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sábado, 2 de maio de 2009

Cabeça sem corredores


Augusto Boal tocou a minha vida de menino idiota


Lembro do dia que um militante estudantil fez um exercício do Teatro do Oprimido


E eu chorei de felicidade porque vi uma luz num corredor fechado


onde circulava a minha vida imbecil


Ele pôs a mão do teatro sobre mim


Eu vi a fresta, arrombei e sai de um circuito mínimo


Nunca mais esqueci dos ensinamentos de Boal


Graças a ele, mestre do teatro, vivo com cabeça sem corredores


Axé, meu mestre de todos nós

Um comentário:

Uakni disse...

EU choro o choro dos libertos. Ave, Boal