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terça-feira, 14 de junho de 2011

Ave Maria Clara Machado




Sonhos de menina

O Centro Cultural Banco do Brasil apresenta Mitos do Teatro Brasileiro — Ano II, projeto na área de Ideias que consolida a memória do teatro nacional. Maria Clara Machado abre a temporada 2011

Era uma vez a história de um Cavalinho Azul que arrancou lágrimas de um grande poeta. Diante da peça escrita por Maria Clara Machado (1921 – 2001), Manuel Bandeira viu o sonho de menino vencer a realidade do adulto sem resquício de infância. Comoveu-se diante da sensibilidade do Teatro Tablado — ali, no ano de 1960, já alcançando nove anos de trajetória revolucionária. “O circo e a cidade chocam-se, combatem-se musicalmente nessa história fantástica, e naturalmente a vitória cabe à infância, à imaginação, ao sonho”, escreveu.

Maria Clara Machado já era um ícone do moderno teatro brasileiro quando os olhos do poeta marejaram. A diretora, escritora, dramaturga e arte-educadora concebia o teatro infantil com acabamento de arte. Tinha o dom de fazer brilhar os olhinhos de meninos e meninas em torno de fábulas que valorizavam os sentimentos humanos ao mesmo tempo em que despertavam a solidariedade e a consciência ecológica. “Com as crianças, eu cuido muito do essencial, do amor à própria terra. Faço isso desde O rapto das cebolinhas (1954), a primeira peça que escrevi”, contava a escritora.

A arte lúdica de Maria Clara Machado ocupa o palco do Teatro I do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) na abertura do projeto Mitos do Teatro Brasileiro — Ano II, no dia 21 de junho (terça-feira), às 20h, com entrada franca (as senhas devem ser retiradas 1 hora antes do evento). Em cena os atores J. Abreu, Vanessa Di Farias e Wilson Granja vivem cenas inéditas, criadas pelo diretor e dramaturgo Sérgio Maggio, enquanto a diretora de O Tablado, Cacá Mourthé, e a atriz e cantora Zezé Motta testemunham fatos relevantes vividos ao lado dessa mulher que conduziu o teatro infantil brasileiro ao patamar de obra de arte.

Sobrinha e herdeira do legado de Maria Clara Machado, Cacá Mourthé teve as primeiras noções do fazer teatro ainda menina, como aluna de O Tablado, tornando-se assistente de direção da tia por 10 anos. “Estou muito feliz em levar para Brasília a memória e as histórias de Maria Clara Machado e de O Tablado”, conta Cacá, batizada como Maria Clara Machado Mourthé. Tabladiana de coração, Zezé Motta é uma das artistas que saíram do grupo para engrandecer o teatro, o cinema e a tevê. “Vai ser um doce prazer falar de Maria Clara”, pontua.

Após celebrar, com êxito de público e crítica durante o ano de 2010, as trajetórias de Dulcina de Moraes, Dercy Gonçalves, Procópio Ferreira, Nelson Rodrigues, Cacilda Becker e Chico Anysio, o projeto Mitos do Teatro Brasileiro segue homenageando, além de Maria Clara Machado, Plínio Marcos (19 de julho, com Emiliano Queiroz e Nelson Xavier), Lélia Abramo (16 de agosto, com Antonio Abujamra e João das Neves), Paulo Autran (21 de setembro, com Karin Rodrigues e Elias Andreatto), Augusto Boal (18 de outubro, com Amir Haddad e Aderbal Freire-Filho) e Dina Sfat (22 de novembro, com Juca de Oliveira e Thelma Reston). “É uma segunda geração do século 20, que vai permitir apontar as grandes transformações do teatro brasileiro a partir dos anos 1960”, observa Sérgio Maggio.

Num formato de teatro-documentário, no qual se constrói ao vivo a biografia do homenageado, a partir da junção de cenas, depoimentos e vídeos, o projeto Mitos do Teatro Brasileiro contribui para consolidar a memória das artes cênicas. “É uma aula-espetáculo, na qual aprendemos juntos, artistas e plateia, a entender a construção desse teatro”, observa o ator J. Abreu

* Acompanhe a pesquisa do projeto no blog mitosdoteatrobrasileiro.blogspot.com e siga-o no Twitter @mitosdoteatro

Ficha Técnica:

Projeto: Mitos do Teatro Brasileiro

Concepção, curadoria, direção, pesquisa e dramaturgia: J. Abreu e Sérgio Maggio

Atores-narradores: Adriana Mariz, Antônia Artemy, J. Abreu, João Paulo Oliveira, Silvana de Faveri, Silvia Paes, Vanessa Di Farias e Wilson Granja.

Debatedores: Aderbal Freire-Filho, Antonio Abujamra, Amir Haddad, Cacá Mourthé, Elias Andreatto, Emiliano Queiroz, João das Neves, Juca de Oliveira, Karin Rodrigues, Nelson Xavier, Thelma Reston e Zezé Motta.

Figurino, cenário e trilha sonora: J. Abreu e Sérgio Maggio

Produção executiva: Sérgio Bacelar

Produção: Luana Fonteles (Alecrim Produções)

Assessoria de Imprensa: Carla Spegiorin (Âncora Comunicação)

Arte gráfica: Kleber Salles e João Resende

Operação de vídeo: Hieronimus do Vale

Iluminação: Vinicius Ferreira

SERVIÇO:

Projeto: Mitos do Teatro Brasileiro

Temporada: de 21 de junho a 22 de novembro (seis edições mensais)

Abertura: Maria Clara Machado (21 de junho)

Horário: terça-feira, às 20h

Duração: 100 minutos

Classificação indicativa: 12 anos

Local: Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (CCBB) – SCES, Trecho 2, Lote 22, Brasília

Telefone: (61) 3108-7600

Ingressos: Entrada franca. Senhas serão distribuídas na bilheteria com 1 hora de antecedência.

O CCBB disponibiliza ônibus gratuito, identificado com a marca do Centro Cultural. O transporte funciona de terça a domingo, saindo do Teatro Nacional a partir das 11h.

Trajeto e Horários

Teatro Nacional: 11h, 12h25, 13h50, 15h15, 16h40, 18h05, 19h30, 20h55, 22h

SHN – Manhattan: 11h05, 12h30, 13h55, 15h20, 16h45, 18h10, 19h35, 21h, 22h05

SHS – Hotel Nacional: 11h10, 12h35, 14h, 15h25, 16h50, 18h15, 19h40, 21h05, 22h10

SBS – Galeria dos Estados: 11h15, 12h40, 14h05, 15h30, 16h55, 18h20, 19h45, 21h10, 22h15

Biblioteca Nacional: 11h20, 12h45, 14h10, 15h35, 17h, 18h25, 19h50, 21h15, 22h20

UNB – Inst. Artes: 11h30, 12h55, 14h20, 15h45, 17h10, 18h35, 20h, 21h25, 22h30

UNB – Biblioteca: 11h35, 13h, 14h25, 15h50, 17h15, 18h40, 20h05, 21h30, 22h35

CCBB: 12h10, 13h35, 15h, 16h25, 17h50, 19h15, 20h40, 21h45, 22h45

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