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quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Três perguntas para o diretor Murilo Grossi

Foto:Anderson Brasil


Como foi dividir a direção? Dá mais segurança estrear com uma equipe tão integrada fora do palco?

Apesar de sempre ter dirigido atores para filmes, vídeos ou teatro, nunca havia dirigido um espetáculo. Quando as atrizes me chamaram, já tinham optado por dois diretores. Achei ótimo, por gostar de diálogo. Não saberia fazer sozinho. Formalmente, o William (Ferreira) ficou mais com a encenação e eu com a direção. Mas, isso se mistura. Claro que a estrutura de equipe favorece, já que, além de bem integrada e experiente, é formada por amigos com enorme admiração mútua.



Qual o acréscimo da montagem (ou diferencial) em relação ao texto original?

O belo texto do Maggio nos sugeriu uma série de atmosferas que estamos procurando na montagem, mas o diferencial maior é só no sentido de as falas se realizarem de maneira mais coloquial e menos literária, o que é absolutamente normal nesta situação. Ele nos deixou bem à vontade.



O que une e o que esfacela essas mulheres obrigadas a um convívio tão confinado?

Talvez a falta de opção, o beco sem saída e, de certa forma, um ambiente marginalizado socialmente traga à tona uma enorme necessidade de afeto que se dá através do conflito. Mas, vivências trágicas agregam os seres humanos.

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