilheteria com meia hora antecedência.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 5.95pt; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;O CCBB disponibiliza ônibus gratuito, identificado com a marca do Centro Cultural. O transporte funciona de terça a domingo, saindo do Teatro Nacional a partir das 11h.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Trajeto e Horários&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 5.95pt; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Teatro Nacional: 11h, 12h25, 13h50, 15h15, 16h40, 18h05, 19h30, 20h55, 22h&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 5.95pt; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;SHN – Manhattan: 11h05, 12h30, 13h55, 15h20, 16h45, 18h10, 19h35, 21h, 22h05&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 5.95pt; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;SHS – Hotel Nacional: 11h10, 12h35, 14h, 15h25, 16h50, 18h15, 19h40, 21h05, 22h10&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 5.95pt; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;SBS – Galeria dos Estados: 11h15, 12h40, 14h05, 15h30, 16h55, 18h20, 19h45, 21h10, 22h15&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 5.95pt; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Biblioteca Nacional: 11h20, 12h45, 14h10, 15h35, 17h, 18h25, 19h50, 21h15, 22h20&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 5.95pt; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;UNB – Inst. Artes: 11h30, 12h55, 14h20, 15h45, 17h10, 18h35, 20h, 21h25, 22h30&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 5.95pt; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;UNB – Biblioteca: 11h35, 13h, 14h25, 15h50, 17h15, 18h40, 20h05, 21h30, 22h35&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 10pt; margin-left: 5.95pt; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;CCBB: 12h10, 13h35, 15h, 16h25, 17h50, 19h15, 20h40, 21h45, 22h45&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Assessoria de Comunicação&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; "&gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif; "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;h6 style="text-align: center; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Âncora Comunicação&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h6&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; "&gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Carla Spegiorin&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif; "&gt;E-mails&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif; "&gt;: &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:carla@ancoracom.com.br" style="text-decoration: none; "&gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif; "&gt;carla@ancoracom.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif; "&gt; e &lt;i&gt;carlaspegiorin@gmail.com&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; "&gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Telefone: (61) 8404-6069&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; "&gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif; "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; "&gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Camila Santos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;a href="mailto:camila@ancoracom.com.br" style="text-decoration: none; "&gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif; "&gt;camila@ancoracom.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif; "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyText" style="text-align: center; "&gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Telefone: (61) 8489-8167&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="clear: both; "&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="post-footer" style="line-height: 1.6; margin-top: 1.5em; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;div class="post-footer-line post-footer-line-1" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span class="post-author vcard" style="margin-right: 1em; margin-left: 0px; "&gt;Postado por &lt;span class="fn"&gt;Sérgio Maggio&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="post-timestamp" style="margin-right: 1em; margin-left: -1em; "&gt;às &lt;a class="timestamp-link" href="http://mitosdoteatrobrasileiro.blogspot.com/2011/10/o-lavrador-de-mares.html" rel="bookmark" title="permanent link" style="text-decoration: none; "&gt;&lt;abbr class="published" title="2011-10-17T02:32:00-07:00" style="border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; "&gt;02:32&lt;/abbr&gt;&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1532991008431072698-1088504954116552105?l=blogcricriemcena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcricriemcena.blogspot.com/feeds/1088504954116552105/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1532991008431072698&amp;postID=1088504954116552105' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1532991008431072698/posts/default/1088504954116552105'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1532991008431072698/posts/default/1088504954116552105'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcricriemcena.blogspot.com/2011/10/augusto-boal-homenageado-no-ccbb.html' title='Augusto Boal homenageado no CCBB'/><author><name>Sérgio Maggio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15306060391762484472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_S5SIBnIY-RY/SKi1oJrroJI/AAAAAAAAARA/zuM1pMqmwFY/S220/P1070305.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-tB0tNB5BxbI/Tpv2oT-YAoI/AAAAAAAABdg/6_kWJk1F9xE/s72-c/boal2%2Bc%25C3%25B3pia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1532991008431072698.post-6742511858420872814</id><published>2011-10-17T05:56:00.002-02:00</published><updated>2011-10-17T05:59:33.878-02:00</updated><title type='text'>Conversa com a diretora Leo Sykes</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;div class="news_heading" style="padding-top: 0px; padding-right: 18px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="h1" style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 5px; margin-right: 0px; margin-bottom: 5px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; color: rgb(4, 28, 80); display: block; "&gt;Brasília devia ser a Las Vegas da cultura"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span id="items_noticia" style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; color: rgb(51, 51, 51); display: inline; "&gt;&lt;b&gt;&lt;p style="text-align: center; padding-top: 2px; padding-right: 4px; padding-bottom: 2px; padding-left: 4px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; 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margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;a class="yellowlight" href="mailto:" style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; color: rgb(239, 179, 30); "&gt;Sérgio Maggio&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center; padding-top: 2px; padding-right: 4px; padding-bottom: 2px; padding-left: 4px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="bluelight" style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; color: rgb(102, 102, 153); "&gt;Publicação:&lt;/span&gt; &lt;span style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;16/10/2011 11:00&lt;/span&gt; &lt;span class="bluelight" style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; 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A inglesa Leo Sykes é uma das responsáveis pelo salto do udigrudi, ao fundir as experiências do circo udigrudi, do Música-à-tentativa e do liga tripa. O Udigrudi vai dar um tempo para recarregar as baterias. Nesta entrevista, leo fala sobre Brasília, o brasil e os novos rumos do grupo. &lt;/b&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;b&gt; &lt;span style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;O que está acontecendo com o Udigrudi e qual será o caminho de cada integrante neste período de pausa no trabalho do grupo?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;b&gt;O Udigrudi faz 30 anos em 2012 e resolvermos dar um tempo para todo mundo se renovar. Eu e o Marcelo Beré vamos para Londres. Ele vai fazer um doutorado em palhaçaria. O Luciano Porto quer criar um parque sonoro para crianças. Já conversamos com o CCBB, O Márcio  continuará realizando pesquisas com a construção de instrumentos. E eu quero escrever um roteiro de televisão para o Udigrudi. Depois, tudo isso vai enriquecer o nosso trabalho coletivo. Fizemos uma trilogia de espetáculos, com pesquisa em elementos excêntricos musicais: O cano, O ovo e Devolução industrial. Estava na hora de quebrar com tudo para que nasça algo novo. O legal é que, depois de 30 anos, temos uma atriz no palco, a Joana Abreu. &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;div class="news_body" style="padding-top: 0px; padding-right: 18px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;div class="font_change" style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;div style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; display: block; "&gt;&lt;p style="padding-top: 10px; padding-right: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;b style="color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; "&gt;&lt;span style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;Como se deu a sua iniciação ao teatro?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;b style="color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; "&gt;Começou muito cedo, quando eu tinha seis meses de idade, meus pais eram cineastas e filmaram o espetáculo US, de Peter Brook. Me lembro que, quando era adolescente, meu pai considerava o teatro algo muito chato. Então, era uma maneira de ir contra ele. Estávamos nos anos 1970, minha mãe sempre me levava para ver o teatro, tinha muita nudez, os atores jogavam gelatina na plateia. No auge dos meus 14 anos de rebeldia, eu achava aquilo o máximo. Quando cheguei da Índia aos 18 anos, meu pai perguntou: “por que não vai à Dinamarca visitar a Júlia Varley”, filha de amigos do meu pai. Ela era do Odin Theatre, dirigido por Eugênio Barba. Acabei trabalhando durante cinco anos como assistente dele. Conheci algo muito mais sério do que havia sabido até então. Era uma tribo de artistas entregues totalmente à arte, sem frescura, sem ironia, era muito pleno e internacional. &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;div class="news_body" style="padding-top: 0px; padding-right: 18px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;div class="font_change" style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;div style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; display: block; "&gt;&lt;p style="padding-top: 10px; padding-right: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;b style="color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; "&gt;&lt;span style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;Como é a sua formação familiar?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;b style="color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; "&gt;Sou filha de migrantes, nunca fui de lugar nenhum. Meu pai era australiano, minha mãe do Quênia, nasci em Londres e fui criada na Itália.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;b style="color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; "&gt; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;b style="color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; "&gt;&lt;span style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;Ser uma filha de migrantes a ajudou a compreender a mixagem de linguagens do Udigrudi? &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;b style="color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; "&gt;É interessante. A linguagem do Udigrudi é resultado de um casamento rico de linguagens diferentes. Márcio é músico e inventa instrumentos alternativos. Marcelo Beré e Luciano vêm do circo tradicional e dos malabares. E eu venho do experimentalismo do teatro europeu e do cinema. O meu trabalho de diretora foi canalizar e tirar o máximo de cada uma dessas experiências. Não foi fácil, os ensaios eram um verdadeiro campo de batalha. O Luciano Porto, que criou o projeto do espetáculo O cano, não gostava nem um pouco no início. Eu também não entendia nada daqueles palhaços tradicionais. Fomos obrigados achar um terreno onde podíamos nos encontrar.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;div class="news_body" style="padding-top: 0px; padding-right: 18px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;div class="font_change" style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;div style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; display: block; "&gt;&lt;p style="padding-top: 10px; padding-right: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;b style="color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; "&gt;&lt;span style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;O que esta experiência de trabalhar com o grupo Udigrudi proporcionou a você em termos de direção?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;b style="color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; "&gt;Para mim, o Udigrudi é um prato cheio. No grupo, há quem domine o circo, os malabares, a performance, os figurinos e os cenários. Tenho tudo na mão, mas ficava com a impressão de que nunca iam além. Pensava que, muitas vezes, eles banalizavam a sua própria criatividade. Aprendi que a responsabilidade do diretor é empurrar, acreditar, observar cada detalhe e se arriscar. Às vezes, você não sabe o que está fazendo. Aprendi a confiar e batalhar. &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;div class="news_body" style="padding-top: 0px; padding-right: 18px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;div class="font_change" style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;div style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; display: block; "&gt;&lt;p style="padding-top: 10px; padding-right: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;b style="color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; "&gt;&lt;span style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;Você acha que consegue realizar tudo?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;b style="color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; "&gt; A trupe tem um potencial muito maior do que eu consegui canalizar. Mas o problema é que vivemos atrapalhados por gastar 99% das nossas energias com questões administrativas. Com 30 anos de estrada, não temos uma sala de trabalho, não conquistamos nada além de prestígio e de um público fiel. Economicamente e estruturalmente, estamos na estaca zero.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;div class="news_body" style="padding-top: 0px; padding-right: 18px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;div class="font_change" style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;div style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; display: block; "&gt;&lt;p style="padding-top: 10px; padding-right: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;b style="color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; "&gt;&lt;span style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;E por que se encontram nessa situação?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;b style="color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; "&gt;Em parte, é culpa nossa. Somos muito criativos e pouco organizados. Mas, sinceramente, acho que a estrutura burocrática do Brasil mata todo mundo. Obriga você a ter tanta competência administrativa que tem de gastar uma energia surreal. Precisa ser um excelente, genial admistrador. O governo brasileiro e os patrocinadores têm de fazer uma reflexão, pois se querem estimular a cultura precisam pensar diferente. Nós e outros grupos estamos a ponto de não querermos mais esse tipo de patrocínio. A burocracia é tão grande que, algumas vezes, trabalhamos de graça e temos de tirar dinheiro do nosso bolso para pagar.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;div class="news_body" style="padding-top: 0px; padding-right: 18px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;div class="font_change" style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;div style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; display: block; "&gt;&lt;p style="padding-top: 10px; padding-right: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;b style="color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; "&gt;&lt;span style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;Em países da Europa não existe essa burocracia? &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;b style="color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; "&gt;Não existe. É por isso insisto que tem de mudar. Produzo teatro na Dinamarca e na Inglaterra, mas o trabalho em si mesmo é a prova. Não existe cartório, eles acreditam no seu trabalho. Aqui no Brasil, a princípio, até que prove em contrário, você já é suspeito.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;div class="news_body" style="padding-top: 0px; padding-right: 18px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;div class="font_change" style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;div style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; display: block; "&gt;&lt;p style="padding-top: 10px; padding-right: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;b style="color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; "&gt;&lt;span style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;O que as pessoas dizem dos espetáculos do Udigrudi fora do Brasil?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;b style="color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; "&gt;Engraçado, nosso trabalho é internacional. A reação é muito parecida com a dos brasileiros. É feita para a criança sensorial, o brincante que há em cada pessoa. Ficamos morrendo de medo de que não entendessem nosso humor na China. Que nada, eles entenderam a surpresa, a metaformose. &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;div class="news_body" style="padding-top: 0px; padding-right: 18px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;div class="font_change" style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;div style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; display: block; "&gt;&lt;p style="padding-top: 10px; padding-right: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;b style="color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; "&gt;&lt;span style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;Você acha que o Udigrudi é um produto típico da experimentação cultural brasiliense das décadas de 1980 e 1990?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;b style="color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; "&gt;Para o Marcelo Berê, o Luciano Porto e o Márcio, a participação nos grupos Música-à-tentativa, Liga Tripa e circo Udigrudi foram fundamentais. A Joana é mais nova e participou como espectadora. Eles reverenciam isso todos os dias. Eles foram um grupo sem diretor até eu chegar. A formação deles foi essa. Depois, eles viraram a primeira geração de pedagogos autodidatas, passaram a ministrar oficinas e workshops. Talvez porque os pais desses jovens tiveram que inventar uma cidade parecia a eles natural inventar também uma cultura. Para mim, a questão era outra. Fui criada em Londres, em Florença, em Paris, vendo Peter Brock e o Living Theatre.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;div class="news_body" style="padding-top: 0px; padding-right: 18px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;div class="font_change" style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;div style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; display: block; "&gt;&lt;p style="padding-top: 10px; padding-right: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;b style="color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; "&gt;&lt;span style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;Brasília já foi bastante experimental nas décadas de 1980 e 1990. E, hoje, ela perdeu a inquietação e virou uma cidade cover? &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;b style="color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; "&gt;Não sei se isso é algo específico da cidade. Brasília tem um nome muito bom para a música. Se você fala que é de Brasília, as pessoas de fora respeitam. Mas se fala que é de teatro, elas desconfiam. Existem trabalhos em teatro muito bons, mas o problema é a invisibilidade. O que tem visibilidade é o besteirol. A grande doença da cultura em Brasília é o amadorismo, todo mundo faz teatro nas horas vagas, ninguém consegue viver disso, mal nasce, já morre. O custo do aluguel de uma sala em Brasília é altíssimo.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;div class="news_body" style="padding-top: 0px; padding-right: 18px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;div class="font_change" style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;div style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; display: block; "&gt;&lt;p style="padding-top: 10px; padding-right: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;b style="color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; "&gt;&lt;span style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;Que conselho você daria para os atores jovens de talento?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;b style="color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; "&gt;&lt;span style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; color: rgb(51, 51, 51); "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;b style="color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; "&gt;Eu digo sempre para eles: “Vão embora!”. É cruel, mas fico com medo de que eles morram como artistas.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;div class="news_body" style="padding-top: 0px; padding-right: 18px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;div class="font_change" style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;div style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; display: block; "&gt;&lt;p style="padding-top: 10px; padding-right: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;b style="color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; "&gt;&lt;span style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;Brasília odeia a cultura?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;b style="color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; "&gt;É uma coisa louca. Brasília ama shopping, carro e odeia a cultura. Ao mesmo tempo, não temos praia, a única opção de diversão e vida social é a cultura. Brasília deveria investir algo e ser uma Las Vegas da cultura. &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;div class="news_body" style="padding-top: 0px; padding-right: 18px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;div class="font_change" style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;div style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; display: block; "&gt;&lt;p style="padding-top: 10px; padding-right: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;b style="color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; "&gt;&lt;span style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;Você se abrasileirou?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;b style="color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; "&gt;Quando vou para fora,  vejo como sou brasileira. Se faço um jantar na Dinamarca, marco para as 20h, quando as pessoas chegavam, eu ainda não havia começado. Eles dizem que sou muito brasileira. Como diretora, acesso uma riqueza enorme de música popular. A questão musical é marcante. Podemos começar um espetáculo com um samba e logo em seguida entrar com um maracatu. &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;div class="news_body" style="padding-top: 0px; padding-right: 18px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;div class="font_change" style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;div style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; display: block; "&gt;&lt;p style="padding-top: 10px; padding-right: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;b style="color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; "&gt;&lt;span style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;O que é ser brasileiro?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;b style="color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; "&gt;É saber levar a vida pelo lado bom, mas o problema é que, muitas vezes, isso impede de melhorar o que está ruim. Não adianta dizer que os políticos são todos corruptos e não fazer nada. Vamos fazer igual aos italianos, que decidiram não pagar mais impostos.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;div class="news_body" style="padding-top: 0px; padding-right: 18px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;div class="font_change" style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;div style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; display: block; "&gt;&lt;p style="padding-top: 10px; padding-right: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;b style="color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; "&gt;&lt;span style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;E Brasília, o que tem de bom e de ruim? &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;b style="color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; "&gt;Brasília é uma cidade muito difícil para mim. Não é orgânica. Preciso me concentrar quando vou para a minha casa. Sempre chego ao Eixão dirigindo na posição errada. Acho fantásticas as árvores, o céu, a possibilidade de morar em uma casa no centro da capital, com coelhos e gatos. Posso ir a pé à 508, a Casa d’ Itália e à Funarte. É um luxo. Temos um grupo muito legal de artistas. Mas é uma cidade mais de separações do que de encontros. &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;div class="news_body" style="padding-top: 0px; padding-right: 18px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;div class="font_change" style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;div style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; display: block; "&gt;&lt;p style="padding-top: 10px; padding-right: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;b style="color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; "&gt;&lt;span style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;O que incomoda  a você?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;b style="color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; "&gt;Moro na W3 Sul e a gente tem de andar o tempo com cuidado, olhando para baixo, por causa dos buracos, e para cima, com medo de que caía algo em sua cabeça. Me preocupa que a alma das pessoas esteja sendo formada por cimento estragado. De quem é a W3 Sul, de quem é Brasília? É dos mendigos. Existem parquinhos, mas são muito descuidados, as crianças não podem brincar. E, no campo da cultura, a cada novo governo, destroem tudo o que fez o anterior. Não deixam estabelecer tradições e competências. A gente começa tudo do zero. A sensação que tenho é de que a gente está patinando na lama o tempo todo. Isso cansa.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;div class="news_body" style="padding-top: 0px; padding-right: 18px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;div class="font_change" style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;div style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; display: block; "&gt;&lt;p style="padding-top: 10px; padding-right: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;b style="color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; "&gt;&lt;span style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;O que seria necessário fazer para sair da lama?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;b style="color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; "&gt;Não é falta de artistas. É falta de espaços, a 508 Sul está abandonada pelo governo. Monta uma coisa lá e a chuva molha as nossas coisas. Era preciso também patrocínios com continuidade para trabalhos de pesquisas realizados heroicamente. E criar uma ponte cultural, um programa de passagens para ir aos festivais. A cultura em Brasília não pode se limitar ao circuito CCBB, Funarte e Caixa Cultural. Os artistas locais não conseguem utilizar o Teatro Nacional. É só megaprodução global ou alguns balés. Brasília tem um potencial fantástico para a cultura.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;div class="news_body" style="padding-top: 0px; padding-right: 18px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;div class="font_change" style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;div style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; display: block; "&gt;&lt;p style="padding-top: 10px; padding-right: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;b style="color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; "&gt;&lt;span style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;Trajetória premiada&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;div class="news_body" style="padding-top: 0px; padding-right: 18px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;div class="font_change" style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;div style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; display: block; "&gt;&lt;p style="text-align: center;padding-top: 10px; padding-right: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;b style="color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; "&gt;&lt;span style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;»&lt;/span&gt; A trupe Udigrudi foi criada em 1982, por Marcelo Beré, Márcio Vieira e Luciano Porto, a partir da fusão de três experiências: Música-à-Tentativa, Circo Udigrudi e Liga-Tripa. Marcelo e Luciano desenvolviam um trabalho com circo e malabares. Márcio Vieira é luthier e cria instrumentos a partir de canos de PVC. Com a entrada da diretora Leo Sykes, o grupo ganhou novo impulso, potencializando os talentos individuais em uma inventiva mixagem de circo, teatro, performance e música. Em 2000, a trupe ganhou o Herald Angel, prêmio principal do Festival de Fringe de Edimburgo, na Escócia, o mais importante evento de teatro do mundo. Desde essa época, o Udigrudi decolou uma carreira internacional, se apresentando em 15 países, sempre com sucesso de público e de crítica. Com O cano, O ovo e Devolução industrial, o grupo fechou uma trilogia de teatro experimental. Em 2008, ganhou o VilaNueva de Cuba. Em 2010, a trupe foi agraciada com o Prêmio Zilka Salaberry de Teatro Infantil.&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1532991008431072698-6742511858420872814?l=blogcricriemcena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcricriemcena.blogspot.com/feeds/6742511858420872814/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1532991008431072698&amp;postID=6742511858420872814' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1532991008431072698/posts/default/6742511858420872814'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1532991008431072698/posts/default/6742511858420872814'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcricriemcena.blogspot.com/2011/10/conversa-com-diretora-leo-sykes.html' title='Conversa com a diretora Leo Sykes'/><author><name>Sérgio Maggio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15306060391762484472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_S5SIBnIY-RY/SKi1oJrroJI/AAAAAAAAARA/zuM1pMqmwFY/S220/P1070305.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1532991008431072698.post-4183974377158071726</id><published>2011-10-12T00:37:00.003-03:00</published><updated>2011-10-12T00:48:56.066-03:00</updated><title type='text'>África em mim</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-SqGhIQ4swzM/TpUMTgr81bI/AAAAAAAABdI/BSe65FRzYE4/s1600/P1100084.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-SqGhIQ4swzM/TpUMTgr81bI/AAAAAAAABdI/BSe65FRzYE4/s400/P1100084.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5662445635819591090" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 16px; background-color: rgb(255, 255, 255); " &gt;&lt;b&gt;Sérgio Maggio&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 16px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 16px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Tem uma África dentro de mim que faz do meu coração um terreiro onde dançam deuses negros cheios de dengos e iras.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 16px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;div style="text-align: center; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 16px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Tem uma África dentro de mim que faz do meu couro tambores para chamar deuses distantes.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 16px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 16px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 16px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Tem uma África dentro de mim que clama justiça, paz e concórdia, que grita para ser acarinhada.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 16px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 16px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;África negra, minha mãe que me balança e guia por mares de águas misturadas&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 16px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 16px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 16px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;Axé!&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1532991008431072698-4183974377158071726?l=blogcricriemcena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcricriemcena.blogspot.com/feeds/4183974377158071726/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1532991008431072698&amp;postID=4183974377158071726' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1532991008431072698/posts/default/4183974377158071726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1532991008431072698/posts/default/4183974377158071726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcricriemcena.blogspot.com/2011/10/africa-em-mim.html' title='África em mim'/><author><name>Sérgio Maggio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15306060391762484472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_S5SIBnIY-RY/SKi1oJrroJI/AAAAAAAAARA/zuM1pMqmwFY/S220/P1070305.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-SqGhIQ4swzM/TpUMTgr81bI/AAAAAAAABdI/BSe65FRzYE4/s72-c/P1100084.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1532991008431072698.post-1958631934692897076</id><published>2011-10-07T15:27:00.000-03:00</published><updated>2011-10-07T15:28:32.964-03:00</updated><title type='text'>Salve a Oficina Perdiz</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center; color: rgb(0, 153, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;" class="h1"&gt;Artistas organizam abaixo-assinado em favor da Oficina do Perdiz&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span id="items_noticia" style="display: inline; font-weight: bold;"&gt;     &lt;p&gt;&lt;a class="yellowlight" href="mailto:"&gt;Mariana Moreira&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;       &lt;span class="bluelight"&gt;Publicação:&lt;/span&gt; &lt;span&gt;07/10/2011 12:15&lt;/span&gt;       &lt;span class="bluelight"&gt;Atualização:&lt;/span&gt; &lt;span&gt;07/10/2011 12:41&lt;/span&gt;     &lt;/p&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;                                                &lt;/div&gt;&lt;table style="font-weight: bold; text-align: left; margin-left: auto; margin-right: auto; color: rgb(0, 153, 0);" class="image center"&gt;&lt;tbody&gt;     &lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;img src="http://imgsapp2.correiobraziliense.com.br/app/noticia_127983242361/2011/10/07/273076/20111007124052475099o.jpg" alt=" (Iano Andrade/CB/D.A Press )" title=" (Iano Andrade/CB/D.A Press )" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;     &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="font-weight: bold; text-align: center; color: rgb(0, 153, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Artistas do DF se reuniram ontem, na sede do  Teatro do Concreto (Conic), para discutir série ações que resolva a  situação da Oficina Perdiz, cuja terreno para a construção na 710 Norte  está embargado por processo de usucapião. José Perdiz, que transformou a  sua oficina mecânica num palco teatral na década de 1970, esteve  presente e contou sobre as dificuldades que enfrenta no espaço da antiga  oficina (708/709 Norte). O movimento começou depois que o Correio  Braziliense publicou, na edição de quarta-feira, reportagem de capa do  Diversão &amp;amp; Arte contando a luta de Perdiz para sobreviver. O  compromisso firmado entre a construtora Ipê-Omni, responsável  juridicamente pelo projeto da nova oficina, e o mecânico está embargado.  Aos 80 anos, o mecânico e mecenas teme que o acordo, que foi  acompanhado pelo Ministério Público e pelo GDF para a construção da nova  oficina, caia no esquecimento.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-weight: bold; text-align: center; color: rgb(0, 153, 0);" class="block half"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span class="h2"&gt;Saiba mais...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/diversao-e-arte/2011/10/05/interna_diversao_arte,272700/esquecida-pelo-governo-do-df-e-por-artistas-oficina-perdiz-enfrenta-o-fim.shtml" class=""&gt;                      &lt;span class="text"&gt;&lt;/span&gt;                      &lt;span class="redlight"&gt;Esquecida pelo governo do DF e por artistas, Oficina Perdiz enfrenta o fim&lt;/span&gt;                    &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center; color: rgb(0, 153, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Os artistas da cidade lançaram um  abaixo-assinado para ser entregue ao governador do DF, Agnelo Queiroz, e  articulam reuniões com advogados e representantes do poder público.  "Neste momento, convocamos a população do DF para aderir a campanha  Salve a Oficina Perdiz. Uma dos primeiros movimentos é a assinatura do  abaixo-assinado", convoca Francis Wilker, diretor do Teatro do Concreto,  grupo que surgiu na Oficina Perdiz.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Enfrentando severas  dificuldades financeiras, José Perdiz está com o telefone de seu ponto  comercial cortado, sem realizar chamadas telefônicas. O telhado da  oficina-teatro também precisa de reparos, pois foi danificado pela  marquise do prédio vizinho. As modificações no teto não permitem que  estruturas de iluminação e cenário sejam montadas no local. Há dois  anos, nenhum grupo apresenta espetáculos no espaço, que virou teatro em  1975, quando o mecânico cedeu o lote para a montagem de um enteado,  estudante de artes cênicas. Desde então, diversos grupos se sucederam na  oficina, que virou uma referência de palco. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Assine a petição no&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;a style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 255);" href="http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N14962"&gt;http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N14962&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1532991008431072698-1958631934692897076?l=blogcricriemcena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcricriemcena.blogspot.com/feeds/1958631934692897076/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1532991008431072698&amp;postID=1958631934692897076' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1532991008431072698/posts/default/1958631934692897076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1532991008431072698/posts/default/1958631934692897076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcricriemcena.blogspot.com/2011/10/salve-oficina-perdiz.html' title='Salve a Oficina Perdiz'/><author><name>Sérgio Maggio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15306060391762484472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_S5SIBnIY-RY/SKi1oJrroJI/AAAAAAAAARA/zuM1pMqmwFY/S220/P1070305.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1532991008431072698.post-414253269249223534</id><published>2011-10-05T10:05:00.004-03:00</published><updated>2011-10-05T10:10:23.406-03:00</updated><title type='text'>Triste fim da Oficina Perdiz</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span id="items_noticia" style="display: inline;"&gt;     &lt;p&gt;&lt;a class="yellowlight" href="mailto:"&gt;Mariana Moreira&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;       &lt;span class="bluelight"&gt;Publicação:&lt;/span&gt; &lt;span&gt;05/10/2011 08:36&lt;/span&gt;       &lt;span class="bluelight"&gt;Atualização:&lt;/span&gt; &lt;span&gt;05/10/2011 08:54&lt;/span&gt;     &lt;/p&gt;   &lt;/span&gt;                  &lt;/div&gt;&lt;table style="text-align: left; margin-left: auto; margin-right: auto; font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);" class="image center"&gt;&lt;tbody&gt;     &lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;img src="http://imgsapp2.correiobraziliense.com.br/app/noticia_127983242361/2011/10/05/272700/20111005084615825873a.jpg" alt="Aos 80 anos, José Perdiz acumula dívidas e testemunha a promessa de construção da oficina-teatro se perder no tempo: os dias são ocupados com pequenos consertos (Iano Andrade/CB/D.A Press )" title="Aos 80 anos, José Perdiz acumula dívidas e testemunha a promessa de construção da oficina-teatro se perder no tempo: os dias são ocupados com pequenos consertos (Iano Andrade/CB/D.A Press )" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;     &lt;tr style="color: rgb(51, 102, 255);" align="left"&gt;&lt;td class="zebra"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Aos 80 anos, José Perdiz acumula dívidas e perde sonhos&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O  design moderno e as fachadas imponentes dos prédios que se multiplicam   ao redor da comercial 708/709 Norte vão, pouco a pouco, engolindo a   frente modesta da oficina do mecânico paulista José Perdiz, quase 80   anos de vida dedicados aos tornos, ás soldas e ao mecenato informal do   teatro em Brasília. “A coisa está ficando feia para o meu lado”, avalia.   Os clientes já não surgem como antigamente, atraídos por oficinas   informatizadas. O telefone está bloqueado por falta de pagamento e só   recebe chamadas. Até a energia elétrica pode ser cortada a qualquer   momento. Repleto de vazamentos, o telhado está ainda mais danificado   depois que a marquise da construção vizinha avançou três metros sobre o   terreno de Perdiz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cenário de dificuldades em nada lembra o   tempo de glória, em que seu reino de graxa, parafusos e ferragens vivia   repletos de atores, figurinos e plateia — gente que queria um espaço   alternativo para mostrar e consumir arte, e foi acolhida pelo mecânico.   Para completar o prognóstico negativo, o acordo com a construtora   Ipê-Omni, mediado pela Secretaria de Cultura do GDF e pela Promotoria de   Defesa do Meio Ambiente e Patrimônio Cultural (Prodema), para mudar  sua  oficina-teatro para terreno da 710 Norte está paralisado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interessada   em expandir e erguer uma área de lazer no espaço onde hoje fica a   oficina-teatro, a construtora Ipê-Omni, proprietária do prédio vizinho,   aceitou comprar um lote, adaptá-lo às necessidades de Perdiz e   transferir seu patrimônio para lá. Mas, recentemente, um mecânico   afirmou que utilizava a área destinada à mudança e pediu usucapião. A   Ipê-Omni, por sua vez, luta na Justiça pela reintegração de posse. “Se o   processo realmente for adiante, pode levar uns três anos. Estou   sugerindo à construtora que providencie outro terreno para transferir o   Perdiz. Estou visando a saúde e o bem-estar dele”, afirma o advogado do   mecânico, Dennis Mostacatto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alheio à discussão jurídica,  Perdiz  sente falta mesmo é da agitação que o rodeava. “Tem momentos, à  noite,  em que fico olhando em volta, dá uma tristeza. Esse lugar era de  uma  vivacidade…”, relembra. Hoje, as arquibancadas (que ele ergueu com  as  próprias mãos, em poucas horas) só são ocupadas por tábuas,  equipamentos  eletrônicos e objetos que faz por encomenda (como uma  armação de  cenário para um espetáculo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);"&gt;História de cinema&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O   teatro nunca foi seu projeto de vida. Num gesto de generosidade, ele   cedeu o espaço para que o enteado (filho de sua ex-mulher) encenasse um   espetáculo com os colegas da Faculdade de Artes Dulcina de Moraes, em   1975. A peça Esperando Godot, sob a direção de Mangueira Diniz, foi um   sucesso, lotou a oficina por três meses. “Depois, começou uma correria   de gente querendo fazer teatro aqui. Dando certo ou não, eles agradeciam   e iam embora. Eu decidi: agora vão usar o espaço e pronto. Se der   certo, deu. Se não der, paciência. Continuo aqui, trabalhando como   torneiro mecânico”, conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A iniciativa cultural de Perdiz sempre   ganhou eco na classe artística e apoio da imprensa. Nas constantes   ameaças de derrubada, as pessoas se mobilizavam e conseguiam evitar o   pior. Em setembro de 2002, houve até um cordão humano em torno da   oficina. A história de Perdiz foi eternizada em dois curtas-metragens:   Oficina Perdiz, de Marcelo Díaz, e Zé(s), que propõe um encontro entre   Perdiz e Zé Celso Martinez Corrêa, do Teatro Oficina, sob a direção de   Piu Gomes. “Aclamadas e premiadas, as duas produções não conseguiram   mudar a situação”, destaca ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, Perdiz vive na oficina e   atende, a qualquer hora, clientes e amigos que buscam pequenos   consertos. Os artistas, que antes engrossavam o coro de sua devoção ao   teatro, quase não aparecem mais. A única preocupação do mecânico é com a   filha Júlia, de 14 anos, que vive com sua mulher, no Paranoá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É   engraçado. Morreu”, desabafa ele, olhando ao redor e referindo-se a   oficina-teatro, que já foi destaque nacional no programa Fantástico, da   TV Globo. Mas o que foi que morreu? O sonho de ajudar as pessoas a   fazerem teatro? “O sonho do teatro pode se tornar um pesadelo, e já está   virando. Mas não há como matar um sonho”, conclui. A Secretaria de   Cultura do GDF, por meio da assessoria de imprensa, informa que “toda   manifestação cultural é de extrema importância e deve ser preservada. É   preciso, no entanto, observar a legislação vigente”. Ou seja... ainda   está em cartaz  “o triste fim da Oficina Perdiz”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;table style="text-align: left; margin-left: auto; margin-right: auto; font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);" class="image center"&gt;&lt;tbody&gt;     &lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;img src="http://imgsapp2.correiobraziliense.com.br/app/noticia_127983242361/2011/10/05/272700/20111005084741545227e.jpg" alt="Em 2002, artistas fizeram corrente humana contra a demolição (Carlos Moura/CB/D.A Press )" title="Em 2002, artistas fizeram corrente humana contra a demolição (Carlos Moura/CB/D.A Press )" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;     &lt;tr style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;&lt;td class="zebra"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Em 2002, artistas fizeram corrente humana contra a demolição&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(51, 51, 255);"&gt;Sem saída&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A   Oficina Perdiz sofreu ameaças por estar localizada em área pública. Em   2007, o problema se agravou, quando a construtora começou obras e teve   problemas na confecção das marquises, que afetaram o telhado da   oficina-teatro. Um ano depois, a Prodema determinou que a empresa   deveria providenciar terreno e custear as obras de transferência do   espaço.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 255);"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="h1"&gt;A hora da sessão coruja&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;table style="text-align: left; margin-left: auto; margin-right: auto; font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);" class="image center"&gt;&lt;tbody&gt;     &lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center; color: rgb(102, 0, 204);"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;img src="http://imgsapp2.correiobraziliense.com.br/app/noticia_127983242361/2011/10/05/272700/20111005084848759770u.jpg" alt="O diário do maldito: o último espetáculo que fez temporada na Oficina Perdiz" title="O diário do maldito: o último espetáculo que fez temporada na Oficina Perdiz" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;     &lt;tr style="color: rgb(102, 0, 204);" align="left"&gt;&lt;td class="zebra"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O diário do maldito: o último espetáculo na Oficina Perdiz&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O  ano de 1991 foi o momento áureo da Oficina Perdiz. Mangueira Diniz   voltou a procurá-lo, com o intuito de montar Bella ciao, um marco no   teatro brasiliense. Nas contas de Perdiz, a montagem teve 110   apresentações, chegou a fazer sessões extras aos sábados e, pasme, teve   sessão agendada (e lotada) às 2h da manhã. “As pessoas não conseguiam   explicar como os teatros de Brasília ficavam vazios e essa oficina   miserável lotava. Não é o ambiente, mas a qualidade do trabalho que   conta”, ensina o mestre, que, nesse espetáculo, chegou a ajudar na   construção dos cenários e até fez uma aparição no papel de um italiano.   “Tinha duas falas. Mas para quem não tem memória, já é um perigo”,   brinca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A última apresentação por lá foi há dois anos, quando o   Teatro do Concreto levou ao espaço a peça O diário do maldito. Agora,   não há mais como fazer teatro no local por conta da marquise do prédio   vizinho que diminuiu o pé-direito, inviabilizando a “caixa cênica”.   Antes, quem chegava lá era acolhido com ou sem dinheiro. “Sempre tinha   um lanche na madrugada. Gastos com energia elétrica e água, então, eu   nunca levei em conta”, admite. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1532991008431072698-414253269249223534?l=blogcricriemcena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcricriemcena.blogspot.com/feeds/414253269249223534/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1532991008431072698&amp;postID=414253269249223534' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1532991008431072698/posts/default/414253269249223534'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1532991008431072698/posts/default/414253269249223534'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcricriemcena.blogspot.com/2011/10/triste-fim-da-oficina-perdiz.html' title='Triste fim da Oficina Perdiz'/><author><name>Sérgio Maggio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15306060391762484472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_S5SIBnIY-RY/SKi1oJrroJI/AAAAAAAAARA/zuM1pMqmwFY/S220/P1070305.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1532991008431072698.post-1286666371085897079</id><published>2011-09-21T11:47:00.002-03:00</published><updated>2011-09-21T11:48:12.245-03:00</updated><title type='text'>Sua Majestade, Autran!</title><content type='html'>&lt;div class="post-header"&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span class="h1"&gt;Aclamado patrono do teatro brasileiro, Paulo Autran ganha homenagem hoje (21/09) no CCBB&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span id="items_noticia" style="display: inline;"&gt;     &lt;p&gt;&lt;a class="yellowlight" href="mailto:"&gt;Mariana Moreira&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;       &lt;span class="bluelight"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;                              &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span id="items_noticia" style="display: inline;"&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;     &lt;/p&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;                  &lt;/div&gt;&lt;table style="text-align: left; margin-left: auto; margin-right: auto; font-weight: bold; color: rgb(204, 204, 255);" class="image left"&gt;&lt;tbody&gt;     &lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;img src="http://imgsapp2.correiobraziliense.com.br/app/noticia_127983242361/2011/09/21/270715/20110921083241958516e.jpg" alt="Um dos maiores intérpretes do Brasil, Paulo Autran fez do ofício de ator um sacerdócio: mais de 50 anos no palco (Arquivo CB/D.A Press )" title="Um dos maiores intérpretes do Brasil, Paulo Autran fez do ofício de ator um sacerdócio: mais de 50 anos no palco (Arquivo CB/D.A Press )" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;     &lt;tr style="color: rgb(255, 204, 0);"&gt;&lt;td class="zebra"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Um dos maiores intérpretes do Brasil, Paulo Autran fez do ofício de ator um sacerdócio: mais de 50 anos no palco&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 51, 255);"&gt;Liberdade,   liberdade, peça de Millôr Fernandes e Flávio Rangel que estreou em  1965  e marcou a dramaturgia brasileira, começava com um ator bradando  no  palco: “Sou apenas um homem de teatro. Sempre fui e sempre serei um   homem de teatro”. Esse intérprete, porém, extrapolou os limites da   própria fala. Por sua dedicação inconteste e ilimitada aos tablados,   ganhou a alcunha de “senhor dos palcos”. O reconhecimento à sua grandeza   de caráter e aos infinitos matizes que imprimiu em seus personagens   chegou à esfera governamental. Recentemente, ele ganhou o título de   patrono do teatro brasileiro. Paulo Autran é o homenageado desta edição   do projeto Mitos do Teatro Brasileiro, que prossegue hoje, em sua   segunda temporada, às 20h, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB),   com entrada franca.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 51, 255);"&gt;Os  convidados para dar depoimentos sobre o  ator poderão construir, ao  mesmo tempo, um mosaico sentimental e  artístico de sua trajetória: a  viúva de Autran, a atriz Karin Rodrigues,  dividirá a homenagem com o  amigo e parceiro do marido em diversos  trabalhos, o ator e diretor  Elias Andreato. Karin e Autran se conheceram  durante a peça Equus, em  1975, e não resistiram à vontade de estar  sempre juntos. “Aquilo foi  evoluindo e, de repente, percebi que só  queria ficar com o Paulo. A  relação evoluiu para um companheirismo  grande. Sinto muita falta dele  e, se sei alguma coisa de teatro, aprendi  com ele. Não tanto pelo que  ele ensinava, mas por poder vê-lo  representar”, admite.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 51, 255);"&gt;As  qualidades do companheiro ultrapassam o  universo cênico, segundo  Karin. “Me encantava o humor que ele tinha  diante das coisas boas e  ruins. Era um companheiro maravilhoso,  inteligente e talentoso, as  conversas eram ótimas, ele era de fácil  convívio, estávamos no mesmo  ritmo”, revela a atriz, que não vem a  Brasília há cerca de uma década.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 51, 255);"&gt;Perguntada  pela curadoria do  projeto sobre a companhia ideal para dividir as  histórias de Paulo  Autran, ela não titubeou: sugeriu o nome de  Andreato, que dirigiu e  atuou ao lado do casal em algumas oportunidades  e acabou entrando para o  círculo mais íntimo de convivência. “Ele o  dirigiu nas últimas  montagens (Visitando Sr. Green, Adivinhe quem vem  para rezar, além do  último trabalho, O avarento) e era quase da nossa  família. Ao lado do  produtor Germano Baía, éramos chamados de ‘os  quatro mosqueteiros’.  Elias estava no quarto de hospital quando Paulo  morreu”, conta Karin.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 51, 255);"&gt;Entre amigos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 51, 255);"&gt;Os   dois atores se conhecem desde a infância de Elias, mas sem qualquer   intimidade. Depois de sua experiência como assistente de direção na peça   Para sempre, de Maria Adelaide Amaral, Andreato foi convidado por   Autran para dirigi-lo. “O que mais me surpreendeu foi a disponibilidade   dele. Paulo era um ator extremamente generoso e disponível, e isso é   raro. Ele me deu credibilidade como artista”, acredita.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 51, 255);"&gt;A  partir  daí, o contato se estreitou. “Tínhamos uma afinidade de humor.  Nos  divertíamos muito juntos. Antes de tudo, ele deixou um repertório   maravilhoso, era culto, teve uma formação incrível. E era muito   apaixonado por teatro, queria ver todos os espetáculos, os amadores, os   que eram encenados à meia-noite”, relembra o ator e diretor, que trará   um texto escrito por seu irmão, Elifas Andreato, sobre a relação de   parceria e amizade que estabeleceu com Paulo Autran.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 51, 255);"&gt;Além  das  memórias tecidas diante da plateia, o projeto seguirá intercalando   depoimentos com projeções de entrevistas e cenas originais em tributo  ao  ator, criadas pelos diretores Sérgio Maggio e J. Abreu. Na primeira   delas, a amiga que o convidou para sua estreia profissional (na peça Um   Deus dormiu lá em casa, dirigida por Adolfo Celi), Tônia Carrero,   contracena com Ziembinski, um dos grandes diretores teatrais do país,   enquanto conversa com ele sobre passagens da vida de Autran. Na segunda   participação dos atores, novamente surge Tônia, desta vez ao lado do   então marido, Adolfo Celi. Em parceria com o homenageado da noite, o   casal montou uma companhia teatral, a Tônia-Celi-Autran (CTCA).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 51, 255);"&gt;O   tributo se encerra com Bibi Ferreira dirigindo Paulo em uma espécie de   espetáculo no qual ele canta, dança e sapateia. No papel de todas as   figuras femininas desta edição, está a atriz Silvana de Faveri. “Autran   se dedicou à carreira de corpo e alma e mostrou que é possível viver do   ofício de ator com muita dignidade”, destaca a atriz.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 51, 255);"&gt;J.  Abreu,  ator e codiretor do Mitos do Teatro Brasileiro, divide o palco  com ela,  interpretando Ziembinski, Celi e o próprio Paulo. “A gente  queria trazer  também a Tônia Carrero, mas ela não pôde, por problemas  de saúde. Nesta  edição, além do Paulo Autran, quisemos homenagear todos  esses outros  nomes, importantes pra carreira dele e para o teatro  brasileiro”,  ressalta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 51, 255);"&gt;Reconhecimento&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 51, 255);"&gt;Em   15 de julho deste ano, o Diário Oficial da União (DOU) publicou a Lei   12.449/11, que declara Paulo Autran patrono do teatro brasileiro. A   iniciativa foi do ex-deputado gaúcho Pompeo de Mattos. O título,   aprovado em junho pelo Congresso Nacional, tem valor simbólico e não   resulta em qualquer benefício material. “Fiquei muito contente com a   honraria”, afirma Karin Rodrigues. O ator, que se formou em direito   antes de começar a carreira, morreu em 2007, aos 85 anos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;MITOS DO TEATRO BRASILEIRO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Hoje,   às 20h, no Centro Cultural Banco do Brasil (SCES Trecho 2, lote 22;   3108-7600). Entrada franca. Senhas distribuídas com uma hora de   antecedência. Não recomendado para menores de 12 anos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1532991008431072698-1286666371085897079?l=blogcricriemcena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcricriemcena.blogspot.com/feeds/1286666371085897079/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1532991008431072698&amp;postID=1286666371085897079' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1532991008431072698/posts/default/1286666371085897079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1532991008431072698/posts/default/1286666371085897079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcricriemcena.blogspot.com/2011/09/sua-majestade-autran.html' title='Sua Majestade, Autran!'/><author><name>Sérgio Maggio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15306060391762484472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_S5SIBnIY-RY/SKi1oJrroJI/AAAAAAAAARA/zuM1pMqmwFY/S220/P1070305.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1532991008431072698.post-425530123181898937</id><published>2011-09-20T23:27:00.002-03:00</published><updated>2011-09-20T23:30:29.657-03:00</updated><title type='text'>A dramaturgia de Oscar Wilde</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;span id="items_noticia" style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 13px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; display: inline; "&gt;&lt;p style="text-align: center;padding-top: 2px; padding-right: 4px; padding-bottom: 2px; padding-left: 4px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 13px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-style: initial; border-color: initial;"&gt;&lt;a href="http://mitosdoteatrobrasileiro.blogspot.com"&gt;Sérgio Maggio&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="padding-top: 2px; padding-right: 4px; padding-bottom: 2px; padding-left: 4px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 13px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="news_body" style="padding-top: 0px; padding-right: 18px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;div class="font_change" style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;div id="abanoticia" style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; display: block; "&gt;&lt;p style="text-align: center; padding-top: 10px; padding-right: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;A obra de arte sempre vence o tempo dos homens. No caso de Oscar Wilde, humilhado e posto ao escárnio público por uma obscura Inglaterra do século 19, a condição natural do valor intrínseco de suas criações soterrou a ignorância e a moralidade de uma época. Homossexual que se assumiu após sucessivos escândalos, o dramaturgo, poeta, romancista, contista e frasista irlandês é dono de textos teatrais que continuam a ser um instigante exercício de montagem para atores e diretores em todo o mundo.&lt;em style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt; A importância de ser constante&lt;/em&gt; (1894) é um deles, constantemente revisitado pelo teatro e pelo cinema, e que compõe o primeiro volume de &lt;em style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;Teatro completo — Oscar Wilde&lt;/em&gt; (edição bilíngue, inglês/português, da editora Landmark). Estão nesse tomo, &lt;em style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;Vera ou os niilistas &lt;/em&gt;(1881),&lt;em style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt; A duquesa de Pádua&lt;/em&gt; (1883) e &lt;em style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;O leque de Lady Windermere&lt;/em&gt; (1892). &lt;em style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;Salomé&lt;/em&gt;, um dos clássicos de Wilde, compõe o volume 2 com mais quatro peças.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;table class="image right" style="text-align: center; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 10px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; float: right !important; width: 1px; border-collapse: collapse !important; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;tbody style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;tr style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;td style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;img src="http://imgsapp2.correiobraziliense.com.br/app/noticia_127983242361/2011/09/20/270594/20110920111227257816u.jpg" alt=" (O teatro de Oscar Wilde ganha edição bilíngue (inglês-português) )" title=" (O teatro de Oscar Wilde ganha edição bilíngue (inglês-português) )" border="0" style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; " /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; "&gt;A obra teatral de Oscar Wilde, que se inicia com a melodramática &lt;em style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;Vera ou os niilistas&lt;/em&gt;, traz o frescor do olhar satírico e crítico do autor à aristocracia da época. É engraçadísismo como ele desdenha da falida instituição do casamento em &lt;em style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;A importância de ser constante&lt;/em&gt;, por exemplo, expondo o jogo de interesses e a hipocrisia que rondavam o acerto dos matrimônios entre os nobres, como Algernon e Jack:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;div class="news_body" style="padding-top: 0px; padding-right: 18px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;div class="font_change" style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;div style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; display: block; "&gt;&lt;p style="text-align: center;padding-top: 10px; padding-right: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;padding-top: 10px; padding-right: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;em style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;span style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;Algernon —&lt;/span&gt; Realmente, realmente não vejo nada de romântico num pedido de casamento. É muito romântico estar apaixonado. Mas não há nada de romântico num pedido. Ora, pode até ser aceito. Normalmente é, eu creio. E aí acaba toda a excitação. A verdadeira essência do romance é a incerteza. Se algum dia vier a me casar, com certeza tentarei esquecer-me do fato.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;div class="news_body" style="padding-top: 0px; padding-right: 18px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;div class="font_change" style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;div style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; display: block; "&gt;&lt;p style="padding-top: 10px; padding-right: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;b style="font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;em style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;Jack —&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;em style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt; Não tenho a menor dúvida disso, caro Algy. A Corte dos Divórcios foi criada especialmente para as pessoas que possui esse tipo curioso de memória. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;div class="news_body" style="padding-top: 0px; padding-right: 18px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;div class="font_change" style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;div style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; display: block; "&gt;&lt;p style="padding-top: 10px; padding-right: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;b style="font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Os jogos de diálogos entre Algernon e Jack seguem potentes em &lt;em style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;A importância de ser constante&lt;/em&gt; e agudizam com a chegada de Tia Augusta ou Lady Bracknell, com seu algoz apetite sobre as palavras, devoradas e ditas sem economia. Quando ela descobre que o pretendente a marido da filha, não teve berço e foi encontrado numa maleta de mão, dispara, para depois, sair do aposento, majestosa:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;div class="news_body" style="padding-top: 0px; padding-right: 18px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;div class="font_change" style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;div style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; display: block; "&gt;&lt;p style="padding-top: 10px; padding-right: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;b style="font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;em style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;Lady Bracknell —&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;em style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt; O senhor não pode imaginar que eu e Lorde Bracknell sonharíamos em permitir que nossa única filha — uma moça criada com maior carinho — se case com num bagageiro e faça uma aliança com um embrulho! Passe bem! Mr. Worthing!&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;div class="news_body" style="padding-top: 0px; padding-right: 18px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;div class="font_change" style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;div style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; display: block; "&gt;&lt;p style="padding-top: 10px; padding-right: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;b style="font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Integrante do movimento Esteticista, do escritor e crítico &lt;a href="http://mitosdoteatrobrasileiro.blogspot.com"&gt;Walter Paden&lt;/a&gt;, que pregava a “arte pela arte, a crença de que a beleza não precisava de qualquer justificativa além dela”, Oscar Wilde encontrou, no desejo de expor o belo como “a verdade”, uma forma de ficar livre de uma mensagem ou de um conteúdo social da época que o martirizava. O uso da sátira como forma e o olhar de cronista, que sempre estava numa posição de observador da caquética aristocracia, encarregaram de encher a obra de Oscar Wilde de um forte teor crítico sobre a cena social. Vai além da simples arquitetura da comédia de costumes, apesar de se parecer bastante com o gênero, como bem explica o prefácio da edição da Landmark. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;div class="news_body" style="padding-top: 0px; padding-right: 18px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;div class="font_change" style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;div style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; display: block; "&gt;&lt;p style="padding-top: 10px; padding-right: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;b style="font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;—&lt;/span&gt; O teatro de Wilde invoca em si mesmo e, ao mesmo tempo, uma reação e frustração do público: as situações dramáticas e satíricas são inovadas, apresentadas e completamente alteradas em seu desfecho, ferramentas utilizadas por Wilde, como um manipulador de situações, no desejo de criar um espaço no qual o público se reconhece e associa as regras literárias com a comédia de costumes. Wilde assim, compartilha o prazer de pertencer a uma comunidade elitista com o estabelecimento de uma aristocracia alternativa, moldada não pelos direitos de berço ou dinheiro, mas sim pelo reconhecimento e pela sabedoria. Essa é a principal característica de sua obra teatral.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;div class="news_body" style="padding-top: 0px; padding-right: 18px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;div class="font_change" style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;div style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; display: block; "&gt;&lt;p style="text-align: center;padding-top: 10px; padding-right: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;Primeira vítima gay&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;div class="news_body" style="padding-top: 0px; padding-right: 18px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;div class="font_change" style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;div style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; display: block; "&gt;&lt;p style="text-align: center;padding-top: 10px; padding-right: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif; text-decoration: none; outline-style: none !important; outline-width: initial !important; outline-color: initial !important; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; font-style: italic; "&gt;O livro &lt;a href="http://mitosdoteatrobrasileiro.blogspot.com"&gt;Heróis e exílios&lt;/a&gt; — Ícones gays através dos tempos, de Tom Ambrose (Editora Gutenberg) dedica um longo capítulo sobre Oscar Wilde, cuja imagem está na capa da obra. A relação de amizade de Wilde com o esteticista Paden, também vítima da Inglaterra moralista, explica mais a escolha formal de Wilde num momento delicado de sua vida, quando chegou ao Magdalen College, em Oxford, em 1874. Todo o calvário do escritor irlandês, ao assumir a homossexualidade, ganha razoável descrição em capítulo que conclui, ter sido Oscar Wilde a primeira vítima gay da cultura das modernas celebridades&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1532991008431072698-425530123181898937?l=blogcricriemcena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcricriemcena.blogspot.com/feeds/425530123181898937/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1532991008431072698&amp;postID=425530123181898937' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1532991008431072698/posts/default/425530123181898937'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1532991008431072698/posts/default/425530123181898937'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcricriemcena.blogspot.com/2011/09/dramaturgia-de-oscar-wilde.html' title='A dramaturgia de Oscar Wilde'/><author><name>Sérgio Maggio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15306060391762484472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_S5SIBnIY-RY/SKi1oJrroJI/AAAAAAAAARA/zuM1pMqmwFY/S220/P1070305.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1532991008431072698.post-5823608510863761456</id><published>2011-09-18T11:53:00.003-03:00</published><updated>2011-09-18T11:55:17.208-03:00</updated><title type='text'>Paulo Autran no Mitos do Teatro Brasileiro</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-zHsQsRfR6Z4/TnYGE78QiJI/AAAAAAAABcY/pmAHiMvfWn0/s1600/autran.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 267px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-zHsQsRfR6Z4/TnYGE78QiJI/AAAAAAAABcY/pmAHiMvfWn0/s400/autran.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5653713064089913490" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0); text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt; &lt;span style="line-height: 14px;font-family:Calibri,sans-serif;font-size:13px;"  &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O  CENTRO CULTURAL &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;BANCO DO BRASIL E O PROJETO MITOS DO TEATRO BRASILEIRO — ANO II  CELEBRAM A VIDA E A OBRA DE PAULO AUTRAN, ACLAMADO&lt;blockquote&gt; &lt;/blockquote&gt;&lt;a href="http://mitosdoteatrobrasileiro.blogspot.com"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;PATRONO &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://mitosdoteatrobrasileiro.blogspot.com"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;DO TEATRO  BRASILEIRO&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p  style="text-align: center; color: rgb(102, 0, 204);font-family:lucida grande;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; font-style: normal;"&gt;O&lt;/span&gt;&lt;span&gt;  Brasil  já estava amordaçado pela ditadura militar quando Paulo Autran  foi para o centro  do palco, sob o foco de luz, clamar: “Sou apenas um  homem de teatro. Sempre fui  e sempre serei um homem de teatro.” De cara  limpa, anunciava ao mundo, que  estava ali para lutar, por meio do seu  ofício, pela restituição de um país  democrático. Em &lt;i&gt;Liberdade, liberdade,&lt;/i&gt;  de Millôr Fernandes e Flávio  Rangel, o ator, maduro em sua consciência  política, mostrava uma das facetas  daquele que se doou plenamente ao  palco, construindo um teatro preocupado em  refletir as agruras e as  agonias do homem contemporâneo. O projeto Mitos do  Teatro Brasileiro  celebra a trajetória de “o senhor dos palcos”,&lt;span style="color: rgb(255, 204, 204);"&gt; &lt;span style="color: rgb(102, 0, 204); font-weight: bold;"&gt;dia 21 de  setembro, às 20h, no Centro Cultural Banco do Brasil, com entrada franca  (a&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 204); font-weight: bold;"&gt;s senhas para o encontro devem ser  retiradas uma hora antes do evento).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; color: rgb(102, 0, 204); font-family: lucida grande;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p  style="line-height: normal; text-align: center; color: rgb(102, 0, 204);font-family:lucida grande;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;“Poder  interpretar num mesmo espetáculo, farsa,  drama, comédia, tragédia,  textos íntimos, épicos, românticos, é tarefa com que  sonha qualquer  ator, principalmente quando os atores se chamam Shakespeare,   Beaumarchais, Büchner, Brecth, Castro Alves, Carlos Drummond de Andrade,  Cecília  Meirelles, Manuel Bandeira, Sócrates”, anunciou Paulo Autran.  Homem de todos os  teatros, que construiu uma carreira de repertório  espetacular, trocou a  promissora carreira de advogado pelo exercício de  interpretar tantos sonhos. Da  estreia profissional ao lado de Tônia  Carrero em &lt;/span&gt;&lt;span&gt;Um deus dormiu lá  em casa&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt; (1949) a &lt;/span&gt;&lt;span&gt;O avarento  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;(2006),  construiu uma trajetória de  coerência artística e ética, sendo  reconhecido, ainda em vida, como um dos  maiores símbolos do teatro  brasileiro. Em junho de 2011&lt;/span&gt;&lt;span&gt;,  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;Paulo Autran foi &lt;/span&gt;&lt;span&gt;declarado  Patrono do Teatro Brasileiro. O título,  aprovado pelo Congresso  Nacional, foi oficializado em lei assinada pela  presidenta Dilma  Rousseff.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; color: rgb(102, 0, 204); font-family: lucida grande;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: center; color: rgb(102, 0, 204);font-family:lucida grande;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Para  celebrar a arte ímpar de Paulo Autran, os atores J.  Abreu e Silvina de  Faveri interpretam cenas inéditas, criadas pelo dramaturgo e  diretor  Sérgio Maggio, enquanto os atores Karin Rodrigues e Elias Andreato   testemunham fatos relevantes vividos ao lado do senhor dos palcos. “Fico   emocionada em ir a Brasília para falar de Paulo Autran”, diz a atriz e   companheira Karin Rodrigues, que encenou grandes sucessos de Autran,  como  &lt;i&gt;Pato com laranja &lt;/i&gt;e &lt;i&gt;Vestir o pai&lt;/i&gt;. “É uma grande reverência em minha  trajetória”, completa Elias Andreato, que dirigiu Autran, em 2000, na  montagem &lt;i&gt;Visitando o Sr. Green&lt;/i&gt;, espetáculo que marcou os 50 anos de  carreira do ator&lt;span&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; color: rgb(102, 0, 204); font-family: lucida grande;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: center; color: rgb(102, 0, 204);font-family:lucida grande;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; color: rgb(102, 0, 204); font-family: lucida grande;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: center; color: rgb(102, 0, 204);font-family:lucida grande;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Após  celebrar, com êxito de público e crítica, as  trajetórias de Dulcina de  Moraes, Dercy Gonçalves, Procópio Ferreira, Nelson  Rodrigues, Cacilda  Becker, Chico Anysio, Maria Clara Machado, Plínio Marcos e  Lélia  Abramo, Mitos do Teatro Brasileiro segue saudando a memória de Augusto   Boal (18 de outubro, com Amir Haddad e Aderbal Freire-Filho) e Dina Sfat  (22 de  novembro, com Juca de Oliveira e Thelma &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; color: rgb(102, 0, 204); font-family: lucida grande;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: center; color: rgb(102, 0, 204);font-family:lucida grande;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; color: rgb(102, 0, 204); font-family: lucida grande;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: center; color: rgb(102, 0, 204);font-family:lucida grande;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Reston).  “É uma segunda geração do século 20, que vai  permitir apontar as  grandes transformações do teatro brasileiro a partir dos  anos 1960”,  observa Maggio.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; color: rgb(102, 0, 204); font-family: lucida grande;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: center; color: rgb(102, 0, 204);font-family:lucida grande;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; color: rgb(102, 0, 204); font-family: lucida grande;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: center; color: rgb(102, 0, 204);font-family:lucida grande;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Num   formato de teatro-documentário, no qual se constrói ao vivo a  biografia cênica  do homenageado, a partir da junção de esquetes,  depoimentos e vídeos, o projeto  Mitos do Teatro Brasileiro contribui  para consolidar a memória das artes  cênicas. “É uma aula-espetáculo, na  qual aprendemos juntos, artistas e plateia,  a entender a construção  desse te&lt;span&gt;atro”, observa o ator&lt;span&gt;   &lt;/span&gt;J. Abreu.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1532991008431072698-5823608510863761456?l=blogcricriemcena.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogcricriemcena.blogspot.com/feeds/5823608510863761456/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1532991008431072698&amp;postID=5823608510863761456' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1532991008431072698/posts/default/5823608510863761456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1532991008431072698/posts/default/5823608510863761456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogcricriemcena.blogspot.com/2011/09/paulo-autran-no-mitos-do-teatro.html' title='Paulo Autran no Mitos do Teatro Brasileiro'/><author><name>Sérgio Maggio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15306060391762484472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_S5SIBnIY-RY/SKi1oJrroJI/AAAAAAAAARA/zuM1pMqmwFY/S220/P1070305.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-zHsQsRfR6Z4/TnYGE78QiJI/AAAAAAAABcY/pmAHiMvfWn0/s72-c/autran.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1532991008431072698.post-6899886884207459123</id><published>2011-09-15T22:36:00.002-03:00</published><updated>2011-09-15T22:40:27.807-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, Arial, SunSans-Regular, sans-serif; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;div class="foto" style="font-size: 12px; margin-top: 5px; margin-right: 5px; margin-bottom: 5px; margin-left: 7px; padding-top: 5px; padding-right: 1px; padding-bottom: 5px; padding-left: 1px; float: right; width: 250px; color: rgb(0, 0, 0); background-color: rgb(231, 232, 234); text-decoration: none; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;&lt;a href="http://stat.correioweb.com.br/arquivos/divirta/materias2007/miguel_falabella4.jpg" rel="lightbox" border="0" style="text-decoration: none; color: rgb(0, 0, 0); font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; font-weight: bold; "&gt;&lt;img src="http://stat.correioweb.com.br/arquivos/divirta/materias2007/miguel_falabella4.jpg" border="0" width="250" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="assinatura" style="text-decoration: none; font-family: Arial, Verdana, Helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; color: rgb(87, 87, 87); "&gt;Miguel Falabella vive Georges em Gaiola das loucas, de hoje a domingo, na Villa-Lobos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"&gt;&lt;p style="text-align: center;padding-top: 5px; padding-right: 10px; padding-bottom: 5px; padding-left: 10px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: Arial, Verdana, Helvetica, sans-serif; word-spacing: 1px; white-space: normal; line-height: 1.6; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Sérgio Maggio&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="padding-top: 5px; padding-right: 10px; padding-bottom: 5px; padding-left: 10px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; font-family: Arial, Verdana, Helvetica, sans-serif; word-spacing: 1px; white-space: normal; line-height: 1.6; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;
