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sexta-feira, 15 de abril de 2011

O cronista Falabella

Sérgio Maggio

 (Lua de Papel/Divulgação)
Miguel Falabella guarda um enigma que intriga amigos e fãs: a que horas ele deita a cabeça no travesseiro e dorme? O diretor, ator, dramaturgo, autor de novelas, produtor, gestor cultural e showman desfia os minutos da vida para criar. O que parece brincadeira permeia o livro de crônicas Vivendo em voz alta (Lua de Papel Editora). Algumas nascem justamente nessa fresta de tempo.

— Descubro que nada sei sobre o tempo e, como não consigo entender seus intricados mecanismos, estou sempre lançando um olhar equivocado sobre as coisas. Alguém já disse que só seremos capazes de entender o amor no dia em que entendermos o tempo. Até lá, vamos continuar amando de ouvido, eternos repetentes desse curso, escreve, na delicada crônica “O amor e o tempo”.

A reflexão sobre o ofício de artista alimenta belas criações. Em Humilhados em silêncio, Miguel Falabella reflete sobre a natureza da comédia. Faz uma anatomia do riso no teatro, a partir da recente experiência em A gaiola das loucas, em que divide o palco com Diogo Vilela.

— Se o texto é bem dito, se a respiração é correta, o riso espalha-se como a fumaça do gelo seco e vai envolvendo a plateia numa espiral arrebatadora. Os atores então param, porque a festa acontece bem à sua frente e quem é do palco sabe que não existe vibração mais bonita do que a de uma plateia que ri

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