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sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Cabaré no PRêmio Sesc

Sete peças brasilienses participam do Prêmio Sesc do Teatro Candango

Ana Clara Brant

Publicação: 12/11/2010 07:27 Atualização: 12/11/2010 07:41

Cabaré das donzelas inocentes abre a disputa hoje, às 21h: prostituição humanizada (Anderson Brasil/Divulgação )
Cabaré das donzelas inocentes abre a disputa hoje, às 21h: prostituição humanizada
Começa hoje e vai até o dia 18 a única mostra competitiva de artes cênicas realizada no Distrito Federal: o Prêmio Sesc do Teatro Candango. Todos os dias, sempre às 21h, serão encenados no Teatro Sesc Garagem (913 Sul), espetáculos produzidos por aqui e que vão concorrer a uma premiação em dinheiro a nove categorias: espetáculo, direção, ator, atriz, figurino, cenografia, sonoplastia, iluminação e dramaturgia (novidade para a edição de 2010). Quem abre o certame é o Cabaré das donzelas inocentes, às 21h, no Teatro Sesc Garagem.

Estão concorrendo sete peças: Cabaré das donzelas inocentes, de Murilo Grossi e William Ferreira; Ilhar, de Paulo Russo; No happy ending — Inspirado no mito de Medeia, da Companhia B; A porca faz anos, de Felícia Johansson; A cela, da Cia. Mapati de Teatro, Cru e Virilhas, ambas de Alexandre Ribondi; .“Infelizmente, mesmo realizando até um festival de teatro internacional, como é o Cena Contemporânea, e tendo tantos artistas e produções de qualidade, Brasília só possui um prêmio para valorizar e estimular os profissionais das artes cênicas. É uma forma de reconhecer o trabalho dessa gente, por isso o Sesc decidiu criar a premiação há 7 anos”, comenta o coordenador do Prêmio Sesc do Teatro Candango, Rogero Torquato. O resultado será divulgado no dia 20, em cerimônia para convidados.

Ele acrescenta que, após a criação da premiação, muita gente passou a se preocupar e a investir na qualidade das produções. Para ele, a seleção dos espetáculos que estão concorrendo neste ano comprova essa teoria. Foi selecionado o que de melhor se produziu no Distrito Federal em 2010. “Antes, a maioria queria pegar os recursos do FAC, montar uma peça, e a qualidade e a criatividade não eram tão focadas. Hoje, com esse prêmio, sabendo que ele dá um aval, inclusive, para participar do circuito nacional de artes cênicas, como o próprio Palco Giratório, os profissionais se preocupam cada vez mais com a qualidade. O nosso objetivo está sendo alcançado. A gente conseguiu produções de alto nível, nos quais os artistas exercitam seu talento e criatividade”, ressalta Torquato.


PELO BRASIL
O Palco Giratório foi criado com o objetivo de difundir e descentralizar as artes cênicas no Brasil. A iniciativa se transformou em uma das ações culturais mais importantes do país, pois facilita o acesso às produções teatrais de qualidade. Com uma programação múltipla, diversos espetáculos circulam pelas capitais e pelas cidades do interior do Brasil.


Nova dramaturgia

A edição 2010 do Prêmio Sesc do Teatro Candango distribuirá R$ 20 mil e a grande novidade para este ano é a criação da categoria dramaturgia. Segundo Rogero Torquato, a premiação sempre procurou contemplar quem está no palco e também nos bastidores, e como a produção de textos para teatro em Brasília está a todo vapor, o dramaturgo vai passar a ser valorizado. “Temos a intenção de realizar um prêmio nacional de dramaturgia e fazer isso já dentro do DF é um estímulo para essa categoria. Entre os competidores, temos vários textos inéditos ou textos de pesquisas e é importante reconhecer o trabalho desse profissional. Todo mundo, quando passa a ser valorizado, ganha um gás para prosseguir e produzir cada vez mais”, acredita.

Os ingressos para os espetáculos selecionados para se apresentarem ao público e que concorrem ao prêmio custam
R$ 10. A grande premiação acontece no dia 20, às 21h, também no Sesc Garagem.

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