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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Augusto Boal homenageado no CCBB

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O CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL E O PROJETO MITOS DO TEATRO BRASILEIRO — ANO II CELEBRAM A VIDA E A OBRA DE AUGUSTO BOAL, O CRIADOR DO TEATRO DO OPRIMIDO

Durante mais de 50 anos dedicados ao teatro, uma pergunta persistente seguia Augusto Boal em inúmeras entrevistas. “Como o senhor se define? Um dramaturgo, um diretor, um homem de esquerda, um teatrólogo? Múltiplo e sem caber em rótulos, ele, um dia, teve uma inspiração. Lembrou-se que Simón Bolivar, o revolucionário que libertou a América Espanhola do colonialismo: “Ele se dizia ser um lavrador do mar -- lavra-se uma onda, mas tem sempre outra se aproximando. É assim que me sinto. Um lavrador do mar”, concluiu Augusto Boal, um dos maiores nome do teatro do Brasil e do mundo. A memória dele será celebrada no dia 18 de outubro (terça-feira), às 20h, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), com entrada franca. As senhas para o encontro devem ser retiradas meia hora antes do evento).

Engenheiro químico formado, Augusto Boal não conseguiu dizer “não” ao chamado dos palcos. Amigo do dramaturgo Nelson Rodrigues e do crítico Sábato Magaldi na juventude, ele viajou para os Estados Unidos e, lá, fez um curso de dramaturgia na Colombia University, onde aprofundaria suas convicções teatrais. Viu Marlon Brando e James Dean aprendendo Stanislavski no Actor´s Studio e, quando voltou ao Brasil, ao fim da década de 1950, foi irradiar o que sabia aos seus pares no recém-criado Teatro de Arena, espaço no qual ajudou a alinhá-lo à ideia de nacionalizar o teatro brasileiro. A partir daí, construiu uma carreira de resistência, que culminou com o show Opinião e na série de espetáculos Arena conta... Todos incomodando profundamente a ditadura militar, que o perseguiu e o exilou como um inimigo público. No exterior, aprofundou o sistema do Teatro Oprimido, que já tinha sido iniciado com o Teatro Jornal e o Teatro Invisível, ambos com forte teor político. Hoje, o método é conhecido no mundo e espalha-se por mais de 50 países nos cinco continentes.

Para celebrar a arte de Augusto Boal, os atores J. Abreu e Silvia Paes, que é multiplicadora do Teatro Oprimido no Centro-Oeste, trazem a memória viva de Boal em cenas inéditas, criadas pelo diretor-dramaturgo Sérgio Maggio, enquanto os diretores Amir Haddad e Aderbal Freire-Filho testemunham fatos relevantes vividos ao lado do homem de teatro que foi indicado ao Nobel da Paz. “Quero falar muito da generosidade de Boal. Dessa capacidade de doar conhecimentos”, adianta Aderbal Freire-Filho. “Há tanto a contar sobre essa maravilha que é Boal que vou estourar o tempo”, brinca Amir Haddad. Nessa edição, ainda participa da homenagem o coletivo brasiliense Trincheira Cia. de Teatro, que, há dois anos, pesquisa a vida e a trajetória de Honestino Guimarães, líder estudantil da UnB que desapareceu durante a ditadura militar.

Após celebrar, com êxito de público e crítica, as trajetórias de Dulcina de Moraes, Dercy Gonçalves, Procópio Ferreira, Nelson Rodrigues, Cacilda Becker, Chico Anysio, Maria Clara Machado, Plínio Marcos, Lélia Abramo e Paulo Autran, Mitos do Teatro Brasileiro segue saudando a memória de Dina Sfat (22 de novembro, com Juca de Oliveira e Thelma Reston). “A delícia de se falar sobre esses homens e mulheres, que doaram a vida ao palco, faz desse projeto uma potente declaração de amor ao teatro brasileiro”, observa Maggio.

Num formato de teatro-documentário, no qual se constrói ao vivo a biografia cênica do homenageado, a partir da junção de esquetes, depoimentos e vídeos, o projeto Mitos do Teatro Brasileiro contribui para consolidar a memória das artes cênicas. “Todos nós, público e plateia, saímos transformados a cada homenagem do projeto Mitos do Teatro Brasileiro”, conta o ator J. Abreu.

  • Acompanhe a pesquisa do projeto no blog www.mitosdoteatrobrasileiro.blogspot.com e siga-o no Twitter @mitosdoteatro

SERVIÇO:

Projeto: Mitos do Teatro Brasileiro Ano II – Augusto Boal

Direção, texto e concepção cênica: Sérgio Maggio e J. Abreu.

Com: J. Abreu, Silvia Paes e o coletivo Trincheira Cia. de Teatro

Horário: Dia 18 de outubro, terça-feira, às 20h

Duração: 100 minutos

Classificação indicativa: 12 anos

Local: Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (CCBB) – SCES, Trecho 2, Lote 22, Brasília

Telefone: (61) 3108-7600

Ingressos: Entrada franca. Senhas serão distribuídas na bilheteria com meia hora antecedência.

O CCBB disponibiliza ônibus gratuito, identificado com a marca do Centro Cultural. O transporte funciona de terça a domingo, saindo do Teatro Nacional a partir das 11h.

Trajeto e Horários

Teatro Nacional: 11h, 12h25, 13h50, 15h15, 16h40, 18h05, 19h30, 20h55, 22h

SHN – Manhattan: 11h05, 12h30, 13h55, 15h20, 16h45, 18h10, 19h35, 21h, 22h05

SHS – Hotel Nacional: 11h10, 12h35, 14h, 15h25, 16h50, 18h15, 19h40, 21h05, 22h10

SBS – Galeria dos Estados: 11h15, 12h40, 14h05, 15h30, 16h55, 18h20, 19h45, 21h10, 22h15

Biblioteca Nacional: 11h20, 12h45, 14h10, 15h35, 17h, 18h25, 19h50, 21h15, 22h20

UNB – Inst. Artes: 11h30, 12h55, 14h20, 15h45, 17h10, 18h35, 20h, 21h25, 22h30

UNB – Biblioteca: 11h35, 13h, 14h25, 15h50, 17h15, 18h40, 20h05, 21h30, 22h35

CCBB: 12h10, 13h35, 15h, 16h25, 17h50, 19h15, 20h40, 21h45, 22h45

Assessoria de Comunicação

Âncora Comunicação

Carla Spegiorin

E-mails: carla@ancoracom.com.br e carlaspegiorin@gmail.com

Telefone: (61) 8404-6069

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camila@ancoracom.com.br

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