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quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Axé, Nilda Spencer


Foto: Acervo FunceB

Dama do teatro baiano, Nilda Spencer, 85 anos, é homenageada na Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Ganha placa no foyer do Teatro Martins Pena, galeria batizada com seu nome e exposição que comemora 52 anos dedicados ao palco. Em recuperação de cirurgia, Nilda fez parte da primeira turma da escola de teatro da UFBA, estava ao lado de nomes como Othon Bastos e Marta Overbeck.

Tive a oportunidade de acompanhar alguns espetáculos de Nilda Spencer, como Ensina-me a viver e Labios que beijei (montagem sensível do dramaturgo e diretor Paulo Henrique Alcântara).

Em 2002, estive com a atriz aqui em Brasília, com Ensina-me a viver. Era época do Festival de Brasília e a atriz emendava a labuta no palco da Caixa Cultural com o burburinho do Cine Brasília.


- Sempre fui inquieta, aberta, boêmia, dizia às gargalhadas.


Educada para ser "rainha do lar", Nilda Spencer cuidava das duas filhas pequenas, quando decidiu ser atriz nos anos 1950. Ela conta que tinha recebido o convite para a leitura dramática com Martins Gonçalves, porta de entrada para o curso. Estava na sala de casa, sem coragem de informar ao marido da decisão de fazer teatro na universiade.


- Olhava o relógio passar as horas. De repente, peguei firme nos braços da cadeira e levantei


- Aonde você vai?, perguntou o marido


- Vou fazer teatro e saí batendo a porta.


Nilda foi construir uma história de amor com o teatro. Atriz, professora e diretora da faculdade, experimentou situações e personagens que jamais viveria caso mantivesse o papel de esposa de classe média alta como o único e central personagem da sua trajetória.


- O teatro só me deu felicidades. Se não fosse o teatro, hoje eu estaria aposentada, sentada na platéia. Mas eu estou aqui no meu do palco, comemorou em 2002.



Daqui do Cricri, pedimos que muita energia recaía sobre NIlda Spencer e ela se recupere, volte ao palco...

Axé, Nilda Spencer!


2 comentários:

Célio Cruz disse...

O brasil não conhece o brasil. Nilda na Bahia, Dina em Brasília

Anônimo disse...

INFELIZMENTE ESTAMOS SEM ELA, FALECEU ESTA MADRUGADA, TRISTEZA E LUTO.

Fernanda