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sexta-feira, 8 de junho de 2012

Eros Impuro no Espaço Mosaico

08/06/2012
Arte e Estética traz monólogo que sintetiza as ambiguidades da arte


Caroline Maria

 
Jones de Abreu interpreta peça com direção de Sérgio Maggio
 
Eros impuro sintetiza no título as ambiguidades da arte: o limite tênue entre devaneio e lucidez, erotismo e pornografia. No palco, essas fronteiras estão sublinhadas na história de Andrei, pintor obcecado por uma imagem que o atormenta desde menino. Interpretado por Jones de Abreu, com texto e direção de Sérgio Maggio, o monólogo integra a terceira edição do projeto Arte e Estética, no Espaço Cultural Mosaico, com apresentações nesta sexta-feira (8/6) e sábado (9/6), às 21h, e domingo (10/6), às 20h.

No palco, o quadro ganha camadas à medida que a trama se desenrola. Atormentado pelo retrato inacabado, a obsessão de Andrei emoldura um conflito mais profundo: um caso mal resolvido de abuso sexual na infância. “O desejo de terminar a imagem é, essencialmente, uma tentativa de se entender melhor”, conta Abreu, desafiado pelo primeiro solo em 25 anos dedicados ao teatro.

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