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terça-feira, 29 de maio de 2012

Lá vem o Cena Contemporânea

CENA CONTEMPORÂNEA
FESTIVAL INTERNACIONAL DE TEATRO DE BRASÍLIA


O TEATRO DE GUILLERMO CALDERÓN
“O esquecimento está cheio de memória”. As palavras do escritor uruguaio Mário Benedetti pairam sobre a mais nova criação do chileno Guillermo Calderón, um dos mais inquietos e provocadores encenadores da cena teatral latino-americana. Calderón traz para o CENA CONTEMPORÂNEA dois espetáculos que se apresentam juntos, Villa y Discurso, com um intervalo de dez minutos entre um e outro. As duas peças dialogam sobre tortura e memória e são protagonizadas pelas mesmas três atrizes: Francisca Lewin, Macarena Zamudio e Carla Romero. Em Villa, as três discutem sobre diferentes alternativas para remodelar a Villa Grimaldi, o principal centro de tortura e extermínio da ditadura de Augusto Pinochet. Em Discurso, elas se revezam na pele da ex-presidenta Michelle Bachelet num fictício discurso de despedida ao deixar o poder, no qual lamenta não ter conseguido empreender as mudanças sociais com as quais sonhava, desde seus tempos de militante. O trabalho potente de Guillermo Calderón já é conhecido de Brasília – seu espetáculo Neva foi um dos mais aplaudidos do CENA em 2010. Villa y Discurso poderão ser vistos de 20 a 22 de julho, no Teatro Eva Herz da Livraria Cultura do Shopping Iguatemi.


YUSA E O NOVO SOM DE CUBA


Rock, jazz, pop, música brasileira e raiz cubana, com direito a rumba, trova e son. É no embalo da mistura explosiva destes gêneros musicais que a cubana Yusa tem arrebatado o público de todos os lugares por onde passa. Nome de ponta da nova geração de músicos da ilha, Yusa faz o show de encerramento do CENA CONTEMPORÂNEA 2012, no grande palco ao ar livre no Museu Nacional da República, no dia 29 de julho, a partir das 17h, numa parceria com o projeto Todos os Sons – Domingo CCBB. Yusa representa a nova onda de músicos cubanos que condensam a tradição de seu país com os sons do resto do mundo. Yusa é cantora, compositora e instrumentista. Toca violão desde os seis anos de idade é a primeira mulher especializada em tocar “Tresera, instrumento típico da música cubana camponesa.


PARA ENTRAR EM OUTRA FREQUÊNCIA
Durante o CENA CONTEMPORÂNEA, a Praça do Museu Nacional da República não vai receber apenas os shows e festas que caracterizam o festival. O local também será palco de um dos mais intrigantes espetáculos da programação, um trabalho que promete confundir os limites entre ficção e realidade, entre público e espectador. É Outra Frequência – Audio-performance para dois, produção alemã-argentina, do grupo BiNeural-MonoKultur, que convida o público a se integrar à experiência cênica. A proposta é simples: duas pessoas são convidadas a colocar fones de ouvido e, através de um aparelho de MP3, seguem orientações para vivenciarem diferentes situações. De fora, o público assiste a uma coreografia estranha, só compreendida pelos dois performers. Outra Frequência – Audio-performance para dois dura só dez minutos a cada par e será realizada das quatro da tarde às dez da noite.  Conceito, roteiro e direção de Ariel Dávila e Christina Ruf.



O CENA CONTEMPORÂNEA tem direção e curadoria de Guilherme Reis e patrocínio da Petrobras, Caixa, CCBB e FAC/DF.

Notas da ObjetoSim Assessoria de Imprensa

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