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segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Dinossauros em suspensão

Foto//Divulgação Cena Produções




Vi Dinossauros por três vezes. Duas na temporada de estréia em 2005. Uma, especialíssima, ao lado do autor e mestre Santiago Serrano, em 2006, quando ele foi a Brasília para oficina de dramaturgia. A montagem brasiliense, que já nasceu concebida com sensibilidade pelo diretor Guilherme Reis, já criava uma dimensão lúdica nos espectadores, a partir da valorização da palavra que, neste caso, é propulsora da ação narrativa. Os atores Murilo Grossi e Carmem Moretzsohn entendiam os tempos e as complexas matrizes de sentimentos trazidos por Nicolas e Silvina.

No sábado (18/10), vi a peça, aqui, no IV Festival Nacional da Cidade de Vitória. A casa lotada no Teatro Sesi (de acústica impressionante), com público diverso, alguns desacostumados com o silêncio pedido para a contemplação do teatro, prostrou-se para ver um trabalho amadurecido pelo tempo de manejo dos intérpretes com a montagem. Agora, Carmem está com Silvina num estágio córporeo de quase transe. Todas as angústias, medos e agonias da personagem estão na voz e no corpo que se contorce e fala simultaneamente. Murilo está mais poético do que nunca e é contraponto ao estado turbulento da atriz.

Foi emocionante ver a platéia em silêncio absoluto, suspensa pelo teatro, respirando junto com os atores. Fiquei orgulhoso, acho que já sou brasiliense!

2 comentários:

Emilio Souza disse...

È bom ver o teatro brasiliense correr o país e mostrar a sua qualidade. Sérgio, entendo você quando vc fala do orgulho e de se sentir brasiliense. Vc é mesmo de Brasília, do Brasil e do Mundo. Seu fã...

Tide disse...

Gostei muito de Dinossauros quando vi no Espaço Cena e não entendo por que este espetáculo não volta em temporada para novas platéias. Há muita gente que não viu. Há um gostinho de quero mais na sua postagem...