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sábado, 7 de fevereiro de 2009

As donas dos bordéis

Foto: Claudia Ferrari
Saiana, Minininha, Cabeluda, Juci, Nini, Andréa, Fátima e Gina. Uma soma robusta de oito cafetinas. Ou "donas de casa", como elas preferem. Oito contadoras de uma história que seduz Sérgio desde o tempo em que, menino, ele se solidarizava com os ciúmes da mãe diante dos olhares compridos do pai para as misteriosas moças do cabaré. Ou quando, aos oito anos, escondido embaixo da mesa da sala, enchia os olhos com Maria Machadão e as mulheres coloridas do bordel Bataclã, na novela Gabriela. Nas palavras de Eliane Brum: "Sérgio Maggio andou por ladeiras de Salvador e curvas de cidadezinhas do interior baiano para escutar não prostitutas, mas cafetinas, as mulheres no comando do prazer e da dor, administradoras de não-ditos na vida das cidades. Na esquina dessas conversas, às vezes tensas, encontram-se duas mitologias, a do repórter que veio buscar segredos, a das cafetinas que, no vício da profissão, tentam adivinhar que mercadoria agradaria mais ao freguês".

2 comentários:

Laura lins disse...

Acho o tema ousado e audacioso, fiquei superafim de ler e será a minha próxima aquisição de leitura. parabéns

Leandro Wirz disse...

Serginho, quando é noite de autógrafos aqui no Rio? Abraço e sucesso, meu rei! Leandro