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sábado, 28 de novembro de 2009

Revista Bravo- Indica o Cabaré das Donzelas Inocentes

Cena da peça Memórias de Mulheres Damas, em cartaz no CCBB de Brasília até 6 de dezembro

Memórias de mulheres-damas

O Centro Cultural Banco do Brasil Brasília apresenta a estreia nacional de Cabaré das Donzelas Inocentes, que discute a condição feminina por meio da história de quatro prostitutas encerradas num bordel


China é cafetina; Cabeluda, Minininha e Saiana, prostitutas, trabalham no mesmo bordel decadente onde quase não entram mais homens. São elas as protagonistas da peça Cabaré das Donzelas Inocentes, que está sendo encenada no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília, de quinta a domingo, até 6 de dezembro.

A peça explora os dramas pessoais de cada uma das personagens e é baseada do livro Conversas de Cafetinas (Arquipélago Editorial), também de autoria de Sérgio Maggio, lançado em fevereiro deste ano. A pesquisa, em Salvador e em Brasília, atravessou 11 anos e procura fazer um retrato não estereotipado do mundo da prostituição.

A peça é a estréia na direção de Murilo Grossi na direção, que a co-dirige com William Ferreira, e tem no elenco Adriana Lodi, Bidô Galvão, Carmem Moretzsohn e Catarina Accioly, que já compartilharam o palco em espetáculos como Os Demônios, de Antonio Abujamra e Hugo Rodas. William Ferreira já dirigiu e atuou na concepção cênica de peças consagradas em Brasília, como Cartas de um Sedutor, melhor montagem do ano (2000) pela crítica - na qual foi premiado como melhor ator -, e A Obscena Senhora D., em parceria de direção com Catarina Accioly, espetáculo que recebeu o Prêmio SESC do Teatro Candango em duas categorias: melhor espetáculo e melhor iluminação.

Cabaré das Donzelas Inocentes
Até 6 de dezembro de 2009
De quinta a sábado, às 21h, e domingo, às 20h
70 minutos
Classificação indicativa: 16 anos
Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) - Brasília
SCES, Trecho 2, Lote 22, Brasília
Telefone: (61) 3310-7087
Ingressos: R$15 e R$7,50 (para professores, estudantes, pessoas com mais de 60 anos e correntistas do BB).
A venda de ingressos, para cada semana da temporada, inicia-se no domingo anterior, e é restrita a quatro bilhetes por pessoa.
Bilheteria: de terça-feira a domingo das 9h às 21h
O CCBB disponibiliza ônibus gratuito, identificado com a marca do Centro Cultural. O transporte funciona de terça a domingo, saindo do Teatro Nacional a partir das 11h.
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http://bravonline.abril.com.br/conteudo/bravoindica/memorias-mulheres-damas-513166.shtml

5 comentários:

Letícia de Souza disse...

Amei a peça! Foi uma experiência inesquecível. Parabéns a você e ao elenco.
Um beijo carinhoso.

Leandro Wirz disse...

Parabéns pela indicação, de certo merecida.
Tô doido pra ver. O Rio tá precisando dessas donzelas...

Sigrid Spolzino disse...

Saiana, Minininha, Cabeluda, Juci, Nini, Andra, Fátima e Gina. Dentre essas mulheres, quatro foram enriquecidas e trazidas ao palco revestidas pelos sabores picantes amargos e doces da vida. Usando de sedução para apimentar a história contada naquele que já foi um impecável cabaré, dos mais famosos de Salvador.

Meu amigo e jornalista Sérgio Maggio trouxe-nos essa realidade escancarada e ao mesmo tempo escondida entre portas e janelas recheadas de histórias. De conversa em conversa, de causo em causo num jogo de cintura tremendo, em meio à gargalhadas e lágrimas, verdades são desvendadas, numa viagem levando-nos onde tudo começou. Quatro passados veem à tona e mergulhamos em alguns segredos e sigilos na vida dessas cafetinas por profissão.
Para elas, diga-se de passagem com muito orgulho, sim senhor!
Meus aplausos e parabéns também, ao diretor e toda equipe!
Baci, amigo querido

Luciana Luppy disse...

Oi Maggio! Tudo bom querido?

Já estou no Rio, esta cidade que nos é... MARAVILHOSA! Hoje, o calor deu uma "trégua".

Finalmente sábado passado consegui assistir a sua peça (sempre lotada, que bom!). Fui com amigos que ficaram tão impressionados quanto eu, diria. A peça retrata uma vida difícil demais, com dias de agonia vividos por mulheres que sofrem toda a sorte de situações traumáticas e que buscam um minuto de alívio entre uma dor e outra! Sem dúvida, é uma peça "densa" que poderia fazer muitas "mentes brilhantes" pensarem em suas próprias vidas e na dos outros também. Mas a lastima é que muitos nem pensam. Na saída ouvi algumas referências sobre os termos usados nos diálogos entre elas e pensei: "Bom, sendo mulheres com uma vida tão destruída por tanto sofrimento o que se esperar ouvir? Por favor? Obrigada?". Quem sabe elas ouçam isso enquanto um "cliente" se veste para ir embora. Sei lá eu...
De todo modo, meu querido Maggio (acho tão chique chamá-lo de Maggio) parabenizo o resultado de seus onze anos de pesquisa e dedicação e que resultaram na sua peça. E, recomendo a todos, principalmente para aqueles que frequentam ou frequentaram um cabaré e, principalmente para os que nunca foram. Somente nela, a ótica real do lugar "onde TUDO acontece" pode ser visto e analisado sensatamente. Ainda assim há que se ter a consciência de que isto É um retrato da vida real de um cabaré de donzelas inocentes.

Um grande abraço e muito suce$$o, sempre! Luciana Luppy

Hércules Barros disse...

Caríssimo Maggio

Amei ter tido a oportunidade de ver a peça. Imagino o tufão de sentimentos que você viveu ao apurar todas aquelas histórias. Que peso, que responsabilidade, que contribuição humana... a atuação das meninas reflete a sua sensibilidade em tratar de um tema tão real. Perto e ao mesmo tempo longe das nossas vistas, pior vidas. Caro, de coração, parabéns.

A rotina atropelada toma conta de nossas vidas, faz com que a gente converse pouco, mas lembro bem quando vc tentou inserir o tema por meio de mestrado na UnB. Acompanhei, mesmo de bastidor, toda a sua labuta. Que bom que Deus faz coisas que até o diabo duvida rs.rs.rs... No final, recebemos aquilo que merecemos, algo melhor do que imaginávamos.