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sábado, 28 de março de 2009

Espelho cego



Desta janela, vi a passaigem mais estonteante
Era a mesma paisagem que estava na retina desde menino
Agora, vinha a mim desfazendo o cenário de costume
Diluia o que era banalidade e me arrastava pra dentro
Afoguei-me nessa paisagem, colírio que fez espelhar a minha cegueira

2 comentários:

Eliane Nerm disse...

O olho que tudo nada vê, muito bom

Márcio Ney disse...

Eu, menino, também não via mais o que o meu olho queria ver.

Eu, homem, vejo muito menos, retina reticulada pipocada de glaucoma