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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Guerrilheira dos palcos





CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL E MITOS DO TEATRO BRASILEIRO — ANO II ENCENAM A VIDA E OBRA DE DINA SFAT, ATRIZ ÍCONE DA MODERNIDADE

No gene de Dina Sfat, corre a força das mulheres do deserto judeu. A fibra de luta é uma característica permanente na trajetória de uma das mais inquietantes atrizes da história do teatro brasileiro. De secretária e menina criada para o casamento judeu, rompeu-se uma artista que politicamente pôs o destino pelo avesso. Com presença marcante nos dois coletivos que nacionalizaram o teatro brasileiro, Arena e Oficina, a menina judia que nasceu no Alto da Lapa (RJ) construiu uma carreira de repertório impecável no teatro, no cinema e na televisão. No dia 22 de novembro, terça-feira, às 20h, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), o projeto Mitos do Teatro Brasileiro rende-se à memória da jovem dama, morta aos 50 anos, com as presenças de Maria Alice Vergueiro e Ednei Giovenazzi. A entrada é franca e as senhas serão distribuídas uma hora antes da apresentação.

A arte de Dina Sfat foi semeada pela dedicação e pela descoberta de um teatro potente capaz de dialogar com o mundo presente. Ela começa encenando textos de Brecht no Teatro do Estudante, de Paschoal Carlos Magno, até entrar, pelas mãos de Augusto Boal, no Arena, onde se faz presente nas antológicas montagens Arena Conta Zumbi e Arena Conta Tiradentes. Ali, em ambiente predominantemente masculino, desbrava a atuação feminina e política no teatro nacional, uma das bandeiras que carrega até a morte precoce em 1989. A atriz está também associada à histórica temporada de O rei da vela, do Teatro Oficina, em 1968, que associa o movimento teatral à Tropicália.

Para testemunhar sobre os caminhos artísticos de Dina Sfat, Maria Alice Vergueiro volta a Brasília a fim de relembrar a antropofagia de O rei da vela e a presença marcante de Dina Sfat no teatro. “Adoro ela, tenho carinho e boas lembranças de trabalhos divididos”, lembra a dama do teatro cult no Brasil, que recentemente fez estrondoso sucesso no palco do CCBB com As três velhas. Ao seu lado, estará um dos atores mais talentosos e dedicados à arte teatral no país, Ednei Giovenazzi, que fez, com Dina Sfat, um dos seus maiores sucessos: Hedda Gabler. “Sempre penso em Dina, é como uma oração”, confessa. No formato de teatro-documentário, os depoimentos de Maria Alice Vergueiro e Ednei Giovenazzi estarão misturados a cenas escritas pelo diretor-dramaturgo Sérgio Maggio e vividas pelos atores J. Abreu e Juliana Drummond.

Mitos do Teatro Brasileiro é projeto alicerçado na memória daqueles que fizeram do teatro uma missão de vida e de expressão. Durante dois anos, encenou biografias cênicas de Dulcina de Moraes, Dercy Gonçalves, Procópio Ferreira, Cacilda Becker, Nelson Rodrigues, Chico Anysio, Maria Clara Machado, Plínio Marcos, Paulo Autran, Lélia Abramo e Augusto Boal. “Pelo palco do CCBB Brasília, montamos uma panorama profundo e sensorial sobre a saga do teatro nacional do século 20, das companhias aos coletivos modernos. Além do sucesso de público e crítica, vimos surgir diante dos nossos olhos um profundo amor da plateia ao teatro brasileiro ”, aponta Maggio.


 Acompanhe a pesquisa do projeto no blog
 www.mitosdoteatrobrasileiro.blogspot.com e siga-o no Twitter @mitosdoteatro


SERVIÇO:

Mitos do Teatro Brasileiro — Dina Sfat
Data: 22 de novembro
Horário: terça-feira, às 20h
Duração: 100 minutos
Ingressos: Entrada franca. Senhas serão distribuídas na bilheteria com uma hora antecedência.
Direção e dramaturgia: Sérgio Maggio
Com: J. Abreu e Juliana Drummond
Debatedores: Maria Alice Vergueiro e Ednei Giovenazzi
Classificação indicativa: 12 anos
Local: Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (CCBB) – SCES, Trecho 2, Lote 22, Brasília
Telefone: (61) ) 3108-7600


O CCBB disponibiliza ônibus gratuito, identificado com a marca do Centro Cultural. O transporte funciona de terça a domingo, saindo do Teatro Nacional a partir das 11h.

Trajeto e Horários

Teatro Nacional: 11h, 12h25, 13h50, 15h15, 16h40, 18h05, 19h30, 20h55, 22h
SHN – Manhattan: 11h05, 12h30, 13h55, 15h20, 16h45, 18h10, 19h35, 21h, 22h05
SHS – Hotel Nacional: 11h10, 12h35, 14h, 15h25, 16h50, 18h15, 19h40, 21h05, 22h10
SBS – Galeria dos Estados: 11h15, 12h40, 14h05, 15h30, 16h55, 18h20, 19h45, 21h10, 22h15
Biblioteca Nacional: 11h20, 12h45, 14h10, 15h35, 17h, 18h25, 19h50, 21h15, 22h20
UNB – Inst. Artes: 11h30, 12h55, 14h20, 15h45, 17h10, 18h35, 20h, 21h25, 22h30
UNB – Biblioteca: 11h35, 13h, 14h25, 15h50, 17h15, 18h40, 20h05, 21h30, 22h35
CCBB: 12h10, 13h35, 15h, 16h25, 17h50, 19h15, 20h40, 21h45, 22h45


Assessoria de Comunicação

Âncora Comunicação
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