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sábado, 28 de fevereiro de 2009

Diário em Tinta Vermelha IV



Naquela manhã tudo parecia seguir a ordem das coisas


Silêncio governava aquele local e atava as vidas que se escondiam em frestas


De olhos voltados verticalmente, a Atriz se entretia com o de sempre. Espectros de personagens


Na cama, a Escultora ardia em febre e emendava imagens com palavras em velocidade de orgasmo


O gato Orestes espreguiçava-se aos pés da cama da Senhora Escritora


Ninguém sabia, mas ela era só corpo. Havia alguns minutos que estava morta


Matou-se lentamente no tédio daquele maldito lugar.





Um comentário:

Patrícia Del Rey disse...

Morrer de Tédio é mais normal do que se imagina... Bom texto vermelho! =]

beijo