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domingo, 5 de outubro de 2008

Inferno no Novo Gama

Foto: Paulo Araújo
Se Afonso Brazza estivesse vivo, teria corrido com a câmera para fazer a continuação do longa-trash Inferno no Gama. Sem precisar contratar atores, filmaria a pancadaria na cidade além DF, Novo Gama. Por lá, o pau comeu e a boca-de-urna também. O faroeste caboclo foi narrado por telefone pela jornalista Naiobe Quelem do Correio Braziliense. Intrépida narradora, a pilhada garota saiu no encalço dos homens fora-da-lei que queriam ganhar a eleição no tapetão.



Descobriu a história do clã Sacolão e o bafafá pelo voto. Tudo começou quando dois espiões do grupo rival aos Sacolão resolveram espionar a irmã da família. Eles queriam fazer uma foto para incriminar a garota e impugnar a candidatura a vereador de um dos Sacolão. Eis que, quando os arquiinimigos armavam o bote, foram flagrados com o zoom armado. Aí os Sacolão caíram em cima. Foram socos e pontapés, que deixaram uns bons hematomas nos sujeitos indiscretos. Os Sacolão fugiram enlouquecidos e sumiram na poeira do Cerrado. Passou-se o dia esperando notícia dos foragidos e nada.
Enquanto isso em Cristalina, um helicóptero fazia um vôo baixinho exibindo o número 22. A bordo estava o próprio candidato 22, que orientava a rota de vôo em direção em todas as zonas eleitorais. Não houve tempo da polícia segui-los e eles sumiram no céu azul do cerrado.



Essa eleição do Entorno é um roteiro de filme-trash. Vou procurar um edital de cinema.


Um comentário:

Paulo K disse...

KKKKKKKKKK, muito bom, Viva Sacolão